<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092</id><updated>2012-02-19T00:31:46.640-02:00</updated><category term='Em uma linha'/><category term='banana pancakes'/><category term='drama'/><category term='amigos'/><category term='louco'/><category term='cobertas'/><category term='Jesus Cristo'/><category term='sophia'/><category term='Cartas'/><category term='madrugadas'/><category term='pai'/><category term='cama'/><category term='planos'/><category term='música'/><category term='boa sensação estranha'/><category term='trip'/><category term='diálogo'/><category term='tiro'/><category term='sonho'/><category term='de joelhos'/><category term='jack johson'/><category term='Poesia ou não'/><category term='Ela'/><category term='meu coração'/><category term='engasgo'/><category term='de mim'/><category term='resposta'/><category term='quieto'/><category term='interrogação'/><category term='dúvida'/><category term='saudades'/><category term='declame'/><title type='text'>Me Chama no Palco!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>126</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-9053088618656722645</id><published>2011-12-28T22:06:00.000-02:00</published><updated>2011-12-28T22:06:31.667-02:00</updated><title type='text'>Minha pessoa favorita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1641624037"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="background-color: white; line-height: 18px;"&gt;♪&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #666666;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CSrKHdMqVgo&amp;amp;feature=related" target="_blank"&gt;Carla Bruni - Chanson Triste&lt;/a&gt;&lt;span id="goog_1641624034"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1641624035"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;São Paulo, Av. São João, 407 (de um hotelzinho improvisado que busquei refúgio agora).&lt;br /&gt;28 de dezembro de 2011: três dias para o fim do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escuta. Hoje fiquei o dia inteiro deitada numa cama de casal amarrotada rabiscando meu corpo à caneta, pensando em você, apontando nuvens da janela, esperando o telefone tocar. Caiu uma chuva boba aqui há pouquinho, ainda não tive coragem de sair na rua, comprar pão, marcar minha passagem de volta na rodoviária, tomar uma atitude. Tudo às vésperas do ano-novo. &lt;b&gt;Me falta fôlego pra tanta promessa de novidade.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Eu sei que todo mundo está esperando uma mudança grande nas apostas de mensagens de luz estampadas em tantas camisetas brancas. Inclusive eu. De uma forma mais ou menos hipócrita, mas eu também. Não importa tanto. Importa é que isso tudo trouxe de volta&amp;nbsp;&lt;b&gt;um frio duvidoso na barriga agora: aquela quase-vontade-de-você.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Vim te procurar pra contar que tenho arquitetado um plano particular pra te ter aqui outra vez, embrulhado em laço vermelho gigante, carregando um sorriso charmoso de felicidade que um dia me fez acreditar em tudo-de-novo. Loucura. Eu sei. Mas todo mundo tem direito a um pedido particular e impossível no último dia do ano. "Carpe Diem" e toda-qualquer bobagem que te faça feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que eu não te encontro em nenhuma rota de fuga, nenhum filme na TV, nenhum gosto de hortelã mastigada no canto da boca que me lembra tanto seu contorno e suas manias.&amp;nbsp;Aguardei teus presentes, chamegos, mimos, beijos telepáticos de madrugada por pensamentos de saudade. Nada. Você sumiu na data mais esperançosa do ano, como se não precisasse reafirmar valores e pesar desejos. Eu fui ao cinema, vi todas as luzes lindas na 23 de maio, comprei panetone, fiz uma oração antes de jantar e dormi sozinha antes de discar o seu número no visor do celular. &lt;b&gt;Não tenho me divertido tanto como antes, nem feito grandes jogadas para conquistar as coisas. Espero pouco das pessoas e dou apenas parte do que sou capaz de oferecer.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me arriscado menos, contrariando a minha personalidade. O resultado disso são doses cavalares de falta de companhia e, agora, tarde no meu entendimento, essa saudade de você. Hoje gozei de solidão duas vezes afundada numa banheira descascada que pinga água de um lado só, abracei meus cotovelos de madrugada embaixo da coberta, &amp;nbsp;vi TV no mudo e me contraí inteira num banho gelado de vinte minutos que serviu apenas para reafirmar minha habilidade em praticar solidão. Ou minha mania escrota de querer romancear as coisas com ironia.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Sempre fiz pouco caso do amor e tomei na cara rindo quando ele me pegou de surpresa.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito. &lt;b&gt;Não estou feliz, mas não tenho nenhum medo de não conseguir ficar. &lt;/b&gt;Não agora, enquanto eu me fortaleço de toda a minha capacidade de reerguer o que sobra de mim em finais sem esperança. Enquanto eu estranho tanto gostar de você e querer isso mesmo sem saber porquê. No último dia do ano eu renasço, mudo, esmurro a ponta da faca se for preciso, como canta o Cazuza no som da cozinha agora. Driblo nossa indiferença pra ser feliz com o teu amor: mesmo longe, mesmo sem sinal vital ou qualquer indicação de que os meus sonhos confusos possam mesmo acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que sou uma mulher que não soube dar à luz, amarrar um laço, ficar em um lugar só&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Você sabe, enfim. Agi o tempo todo, ou boa parte do tempo todo, movida por desejos intempestivos de mudanças bruscas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Uma série de novidades que perderam a graça com a mesma velocidade urgente que eu as quis e conquistei.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Não me arrependo, nem me condeno. Te levei pra longe, mas você me fez acreditar que eu poderia ser amada assim: em qualquer nível de mutação. Acreditei (acredito? acho que sim, talvez, meu deus como estou confusa). Não sei se estou bem ou mal, doente ou saudável, feliz ou descontente agora, escornada em um sofazinho de&amp;nbsp;camurça&amp;nbsp;falsificada tentando desabrochar para o que der e vier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente me acha alguém de exemplo: bem de pele, de cama, de vontade de viver. Eu sempre respondo que depois de largar o cigarro a gente passa a ter mais ar para respirar e sorrir melhor, nada demais. Blah. Que besteira. Parece que realmente a gente não pode mais dar um trago num cigarro, nem ficar em silêncio, nem querer de volta alguém que já morreu. É crime: condenação popular.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Discordo e nem discuto se eu puder ficar quietinha aqui sem ninguém apontando a direção. &lt;/b&gt;Acho que tenho direito aos meus quinze minutos de anonimato e falta de tempero para o convívio social à qualquer custo e todas as regrinhas malucas que ele coloca na sua cabeça. &lt;b&gt;Cheguei à conclusão que nem sempre existe o jeito certo ou o errado: existe o momento. Que às vezes se encaixa dos dois lados.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que devia casar contigo. Montar uma família, colecionar pratos, ficar bonita e feliz durante um bom tempo. Tsc. Não sei o que me faz falta: só sei que no meio de tantas buscas e abismos e&amp;nbsp;desencontros&amp;nbsp;vazios, eu tropeço quase sempre em você. No fundo e com uma pontada de saudade, preciso apenas que você mostre que ainda esta aí. Manda um sinal de fumaça, um telegrama, uma interrupção em rede nacional na programação televisiva do país inteiro em minha intenção, ou um alô genérico qualquer.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Quero&amp;nbsp;saber se você ainda existe, daquele jeito meu ou de qualquer um&lt;/b&gt;. Não importa tanto como você vai aparecer. Eu vou gostar, saiba disso apenas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Porque certas coisas não mudam.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Você nunca foi e nunca será. Você simplesmente é.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;E quero essa promessa antiga de volta. Me permito acreditar em você quando for erguer um copo de bebida qualquer pra brindar tanto faz o que for. Você é minha esperança em fitinhas coloridas ao vento com as melhores mensagens que alguém pode desejar a alguém. Minha pessoa favorita, eu poderia dizer. Te quero junto e perto, contrariando nossos desconhecidos limites geográficos e sentimentais. &lt;b&gt;Bem me quer, mal me quer, me aceite.&lt;/b&gt; E responda a minha carta antes de eu bater com os pés na sua calçada outra vez prometendo felicidade: o ano começa daqui a pouco, estamos na contagem regressiva. Não quero perder nada. É o meu pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, forma e tamanho,&lt;br /&gt;Você.&lt;br /&gt;Assinado, eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-9053088618656722645?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9053088618656722645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9053088618656722645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/12/minha-pessoa-favorita.html' title='Minha pessoa favorita'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6560448529494346643</id><published>2011-12-24T00:36:00.002-02:00</published><updated>2011-12-24T01:10:21.004-02:00</updated><title type='text'>A gente se ajeita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=e0BHwDsQ81o" style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;♪&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hiR8D3j40Eg" target="_blank"&gt;Cássia Eller - 1º de Julho&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi dizer que amor não morre. Mas tenho certeza que modifica a condição de prioridade entre duas pessoas; se altera pela dúvida&amp;nbsp;de emoções volúveis, perde o brilho, abre mão de certas vaidades e outros egoísmos. À certa altura do campeonato muda alguma coisa, porque eu não tenho outra explicação para apontar o que aconteceu com a gente. &lt;strong&gt;Ainda te amo. Só não tenho mais condição ou vontade para reacender essa chama outra vez.&lt;/strong&gt; Não sei dizer qual troço fundamental morreu entre a gente nem quando aquela menina incansável chamada esperança deixou de brincar no nosso quintal. Daqui, bem da frente da tua casa, a vontade de voltar não tem mais porta de entrada. Acho que sugamos tudo um do outro e demos as costas para o azar, contando com a sorte de uma saudade incerta que bateu&amp;nbsp;do mesmo&amp;nbsp;jeito que se&amp;nbsp;acostumou: leviana e sem compromisso. A gente esqueceu de conquistar um ao outro. Andamos ocupados demais em arranjar todas aquelas desculpas esfarrapadas para o fato de não nos querermos mais. Seu cabelo tá lindo, tua pele, sua cara, seu jeito de ficar parada. &lt;strong&gt;Que bom que você ainda sorri de qualquer modo e com frequência.&lt;/strong&gt; Meu coração também&amp;nbsp;está bem. Não, não tenho como te dizer o que eu sinto, aliás, não é tanta coisa nova. Sei que fui longe e não me arrependo disso quando reviro nossa história em caixas de papelão, flashs de cabeça e&amp;nbsp;tomadas cinematográficas registrando nosso melhor lado. Parece que foi ontem e essa sensação é antiga. Sei que hoje&amp;nbsp;somos um filme mudo em preto &amp;amp; branco guardado em fitas empoeiradas, escondidas na memória do nosso próprio tempo particular: saímos do cartaz principal afixado na porta de entrada da vida um do outro. Mas continuamos vendendo cópias e causando certa inveja por aí. Às vezes nada é tão triste quanto possa parecer. &lt;strong&gt;Acho que despedir-se de uma história é aceitar o limite de um sentimento que está fechando um ciclo.&lt;/strong&gt; É esgotar as possibilidades que te permitem amar a mesma pessoa por todos os lados, sabendo que não é mais possível entrar por nenhum deles. É entender que&lt;strong&gt; quem manda é o coração, mas quem dá os passos&amp;nbsp;e escolhe a direção são as nossas próprias pernas.&lt;/strong&gt; Hoje eu sei: se não tivemos um final feliz e ideal, não foi por falta de felicidade. Amar você foi a coisa mais fácil que já fiz: e eu via isso naquilo que eu chamava de brilho no seu olho de manhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6560448529494346643?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6560448529494346643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6560448529494346643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/12/gente-se-ajeita.html' title='A gente se ajeita'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-211361604044897147</id><published>2011-12-14T00:02:00.001-02:00</published><updated>2011-12-14T00:29:19.934-02:00</updated><title type='text'>Fora de alcance</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #666666; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 18px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; line-height: 16px;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=e0BHwDsQ81o" style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;♪&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hLQl3WQQoQ0&amp;amp;ob=av3e" target="_blank"&gt;Someone Like You - Adele&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;Sei lá, cara. Eu não estava fazendo nada errado. Só não conseguia acertar. De nenhuma forma, para nenhum lado, com ninguém. Acho que não há nada pior do que ir se cansando de todas as faltas de respostas escondidas, enquanto a única imagem que se tem na cabeça é o seu próprio passado raro flutuando em câmera lenta, indo embora em enquadramentos nostálgicos de flashs súbitos. Pá. De repente m&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;e deu muita vontade de morrer, chorar, dormir, acabar, parar de me perturbar de uma vez por todas por uma história que eu não vivi... e não viveria, de nenhuma forma.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Sei que passei boa parte das semanas afundado na cama, escrevendo besteiras e dormindo quase nada. À&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;base de café, sofá, livro e televisão, me aconchegando em desvontades nítidas. O meu problema é que eu não entendia porque não pude ter pra mim todas as coisas que sentia e demonstrava a pleno vapor no papel, no inverno, na sua cara, no depois&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;: aquilo que as pessoas chamavam, na época, de "meu amor por você": um exagero frágil demais, de qualquer forma. Tirei o "meu" dessa conjugação verbal num dia desses de tristeza comum refletida no mau tempo, caiu um baita pé d'água na cidade inteira: eu não te achei em nenhum lugar: e sabia que não acharia: mas evitei cobranças e chamados loucos de madrugada fazendo pedidos a espera de recompensas: gostaria de ser o mesmo cara que você conheceu para ter ficado até o fim, ter feito a diferença etc e tal. Mas, bebi mais do que a cabeça aguenta, voltei a fumar um maço no dia, comecei a querer pensar cada vez menos, inclusive em tudo que não chegou ou esqueceu de deixar um aviso legível dizendo que o carteiro não viria mais esse mês. Possibilidade: risquei essa palavra das minhas orações para o que vem pela frente, porque reza a lenda que sempre vem alguma coisa e devemos estar prontos, apesar de não valer muito a pena contar com essa sorte. Nunca contei. E vi as coisas se tornarem um grande porre&amp;nbsp;amnésico com cheiro forte de sexo sem lembranças. Boa parte das minhas tentativas com mulheres, sorrisos, novidades e canções foram desconstruídas pela minha falta de habilidade em querer entender alguém. Fui um cara desprezível e superficial, mas me permiti ser honesto. Não menti, mas assumidamente deixei boa parte da verdade de fora de muitas conversas e certos galanteios. Eu não tinha nada para dar a ninguém. Não conseguia distinguir meus sentimentos nem acreditar neles: o que era ruim volta e meia também fazia bem e vice-e-versa. Eu era uma incompletude preocupante, pra não dizer "metamorfose" e cair no clichê daquele hino do Raul. No fundo, eu tinha uma falta grande de sentir alguma coisa larga e absoluta como saudade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Realmente não sei dizer qual foi a última vez que saí de mim, troquei de pele, quis ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&amp;nbsp;Esqueci como é bom gostar de alguém e ter uma referência do outro lado te esperando no fim da tarde ou qualquer coisa gostosa assim. Me reacostumei vivendo sem novas notícias ou sentimentos extravagantes, mas com todas as contas em dia, o sorriso pintado na cara etc e tal.&amp;nbsp;Me diverti, me arranjei, me mudei, me arrependi, continuei. Fiquei sozinho talvez por ter acreditado muito na hora errada e pouco demais no momento mais propício de dizer ou fazer a coisa certa. Uma grande bobagem, claro. No fundo e de uma forma bastante áspera e urgente eu só queria parar de esperar.&amp;nbsp;Tive consciência de que eu realmente nunca fui bom com medidas e frascos para guardar sentimentos: ou eu passo da conta ou eu quebro. Hoje estou certo de que as duas coisas foram feitas em sequência e na mesma proporção de estrago. Fodi a porra do amor que eu plantei pra mim. Com sua ajuda, é claro. Acho que algumas histórias de amor acabam sem poder, se esquecem sem motivo específico e se dissolvem sem permissão dos envolvidos. O tempo passa e não cura tudo não. Mas leva muita coisa pra longe. E longe é quase um esquecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-211361604044897147?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/211361604044897147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/211361604044897147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/12/fora-de-alcance.html' title='Fora de alcance'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3553814875806627533</id><published>2011-12-06T00:04:00.004-02:00</published><updated>2011-12-29T18:09:04.358-02:00</updated><title type='text'>Não sou dessas coisas... mas às vezes acontece</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 id="watch-headline-title" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; height: 1.1363em; line-height: 1.1363em; margin-bottom: 5px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; max-height: 1.1363em; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: right;"&gt;&lt;span class="" dir="ltr" id="eow-title" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-weight: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" title="Replacements - Unsatisfied (Audio Only)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #666666; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 18px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; line-height: 16px;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=e0BHwDsQ81o" style="background-color: white; color: #444444; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;♪&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: inherit; font-size: small;"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7BUeO5YGF2Q" target="_blank"&gt;Replacements - Unsatisfied&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Acho que era alguma coisa desse tipo que eu gostaria de ter dito a você antes de ir. &lt;b&gt;Fica. Ou deixa alguma coisa sua. Só não vá totalmente embora&lt;/b&gt;. Eu sei que vai chover, que coisa. Mas, por mim, ia ser ótimo ver sua camiseta molhada e justa no corpo, colada com seu cabelo repicado atrás da nuca: uma visão muito além de sexy, uma composição meio mágica, garota. Não sei o que houve.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Não, eu não sou gay. Só não quis pegar seu telefone, nem seu endereço, nem nada que eu precisasse agarrar para te lembrar amanhã.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Eu cismei com você pra agora e já, sem prorrogações a tempo de algum mais tarde ou o mais breve semana que vem.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Você simplesmente me deve alguma coisa por ter me feito te olhar duas vezes procurando traços soltos por aí no seu rosto. &lt;b&gt;O que vier, meu bem, eu quero. Se me olhar assim de novo, eu pego.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Acordei lembrando que antes de dormir, abri a geladeira pra pensar em você pela última vez. Ri sozinho. Duvidei momentaneamente da minha&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;sobriedade e fumei um cigarro&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;. Você tem um abraço gostoso, é bonita, direta, fotogênica, confusa e chama muita atenção em qualquer lugar: como se tivesse sido fotografada em um outdoor publicitário fazendo caras e bocas sem perceber. Como se andasse por aí cantarolando trechinhos das canções Lennon/MacCartney ao atravessar uma faixa de pedestres em plena&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #222222; font-family: inherit; line-height: 16px;"&gt;Abbey Road&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; line-height: 19px;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Uma gata-garota no melhor estilo&amp;nbsp;&lt;i&gt;peace and love&lt;/i&gt;, veja só&lt;/b&gt;. &amp;nbsp;&lt;b&gt;E ainda carrega um amor carente no fundo da bolsa, junto com uma caixinha de pó compacto e outros acessórios frágeis.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Justamente o motivo que me fez te olhar duas, três, quatro... põe reticência em todas as vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; line-height: 24px;"&gt;&lt;span style="line-height: 19px;"&gt;Quero que se fodam, sério, todos os caras que estão secando sua saia curta e as alças do seu sutiã branco agora, como se desejassem uma promoção na porta de um açougue. Você gosta de um ou dois, esses cachorrões sem graça e sem...peraí o que é que eles têm mesmo? Vem aqui.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Aham, você concorda em um sussurro baixinho bem do lado direito do meu ombro.&amp;nbsp;Faz frio, eu acho. Vai chover, agora é uma certeza.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Quero te achar no meio da cidade outra vez. Quero saber da tua alegria favorita, do teu maior medo de tudo e da suas vontades em cores, violões, frases, melhores amigos, amarguras, bebidas e comidas preferidas. &lt;b&gt;Quero um solo de guitarra alto e distorcido: um êxtase de quarenta segundos para te prender nas vontades que estou amplificando agora, de rosto colado contigo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Curto e grosso: eu quis de cara ter você abandonada na minha cama, com as pernas juntas e encolhidas embaixo de um edredom raso nos pés, vestindo apenas uma calcinha pequena por baixo de alguma camiseta de banda tamanho G. Fecho a janela, ligo o ventilador, te apresento um conhaque e um aperto na cintura. Madrugada alta e eu toco sem pressa as extensões dos teus cotovelos e joelhos, nuca, barriga, pernas, cabeça e quadril: sempre achei bom fazer&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;alguém dormir só de olhar, rindo à toa e pensando em reticências.&lt;b&gt;&amp;nbsp;Se não fosse tão estranha e imediata, acho que poderia até ser bem bonita a minha vontade repentina de te ganhar&lt;/b&gt;. Concorda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 19px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 19px;"&gt;&lt;b&gt;Estou olhando da sua boca para os seus olhos há sei lá quanto tempo, querendo descobrir que bicho te mordeu e que falta ainda não te preencheu. &lt;/b&gt;O melhor é que você responde a tudo (ou quase tudo) o que eu questiono com uma cara de menina gostosa e cheia de coisas guardadas naquele "aham" murmurado baixinho e sem limites, como um bordão vicioso. "Aham", eu peço pra você repetir na beirada do meu ouvido e guardo apenas o barulho das trincas demoradas do seus dentes numa mordida pequena. Desde quando você tem esse talento? &lt;b&gt;Não sei das suas fraquezas e dos teus defeitos, mas acho que comecei a gostar deles pela forma que estão escondidos: com a porta bem aberta, só esperando alguém encontrar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: inherit; line-height: 19px;"&gt;Como a gente faz para dizer de forma simples e direta a alguém: vem pra mim, fique o quanto quiser, deixa eu te descobrir em &amp;nbsp;pedaços, gostei de vo-cê?&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp;Sei lá;&amp;nbsp;só quis, através de uma vontade meio doida e urgente, te ter descabelada no meio das minhas coisas, provando meu café, esticando as pernas no meu colo e enfiando as duas mãos no bolso da minha calça jeans em pé na fila do cinema. Você apareceu com aquele rótulo de há-quanto-tempo-não-tenho-essas-coisas. Todas elas de graça com um alguém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: inherit; line-height: 19px;"&gt;Não quero perder isso que chamo agora de &lt;i&gt;um bom momento:&lt;/i&gt; retrato raro nos meus últimos tempos.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp;Acho que no fundo é isso sem muitos rodeios. Entende? Pois é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3553814875806627533?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3553814875806627533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3553814875806627533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/12/nao-sou-dessas-coisas-mas-as-vezes.html' title='Não sou dessas coisas... mas às vezes acontece'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2160438412492753239</id><published>2011-11-25T11:14:00.003-02:00</published><updated>2011-11-25T13:38:02.533-02:00</updated><title type='text'>Me faça uma surpresa quando estiver indo embora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=e0BHwDsQ81o" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; line-height: 16px;"&gt;♪&lt;u&gt;&amp;nbsp;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aqualung&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Brighter Than Sunshine&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tristeza é quando uma coisa parece que não vai acabar. Amor também. Deve ser por isso que gostar de alguém dói tanto às vezes.&lt;/b&gt; Reuni todos os meus santos de macumba, pimenteiras e fitinhas coloridas de fé, coragem e força para me&amp;nbsp;prevenir&amp;nbsp;de viver uma mágoa repetida e desnecessária. Pra não cair no mesmo buraco que você enfiou nós dois. É, você sim. Porque se eu não tivesse acreditado na maneira como você sempre trouxe sentimentos antigos para o presente (pernas bambas, querido) eu também não teria me apaixonado por você em tantas sinucas sem saída. Em situações em que você teve o dom para controlar meus intervalos de respiração e chegar de mansinho matando minha saliva guardada em uma vontade que eu não sabia que podia sentir&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;fui aprendendo com seus dedos e puxões de cabelo, chupadas e desenhos infantis feitos com as mãos por toda a extensão do meu rosto e costas nuas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica? Esquece? Me ama? &lt;b&gt;Você sabia antecipar e clarear minhas confusões sentimentais &lt;/b&gt;depois de me tocar. Nunca fui dada a limites, sempre acabei nas insinuações e pedidos de "dorme comigo" depois de um charminho. Daí era fácil imaginar eu e você voltando pra casa sábado de manhã, com o sol no&amp;nbsp;para-brisa&amp;nbsp;do meu carro, depois de uma noite que me trouxe de volta um cuidado excessivo e um transtorno&amp;nbsp;obsessivo&amp;nbsp;de amar alguém. Porra, cara. Não precisava disso tudo. O combinado era ficar junto pra sempre até amanhã de manhã, ser um casal normal que faz careta em fotos e passa o domingo junto à toa. Você desequilibrou minhas ânsias com socos no estômago e carinhos atrás da orelha: promessas longas divididas em prestações que eu não sabia se poderia pagar com algum sentimento à altura. &lt;b&gt;Me perdi no teu exagero e na minha apatia e impotência de não saber lidar com isso.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado? O primeiro cara legal que me prometeu ausência de amor e um namoro bacana, cheio de amigos, aniversários, noites legais, almoços em família e sexo regular, eu topei. Sempre deixei clara a minha personalidade de menina má fantasiada de noiva: &lt;b&gt;eu queria um sentimento, contando que pudesse fugir dele quando me fosse conveniente.&lt;/b&gt; Contando que eu pudesse estragar tudo de vez em quando só para as coisas não serem muito certinhas e babacas demais na tal perfeição hollywodiana que eu sempre fiz questão de manter ali, bem ao meu alcance. Eu só não poderia contar que você também pudesse entrar nesse jogo um dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sabia que o teu desleixo e desatenção pudessem chegar ao ponto de me deixar nas mãos de quem quer que fosse, nem que o meu cheiro Deep Blue deixasse de arrancar comentários alegres e sexuais da tua boca viva, nem que as minhas tristezas e pequenezas entre outros&amp;nbsp;desavisos&amp;nbsp;que tenho de tempos em tempos pudessem te cansar. Eu errei em te erguer até o céu. &lt;b&gt;Você errou em não me sequestrar e me trancar em um porão pra me fazer feliz seja lá pelo tempo que fosse&lt;/b&gt;. Medroso, fraco, broxa, babaca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você realmente não foi um exemplo a se seguir. Mas, houve um tempo em que sabia errar e me transtornar sem perder o charme, a beleza e uma paz gigantesca que me envolvia em abraços tão apertados quanto o espaço que você deixava entre nossos corpos pouco antes de adormecer. Perfeito, outra vez. Concordo com a minha avó quando ela grita lá da cozinha preparando o almoço que &lt;b&gt;eu não nasci pra amar. Talvez apenas pra ser amada.&lt;/b&gt; Eu só não sabia que, logo você, o Meu cara, poderia esquecer essa segunda parte que me faz tão egoísta e única, como os seus olhos e mãos incopiáveis costumavam me descrever em textos coloridos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo decepcionada, não quero estar confusa outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa é a hora que ligo para o meu amigo gay e faço o último pedido da noite com uma voz de menina carente, afastando o choro: gato, posso dormir aí? Antes de rodar a chave na ingnição da direção eu ponho as duas mãos no voltante, &lt;b&gt;me prometo evitar outras dores e ciclos excessivos de você &lt;/b&gt;e faço uma oração. Respiro, inspiro, perco o ar. Não, você nunca vai entender. É por isso que optei por dizer que eu não te amo mais. Assim: de forma bem clara, objetiva e sem justificativas pra não render. &lt;b&gt;Me faça uma surpresa quando estiver indo embora de vez: não volte.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2160438412492753239?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2160438412492753239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2160438412492753239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/11/me-faca-uma-surpresa-quando-estiver.html' title='Me faça uma surpresa quando estiver indo embora'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3972817496304642500</id><published>2011-11-23T22:38:00.044-02:00</published><updated>2011-11-24T04:04:52.550-02:00</updated><title type='text'>Invenção</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Este momento eu chamo de direção contrária. Não sei de onde as coisas vieram, mas estou mandando tudo embora. Imagino que você tenha se encantado pelas minhas partes que não me resumem bem&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;. Eu sou um cara legal, é verdade. Mas muito aquém dessas belezas pintadas que estão aparecendo como estrelas nos seus olhos agora. Quero que entenda que não te coloquei pra fora, só não deixei você entrar por completo. Tenho ciúme dos meus livros e das minhas caixas de papelão. Não toque. Claro, você não compreende essas esquisitices, fica calada e acha bonitinha a minha estranheza. Tudo bem, menina. Não foi esse o problema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Realmente foi bom dançar com você, te lambuzar com chantily, te rodar na chuva igual criança e deixar de me preocupar um pouco comigo mesmo enquanto as coisas não aconteciam a minha volta. Te vi sentada abraçada às próprias pernas, roendo as pontas das unhas abobalhada na frente da televisão&amp;nbsp;&lt;/span&gt;–&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;como se o mundo não oferecesse risco de acabar logo mais. Achei engraçado. Você foi linda em um espasmo. E quis te dizer isso quando me perguntou o que eu achava "mesmo" de você. Bom, não deu. Eu precisava de alguma coisa a mais. Mas não preciso ferir seu ego feminino falando de outra mulher. Tem coisas que a gente só sente, não diz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Sei que te peguei de surpresa. Mas, todo fim é anunciado por uma ausência cansativa, cronometrado por um tempo que ninguém sente passar e por promessas descumpridas que você não pode recuperar. Pouca gente nota o final das coisas. Você mesma não percebeu que eu senti falta de ar, ânsia e fome: coisas fortes que não seriam supridas pelas suas vontades.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: inherit;"&gt;Não me diz o que você sente agora, menina. Não mexe no cabelo, não passa a língua na boca. Nenhum estrago pode ser consertado em mim. E não tem nada errado contigo, mesmo. Talvez tudo seja certo demais, e é isso que balança minha falta de adaptação a rotinas gostosas de cama, abraço apertado, cinema, sexo e simplicidade. É que às vezes eu exijo complexidade&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;. Um erro, admito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O que posso te garantir é que logo, logo alguém vai te ajudar a cuidar melhor de você mesma e das olheiras notáveis das suas insônias.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Vou deixar um pacotinho de erva-cidreira&amp;nbsp;no seu apartamento: o suficiente para você se cuidar sozinha fazendo um chá de tiro-e-queda para acalmar a solidão.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&amp;nbsp;Não tente procurar bebidas destiladas fortes ou respostas rápidas para matar sua angústia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Uma hora ou outra, sem demora ou desassossego, vai por mim, um novo alguém com sede irá chegar até as suas entranhas, te colocar de quatro, te chamar por um pronome possessivo forte enquanto puxa o seu cabelo e descobre pontos sensíveis e bonitos escondidos no teu corpo&amp;nbsp;–&amp;nbsp;marcas que você nunca pensou em ter antes. Pois é, eu fiz isso com alguém um dia. Espero que você também encontre o teu encaixe em breve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Pareço um babaca enumerando carências femininas com tantas vontades mal resolvidas. Saiba apenas que não sou esse cara tão legal que você apostou alto confiando no seu sexto sentido. Você acredita em um amor simples, eu simplesmente não falo de amor assim. Dou risada, a gente se desliga pelo telefone e eu não aposto mais fichas para estender a ligação contigo. É da minha natureza o abandono, me deixa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você não conheceu o meu script, ele tem um capítulo a parte intitulado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;"Onde Foi Que Eu Aprendi a Amar Aquela Pequena". Eu tenho o pedaço de uma mulher barulhenta dentro de mim que perturba meus graus e sentidos, é o meu passado presente. Hoje, aqui, agora, ontem, qualquer hora: um ponto forte meu &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 16px;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;ou dela. Me permito ouvir de&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;olhos fechados&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;"The Smiths&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Please, Please, Please, Let Me Get Whant I Want". Uma forma de adeus livre, leve e solto para as coisas que não vou viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Se chorar te faz bem, do lado de cá eu vou sorrir pra deixar bem claro que existe &amp;nbsp;algo maior e melhor do que um sentimento insuficiente compartilhado por nós dois. As pessoas desistem uma das outras através de alegrias tristes distintas, você não sabe disso porque ainda é muito menina e não sofreu ou sorriu o suficiente para ver. Em finais apáticos como o nosso, não existe lugar de destaque em estantes de blockbusters.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Cada um arranja seus motivos, frases-feitas favoritas e argumentos sustentados no peito e na raça pra ir embora de fininho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Pelo menos não vai ter saudade: coisa específica do amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Antes de você virar as costas e ir, deixa eu te falar. Nunca se esqueça que as pessoas mudam, assim como as estações do ano e as tendências da moda. Não estou falando de sentimentos, apenas de pessoas, que muitas vezes são movidas sem sentir absolutamente nada. Porque amor, minha querida, não é todo mundo que aguenta, não. Pra mim, amor devia vir lacrado em uma caixa bem protegida com um aviso: frágil.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: inherit;"&gt;Proibido para brincadeiras imaturas. Impróprio para quem nunca soube o que é perder alguém de verdade. Desaconselhável para pessoas que não gostam de sofrer. Não recomendável para casais tentando ser felizes com o peso de outro alguém no peito. Ou seja, confuso. Desculpa, eu não sei mesmo disfarçar meu ranço nem minhas marcas. Eu te desejo sorte e amor, então&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;–&amp;nbsp;pra provar que acredito, sim, de toda forma. Até.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3972817496304642500?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3972817496304642500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3972817496304642500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/11/invencao.html' title='Invenção'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6437604942145629794</id><published>2011-11-18T04:26:00.003-02:00</published><updated>2011-11-19T20:03:04.886-02:00</updated><title type='text'>Carta aberta para Gabito Nunes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-size: small; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Novembro, quase verão de um ano ruim. É com uma alegria que nem tenho agora que venho te escrever. Acho que convenço, então não pare de ler. De uma forma ou de outra, você me fez acreditar que aquela manhã seguinte realmente sempre chega e que uma garota viciada em café pode sim valer a pena, contando que toque a música certa, ainda que seja a hora errada. Dei play no seu JunkeBox e reli o seu texto mais bonito. "Vício, samba e tu". Uma expressão que carrega sinceridade dentro de um amor inevitável e sem razão. Uma coisa rara e antiga, eu diria. Um sentimento compreensível de poder dar certo ao sair de cima do muro e encarar o que for ou ficar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Acho que é isso. Você trouxe mais vontade às pessoas de matar ou morrer. À sua maneira, acrescentou ao século XXI um amor um pouco mais honesto e largado de pontuações, dentro de relações crônicas e diárias de perdas, danos e recomeços apaixonantes. All My Loving, baby. Acho que faltava mesmo isso para uma pequena geração desconexa que cresceu sem gosto pela literatura, obrigada à José de Alencar e Guimarães Rosa, os gênios de calhamaços incompreensíveis para aquela molecada de quatorze anos de idade, que achava que amor estava na dificuldade de entender um parágrafo ou no olhar indiferente de uma menina mascando chiclete em câmera lenta. Vê só, hoje essa mesma turma abre as redes sociais pra ler poesia, cara. Compra livro produzido em blog e nem tem tanto apreço mais pelas babaquices da MTV. Tempos modernos e coisas boas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Toca "Silent Sigh&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Badyl Drawn Boy". Acho que é uma das canções que te fizeram pegar uma cerveja na geladeira e ficar olhando sem pressa aquela menina esparramada na tua cama: usando uma blusa estampada com a língua dos Stones abaixo do joelho, só de calcinha e com as pernas cruzadas pra cima. Como é que você diz mesmo nessa hora? "Eu vou querer um romance, sem gelo por favor". Sempre achei a felicidade muito sexual, presa dentro de quatro paredes na companhia de alguém que te arranca um sorriso à toa. Amor é outra coisa, claro. Às vezes você encontra escondido bem embaixo dos lençóis depois do êxtase. Às vezes você continua procurando. Nunca se sabe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Nunca fui a Porto Alegre e não sei como o sol nasce por cima dos pampas gaúchos. Prefiro imaginar que é um retrato bonito, com uma moça envolvente rindo de lado na ponta da foto atrás de um extenso verde que se perde dentro da nossa cabeça de tanto olhar. A beleza está nos olhos de quem vê e tudo fica um pouco mais bonito e atormentador quando a gente sabe que não tem todo o tempo do mundo para se arrepender do que não foi. Quantas pessoas você amou até agora? Dá tempo ainda? Sei que você está doente. Assim como a maior parte da população. "Todo mundo é parecido quando sente dor", o Frejat cantou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Porra nenhuma, porque não foi você que estava deitado naquela cama de hospital cheio de agulhas e exames negativos medindo sua fé para os próximos anos. Sei o que você está pensando. Não tem Ana nem qualquer outra mulher no mundo que invente rimas capazes de te arrancar um suspiro crente numa hora dessas. Escuta "Come Here&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Kath Bloom" que você vai entender a situação para não fazer esses paralelos assim mais. Acredito que as crianças na Etiópia morrendo de fome não fazem mesmo diferença diante do nosso egoísmo necessário de esmiuçar a própria fraqueza. Dor a gente não compara. Cada um sente a sua e sorte de quem achar um alguém pra compartilhar e poder segurar as pontas junto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;A música que eu tenho para você é "Don't Look Back In Anger&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 16px;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Oasis", um desfecho para as horas de desânimo ou sei lá. Qualquer pessoa pode salvar o seu próprio mundo com isso rolando no som do carro, olhando as faixas amarelas-paralelas a cento e vinte quilômetros por hora na estrada. Não se perca, não se esqueça, não pare e não tenha pressa porque as coisas vão chegar logo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 16px;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;você já disse isso antes. O amanhã vem, não solta essa mão. Um aceno de longe e fica com Deus, esse canalha paizão. Ele existe em algum lugar, não precisa acreditar. Só saber. Abre um sorriso, que é assim que se põe fé nas próximas topadas desonestas da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Este texto nasceu a partir desta carta&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&lt;a href="http://www.gabitonunes.com.br/2011/11/carta-aberta-para-caio-fernando-abreu.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6437604942145629794?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6437604942145629794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6437604942145629794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/11/carta-aberta-para-gabito-nunes.html' title='Carta aberta para Gabito Nunes'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2766719252018662508</id><published>2011-11-11T19:51:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T19:51:49.463-02:00</updated><title type='text'>Pra já</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Eu demorei para entender que nós não éramos um casal que se dava bem no meio do público, em aniversários estranhos e barzinhos a dois. Na verdade, às vezes nem éramos um casal. As pessoas te olhavam, me olhavam e ficavam procurando alguma coisa que eu nunca achei. Talvez o marco que separasse o teu sentimento do meu, ou alguma falha no nosso jeitinho de ficar se completando em pequenas coisas: como o carinho que eu te fazia no lóbulo da orelha esquerda, arrancando tremiliques das tuas pernas e dos teus dentes caninos que marcavam a minha pele como tatuagens invisíveis.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Felicidade e amor nem sempre andam juntos: por isso eu digo que em certos momentos fomos um susto improvável de mãos dadas que pouca gente ao redor sabia definir, reconhecer e aceitar. Pelo menos por algum tempo que eu não posso precisar ao certo a duração e às-&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;vezes-quase-sempre sinto como se ainda fizesse parte do hoje. É normal? Me diz. É normal a nossa mania de ser um pedaço um do outro independente das burradas que você fez e das respostas que eu nunca vou te dar? Pela sua cara de agora lendo essas linhas, nem precisa responder. Você me entende, só não falamos a mesma língua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: inherit;"&gt;Ainda bem que existe o sexo. Uma simplificação de todos os problemas. E o nosso, baby, ah, parecia um ritual&amp;nbsp;que a gente tinha inventado neste século para invadir um ao outro em&amp;nbsp;madrugadas&amp;nbsp;tardias de calor. Uma maneira rara de aprimorar o amor. Porque melhor do que o contorno da sua boca, o seu cheiro Teu, sua bunda, coxas, seios expostos para fora do sutiã meia taça e gemidinhas baixas pra gozar, só sua mania de querer dormir sempre de conchinha sufocada no instante-agora de ser feliz por nada, no meio de um silêncio que várias vezes fez a gente confundir sonho com realidade. Talvez aí, a graça de todo esse frio na barriga sem explicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="hi" style="background-clip: initial; background-color: white; background-origin: initial; border-bottom-left-radius: 6px 6px; border-bottom-right-radius: 6px 6px; font-family: arial, sans-serif; margin: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: auto;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gA gt ambfl" style="background-clip: initial; background-color: white; background-origin: initial; border-bottom-left-radius: 6px 6px; border-bottom-right-radius: 6px 6px; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: auto;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Acho que não me apaixonei por você, como todo mundo diz. Eu simplesmente te encontrei. E quando a gente reconhece alguém assim, não se preocupa tanto como é que a coisa vai chamar. Nem com&amp;nbsp;a dúvida em aceitar ou recusar convites que possam acabar na cama ou nunca mais. Eu mesmo te olhei por mais de dois minutos seguidos naquele nosso encontro específico depois de um fim. Não sabia se ia embora contigo ou de você. Pra sua casa ou pra nossa? Quanto tempo vamos ficar? Me liga? Até? Eu não soube responder. E não me deu desespero. Tá, só um pouco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;No início e no final de todas as contas, acredito que o importante mesmo é andar de mãos dadas: um cuidado que nem todos os casais têm ao sair de uma festa cheia, entrar em um restaurante legal ou mesmo adormecer lado a lado de vez em quando para que os dedos enlaçados ontem possam fazer o papel do "bom dia" de amanhã. Aquele retrato que sempre acontecia nos nossos momentos mais coloridos ou cinzas. Inevitavelmente assim, abraçados pela ponta das mãos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;É por isso que eu sempre raspos os dedos nos teus antes chegar ou partir de qualquer lugar, e considero isso mais do que um beijo, um pedido de casamento ou mesmo uma declaração cheia de letras e eu te amo publicitário. E se eu te falar que o meu coração acelera como nunca quando me vejo disposto nessa simplicidade toda de arrepios por toques e tudo o mais? Não entendo muito&amp;nbsp;sobre conceito de sentimentos e você sabe, mas amor ou a gente acredita ou inventa. Eu acredito nessa invenção e não nego o que for endereçado a mim, se desde agora eu puder matar a ansiedade para quando tudo chegar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Aquele beijo, o de ontem mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;P.S.:&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;"E até quem me vê lendo jornal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na fila do pão, sabe que eu te encontrei".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (R. Amarante, pra te acalmar).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2766719252018662508?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2766719252018662508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2766719252018662508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/11/pra-ja.html' title='Pra já'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2125756769697704020</id><published>2011-11-07T03:11:00.002-02:00</published><updated>2011-11-26T17:15:04.358-02:00</updated><title type='text'>Sintomas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não acaba. Não necessariamente. Às vezes apenas sai da passarela de fininho por tendência indeterminada. E o tempo desenvolve os nossos resguardos, cruza novos laços e cansa a gente dos mesmos desavisos e possibilidades tortas. Um belo dia você acorda, faz xixi e café e esquece de lembrar que tinha um amor no bolso pra acordar suas particularidades provocadas por aquele cheiro &amp;amp; modo de ser. Como uma espécie de buraco branco incômodo que a gente sente sem explicar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu poderia dizer que essa falta toda é a ausência prevendo o que está por vir. E logo mais a saudade ditando o que deve chegar. Mas, tenho vivido outros lugares, outras bebidas, outras pessoas, outros sentimentos, outras vazões e a fila inteira de alternativas onde não existe você. Perigo eu me acostumar, se não tivesse guardadas as suas maluquices lindas, tendo que te pegar vez ou outra no colo só pra saber se tá tudo bem contigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu reconheço que certas coisas eram melhor eu não ter sentido, procurado, visto, guardado. Mas tem sempre alguma coisa em você que me faz descer da vida pra olhar com mais atenção. Desculpa meu mal jeito de atropelar nossas placas de permissão: nunca tive tato para não tropeçar em você quando estamos perto, respirando o mesmo canal de ar entre dois lábios. É como se alguém do outro lado da câmera dissesse, vai, porque é a sua última chance. Realmente existem pessoas que você sempre agarra pela blusa antes de ir. Não importa o que aconteça depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sempre acontece, porque boa ou ruim, aquela nossa sexta-feira de briga e tudo-errado serviu pra provar que: o que tá aqui dentro é de verdade. Eu explico parafraseando você: porque dói muito e nenhum de nós dois seria capaz de inventar uma sacanagem dessas pra deixar a gente longe ou mesmo perto um do outro. Não precisa acreditar, algumas coisas por mais malucas e desequilibradas que pareçam, existem para ser. Sem mais ou qualquer porém dessas explicações fajutas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso agora que, talvez do outro lado da cidade ou nos sonhos que não vou ter, você também possa estar imaginando as mesmas coisas que eu, enquanto se pergunta sem destino certo: por que a gente é assim e não misturado? &amp;nbsp;No final das contas, estar em lados opostos e brincar de ser feliz gostando de sofrer não chama a atenção de ninguém. Mesmo sorrindo, cada um sabe o pedaço do outro que falta enquanto o tempo só não leva tudo o que sobrou. Só o que for verdadeiro e de coração, eu peço de novo. Fica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo eu sou meio burro. Virando a oitava garrafa de cerveja depois do conhaque amargo daquela sinuca, é óbvio que eu havia errado a jogada: nunca tinha me passado pela cabeça o perigo que seria permitir os teus sentimentos nas mãos de outro&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;ou qualquer novidade corriqueira. Sabe, quando você congela o mundo envolta e cai do céu? Por aí. Foi bem como receber uma mensagem tua mais tarde dizendo "saudade", uma coisa que acabou comigo antes de eu poder pensar em ter vontade de matar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, mesmo que nada venha, prefiro aos poucos encontrar e reconhecer o que é meu em você, ao invés de achar que tudo aquilo que já não tenho mais ainda conserva meu cheiro e a minha espera. Se eu pudesse escolher, te guardaria em uma bolha de ar pra ter certeza que você vai estar aí amanhã de manhã bem do jeito que é dentro de mim. Doeu, não passou e às vezes parece que não era bem assim como a gente esperava. Eu sei. Apesar de tudo, você é a primeira imagem que penso quando me pedem: fecha os olhos, cara. Sem dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2125756769697704020?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2125756769697704020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2125756769697704020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/11/sintomas.html' title='Sintomas'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6158608819483118847</id><published>2011-11-03T00:56:00.000-02:00</published><updated>2011-11-03T00:56:26.067-02:00</updated><title type='text'>de quanto tempo você precisa para ficar comigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não gosto do senso comum, nem da opinião das pessoas, nem das mensagens complicadas sobre sentimentos, nem de vodka ou da Ivete Sangalo, quanto mais ficar sem você. Mas, a gente se adapta, eu acho. No fundo, às vezes eu rio depois de chorar&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;coisa impensável naqueles tempos teus... meus, nossos, ah... a gente sempre mistura tudo mesmo. Acho que no fundo estou mais bem acomodado no olho do furacão. Aquilo que você quer saber não mudou. Mas acho que finalmente entendi que aglumas coisas não são certas ou erradas, não fazem bem ou mal: gostar de você não é um defeito, é só uma referência, let it be.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não foi uma menina atraente que fez isso comigo, ou um beijo despretensioso numa boca aberta que me deixou mais assim pra vida. Admito que as pessoas têm lá seus talentos pra convencer a gente, seduzir e encantar. E gosto disso. Que existam pessoas dispostas a ser transformadas e transformarem a gente de algum jeito. Com você eu sei que não foi bem assim, mas comigo alguma coisa aconteceu e &amp;nbsp;me subverteu numa ordem encantadora de ser eu mesmo ou isso que chamo de eu mesmo na frente do espelho sem peso nenhum nas costas por te carregar e reinventar dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras coisas continuam no mesmo lugar. Não pago por sexo, não fumo menos, não acompanho futebol, não dirijo e não finjo que não te amo mais pra mostrar que te amo. Te ligo e mando beijo rindo. E sei que você ri de volta. Aí dá vontade de ligar de novo e ficar nessa bobagem de render contigo até sentir aquele&amp;nbsp;inconsciente&amp;nbsp;de ter saudade estando perto e ver como o tempo voa e para nesse clichê gasto de tanto gostar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria mesmo que um dia você chegasse devagarzinho, me abraçasse de frente e dissesse no canto do &amp;nbsp;meu ouvido: senti sua falta. Ou que você acendesse um isqueiro e fosse me ameaçando com um galão de gasolina na frente, pra entrar no meu colo, na minha vida e no meio de todas as minhas coisas à força. Eu sempre esperei demais de você, tá certo. Assim como você cronometrou meu tempo de ter alguma atitude que você nem sabia expressar de forma ideal. E esse é apenas nosso primeiro desencontro: os outros nem dão mais tempo de contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de pessoas simples e momentos doces, talvez por isso tenha aberto um pouco mão de ditar para que lado têm que andar as suas complicações e insatisfações. Não quero que segure a minha mão ou se case comigo, nem que diga coisas fortes para preencher nosso protocolo de se gostar absurdamente em determinada semana do mês: quero só o que for de verdade. E pode ser nada demais: se for só meu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia você tava com cara de bem dormida. Num sentimento de querer dar certo, numa felicidade de glacê cênica. Pronta pra se foder de novo por um novo amor, se for preciso. Acho bonito. Você, tão sexo frágil e salto alto, convencendo de mulher bem vivida no meio da irresolução das coisas. Acho que você age mais ou menos assim quando quer esconder tristeza ou um descontentamento: cantando um pedido de socorro desesperado com alegria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja uma forma de dizer: eu sofri muito rindo na foto e você não viu. As pessoas sofrem tentando ser felizes. Querendo ou não. "&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Don't you know it's gonna be, all right", deixe ser, é o jeito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;No fundo você concorda. Que tá fazendo? Vendo novela, fofocando, misturando um macarrão com palmito e champignon, escrevendo uma mensagem pro seu namorado... Acho que a gente sempre se engana nas coisas, sentimentos, informações e atitudes. Não acredito que isso faça diferença depois, assim como não acredito na profecia de no-final-das-contas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sempre me perguntei por que raios a gente tinha que ir embora. Depois, pra voltar, é muito pior. Você sabe. Mas sabe também que pessoas indiferentes causam dores indiferentes&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 16px;"&gt;– &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;estereótipo que a gente nunca foi&lt;/span&gt;. Então, tudo o que a gente sofreu, se cansou, desgastou e perdeu, foi por um bom motivo. Disso eu sei, nós dois sempre seremos um ótimo motivo para tudo dar certo, mesmo que tenha dado errado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6158608819483118847?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6158608819483118847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6158608819483118847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/11/de-quanto-tempo-voce-precisa-para-ficar.html' title='de quanto tempo você precisa para ficar comigo'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6129956074529742265</id><published>2011-10-15T00:08:00.000-03:00</published><updated>2011-10-15T00:08:12.702-03:00</updated><title type='text'>O que você me mostra depois de um fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Digamos que eu fui ingênua&amp;nbsp;–&amp;nbsp;mesmo que essa palavra não combine com as lágrimas que te causei. Eu sabia que você iria embora. Quis mesmo era te ver de perto para ter certeza que você sairia pela porta da frente, tranquilo e sustentando uma ponta de orgulho, pelo menos. Ok, não foi bem assim. Hoje me dou conta de que não percebi por qual fresta de todos os meus cantos você escorregou, abandonou meu ego, minhas costas &amp;amp; coxas sem carinhos alegres. Bem assim, num processo invisível que ainda me assusta de repente nas horas de abstinência.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;É ruim não saber em qual última briga séria, dúvidas no desejo ou até em uma alegria antiga, você perdeu seu mundinho particular. E nem faz ideia de como ele está girando por aí agora.&amp;nbsp;Eu sabia de cada pedaço seu. Aí de repente vieram aquelas duas semanas que passei te tratando como um estranho, sem trocar sorrisos e galanteios contigo, o que serviu apenas para azedar todas as minhas belezas íntimas, deixando até o domingo ensolarado triste&amp;nbsp;–&amp;nbsp;como num desses paradoxos exagerados que você adorava citar para nós dois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Engraçado é que mesmo te tocando todos os dias pra conviver com você, aconchegando meu hálito quente no seu moletom sem perfume e compartilhando novidades da vida contigo, sei pouco ou quase nada de ti. Não sei se corta a unha do pé, se usa o mesmo desodorante, se foi ao cinema com alguém, se vai se mudar no próximo ano, se tem chorado, se o seu cachorro morreu e o que exatamente sente quando me vê. Nunca vi alguém estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Eu sei que não perdi meu espaço aí. Mas sinto que fica difícil pra você me ajeitar num lugar restrito de ex-aquela-coisa-toda, não é? Você tem um puta defeito: nunca falhou em gostar pra valer de mim. Por isso, quando reviro todas as nossas cenas, com cheiro de saudade e erva doce espalhada no ar, quase me convenço a &amp;nbsp;brincar de ser feliz com você outra vez. Quase&amp;nbsp;–&amp;nbsp;leia-se em divisão silábica trêmula e gradual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Não me ajuda em nada você ser tão errado assim. Acho que é o tua mistura intolerável de café com cigarro matinal me rondando, ou quem sabe seja a sua mania incorrigível de me amar ainda na certeza de todos os nossos fins, como se explodisse um "eu te amo, porra" bonito pra caramba. É, você&amp;nbsp;me faz repensar o impossível. Te confesso que isso é uma daquelas poucas certezas orgulhosas que me fazem rir de graça pra vida. "Well stranger, I know nothing",&amp;nbsp;me pego cantarolando de manhã pra você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;No fundo, esteja certo de que estou bem. Sendo amada – sim. Não tenho andado tão estranha como antes, às vezes um pouco tristinha, às vezes assustadoramente feliz sem te lembrar. Você me prova que sou melhor de algum modo que não pude ser pra você. Nessa hora minha espinha dói e sei que te amo. Ninguém sabe o que eu passei pra te deixar. Nem mesmo eu, porque às vezes acho que minha ficha ainda não caiu. Melhor assim, mexer demais num sentimento desanda as coisas. Aquele beijo no canto direito da boca e um carinho na barba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Assinado: Sua admiradora secreta (não ri porque isso também desanda as coisas).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6129956074529742265?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6129956074529742265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6129956074529742265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/10/o-que-voce-me-mostra-depois-de-um-fim.html' title='O que você me mostra depois de um fim'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-8935334986013663562</id><published>2011-10-08T11:04:00.000-03:00</published><updated>2011-10-08T11:04:41.690-03:00</updated><title type='text'>Pequenas porções de nós dois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu fecho os olhos e penso em você. É um sintoma, inebriado pelo passo em falso em que me desequilibro quando tento te esconder aqui dentro. Fico com sua imagem desconcertante dançando entre os meus lençóis, sua mão pequena nas minhas pernas e pêlos, sua cara de boba me olhando além de mim mesmo. Eu gaguejo ao pensar em te esquecer. Bate uma ponta de angústia. Nada vai dar certo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me pego te usando como lembrança nos domingos de sol. Toca Roberto no vizinho agora, aquela "Quando o Sol Nascer", e eu acho que ele tá falando da gente. Eu tenho saudade de você pelo que foi. Nunca pelo que poderia ter sido. Não poderia&amp;nbsp;–&amp;nbsp;mente comigo, vai. Faz uma força pra encaixar a nossa história nos conselhos dos nossos amigos, que resumem o estado do que a gente ainda é um dentro do outro em tudo-vai-passar. Não me pergunte se acredito nisso. Ultimamente todas as minhas certezas são balões de gás subindo sem direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho e confuso, eu sei. Quando sinto saudade, você tem vontade de ir embora. Quando quero espaço, você pede pra entrar. Quando você não se preocupa, eu peço licença pra chorar. Quando me esqueço, você diz ainda vou te amar. Viu só? Somos um desencontro constante marcado na mesma data, hora e local atrasados pra chegar. E é por essa condição de desleixo que ainda estamos tão ligados, mortos-vivos resistentes a tudo e todos&amp;nbsp;– inclusive a nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Por essas e outras recomendo-te viver seu novo amor&amp;nbsp;&lt;/span&gt;–&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;e me deixe achar que é amor o nome disso aí em que você se enfiou. Não me responda, não me questione, não me engane. Nunca me deixe de verdade, é um conselho bobo. Aceitei a gente separado. Aceite também, a&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 13px;"&gt;o invés de usar desculpas esfarrapadas pra ficar por perto, rondando meus cheiros e manias a toda e qualquer hora sem saber como agir. A&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 13px;"&gt;o invés de me propor amizade sólida e olhos fechados para o que a gente sente de verdade. É oito ou oitenta, lembra? Nós não cabemos em aspas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Então, fica bem. Não precisa devolver aquela minha camisa branca que sobrou no seu armário, no meio da suas meias coloridas e vontades bipolares, tá? Fica. Guarde também o meu último recado, aquele que te escrevi ainda ontem, tentando ser mais honesto e simplista: d&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial,sans-serif; font-size: 13px;"&gt;e uma forma ou de outra, acho que você está "mais" alguma coisa&amp;nbsp;&lt;/span&gt;–&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial,sans-serif; font-size: 13px;"&gt;pra não dizer melhor, uma palavra um pouco forte. Me faça este último favor: cuide de você por mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-8935334986013663562?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8935334986013663562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8935334986013663562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/10/pequenas-porcoes-de-nos-dois.html' title='Pequenas porções de nós dois'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3518024821714733276</id><published>2011-09-24T15:30:00.003-03:00</published><updated>2011-09-24T16:03:14.308-03:00</updated><title type='text'>Às vezes nunca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não foi uma transa, um alguém, uns telefonemas ou qualquer especificidade que eu possa lembrar como marca única. Todo mundo sabe que aguentei calada seus novos amores e toda a sua filosofia de necessárias descobertas da vida: uma justificativa tolerável e justa, no seu ponto de vista, pra gente não se pertencer mais. O que me doeu mesmo foi ver que uma coisa tão pequena se fez parte decisiva para ir transformando aos poucos aquela coisa enorme, que de tão grande a gente nem chamava mais de amor, que de tão grande ocupou tudo a nossa volta, e me deixou completamente vazia no final de todas as contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua necessidade constante sempre foi o meu transtorno ocupacional. Não dava pra ser feliz assim. E, &amp;nbsp;por mais que eu acreditasse sinceramente que a gente podia viver&amp;nbsp;investindo&amp;nbsp;no erro e renovando as tentativas, eu queria ser feliz, pelo menos por algum tempo bom. Ser feliz, ao invés de borrar o rosto de tanto chorar em inúmeras madrugadas longas, sendo recompensada por picos altíssimos de alegria ao seu lado, todos com prazos de validade determinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, agora, que finalmente me sinto viva e esquecida e até contente, veja só, você chega de cabeça baixa recitando frases prontas e singulares pra me conquistar de vez&amp;nbsp;–&amp;nbsp;pela última e&amp;nbsp;milésima&amp;nbsp;vez. Eu poderia te dizer que nada será como antes, porque você mexeu em pontos &amp;nbsp;importantes dentro de mim que automaticamente mudaram alguma coisa de lugar sem a minha escolha. Ainda que até hoje eu conserve aquele "você" inventado, intacto e errante, bem guardado no meu íntimo vulnerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a verdade é que nada será como antes porque não consigo mais te projetar no futuro. Não mais. E esse futuro é válido para o instante seguinte em que você chega mais perto com a respiração ofegante e tenta me convencer das palpitações pretensiosas de nós dois, o velho sentimento de tudo-novo-de-novo. Um absurdo que ainda provoca meus sentidos, mas não sou mais capaz de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou chorar nem nada desta vez. Eu tenho que ir agora. Não, não dá. Sério. Tudo bem. Eu torço mesmo para que você se liberte da mania constante e doída de querer me ganhar e me deixar sempre a qualquer custo, se justificando por esses extremos desonestos que você chama de amor incondicional – e eu, prefiro encarar apenas como um jogo displicente. Desculpa, mas esse não é mais o meu esporte preferido. Eu tenho mesmo que ir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3518024821714733276?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3518024821714733276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3518024821714733276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/09/as-vezes-nunca.html' title='Às vezes nunca'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7498628043825114455</id><published>2011-09-18T21:32:00.002-03:00</published><updated>2011-09-19T14:36:23.168-03:00</updated><title type='text'>Outro modo</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Agora é a hora que eu deveria estar pensando em novas experiências. O mundo rodando lá fora ao som de “Come Together”, todas as mulheres carentes-confusas-sensíveis &amp;amp; inteligentes que estão sobrando nas mesas dos bares, encostadas nas pilastras das boates e vindo do outro lado da rua, com permissão do sinal verde para atravessar. Tenho andado bastante sozinho, essa é a verdade. E não foi bem uma escolha de má vontade com a vida ou com os outros.&amp;nbsp;Ultimamente me descobri mais vazio e colorido ao mesmo tempo: como se sentisse muita falta de alguma coisa que não faz mais sentido se ter.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ando simplesmente me perturbando pouco com o prazer da conquista, flertes no trânsito, novas canções e descobertas compartilhadas a dois. Sinto falta de mãos, bocas, rasgos, amassos e&amp;nbsp;sussurros, companhia ideal, mensagens no celular e outras carências óbvias. Claro. Mas agora eu não sirvo nem para ser o canalha fundamental nem para incorporar o poeta exagerado. Nenhum personagem que faz parte de mim consegue se encaixar na necessidade de outro coração solitário ou de qualquer inquietação sexual imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado é que esses tempos de solidão em que a gente não ganha nada, sempre veem acompanhados de hiperatividade e confusão. Um grande furacão de pessoas e sentimentos começam a rondar nossa vida, como se essas pessoas e suas novidades tivessem a sensibilidade perfeita para substituir marcas, porta-retratos e outros silêncios alheios que ainda doem. Não funciona assim pra mim, cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você prioriza preencher o espaço de alguém, tem que estar disposto a nem conseguir plantar o seu. Afeto a gente não cola por cima, conquista individualmente naquele papo de dia-a-dia. Ganhar o seu próprio jogo se encaixa naquilo que chamam por aí de simplesmente viver, mesmo amando ou sofrendo por outro motivo. Coração é um órgão grande que cabe muita coisa, vai por mim e por você mesmo. Se sofreu muito e amou muito também, principalmente ao mesmo tempo, você vai entender como cabem coisas tão diferentes nesse espaço estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse meu papo maçante de não-estou-pronto-mas-tô-bem nada mais é do que o resumo da alegria triste que estou vivendo agora. Uma transição ou um período patético e lento de ver as coisas com outros olhos. O que eu sinto neste momento não é a espera de um futuro melhor nem a ilusão de o tempo levar tudo embora. Eu simplesmente guardo uma boa lembrança de você e respiro uma vontade saudável de cuidar melhor de mim mesmo. Aprendi que a vida é uma pancadaria injusta, mas meio malandra e mágica também: sempre há como tirar uma carta da manga, mesmo perdendo o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus melhores sentidos e sorrisos,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7498628043825114455?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7498628043825114455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7498628043825114455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/09/outro-modo.html' title='Outro modo'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-1022285822537242466</id><published>2011-08-30T23:28:00.002-03:00</published><updated>2011-08-30T23:38:32.858-03:00</updated><title type='text'>É</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, tudo muda quando eu te vejo. Tudo. Mando a ver na minha pose de durão e você se segura do lado de lá como pode, naquele papo-vai-papo-vem desconcertante você nota minhas mãos na mesa, vem de fininho em toques alternados na pontas dos dedos e me vejo arrematado por aquilo tudo que sobrou entre as nossas não-respostas para as coisas. E acontece assim também com você quando eu olho a ponta dos seus cabelos que cresceram tanto ou a borda das suas unhas de cores novas. Já viu que virou rotina não sair uma palavra sequer da minha boca ou da sua quando a gente se toca? É que até o nosso silêncio agitado na garganta reconhece o tom e a ritmia sentimental um do outro nessas situações.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mas, apesar dos nossos sorrisos trocados que sempre querem dizer uma coisa ou outra que ficou pra trás, já não sou capaz de  voltar ao passado para lançar iscas para o  futuro.&amp;nbsp;Galanteios e anseios, olhares de saudade e despedidas com  assinaturas de "se cuida" dizendo não posso cuidar de você mesmo  querendo: isso não me seduz mais. &lt;/span&gt;Você me mostrou que nosso amor é o maior do mundo, mas não é o mundo inteiro.&amp;nbsp;E é por isso que esse coração cansado simplesmente não vê mais graça em teorias de vai-e-vem, foi-ou-volta, muito menos deixe estar. Nada que me coloque numa ciranda confortável esperando seus olhos e boca passarem em todos os quadros fotometrados de encaixes perfeitos na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendo nada de amor, sabe? Mas alguém disse por aí que talvez ele possa acabar do mesmo jeito que começa: sem a gente perceber direito, com o vento, o tempo e todos os clichês invisíveis e bonitos da vida passando embaixo do nosso nariz. Duvido. Mas aposto todas as minhas fichas levianamente no tempo e tudo o mais e deixo você fora do jogo, pra não correr o risco de te ganhar pelo acaso da sorte outra vez. É, eu não confio em mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acho que no fundo posso resumir as coisas naqueles beijos que a gente trocou há três semanas atrás, os beijos que trouxeram tudo de volta, mas não foram capazes de reestabelecer nada, porque aquele amor que ficou entre a minha boca e a sua precisava de uma coisa nova, uma proposta que nenhum de nós dois soube fazer na hora.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não vou mentir: o meu amor é seu, sim. Mas eu tô tomando de volta porque eu te conheço, e sei que você&amp;nbsp; ainda pode regar isso até mesmo sem querer. E aí, baby, eu tô perdido. É, eu não confio em você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-1022285822537242466?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1022285822537242466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1022285822537242466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/08/e.html' title='É'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6786406388069811583</id><published>2011-07-22T13:35:00.003-03:00</published><updated>2011-07-23T00:37:45.712-03:00</updated><title type='text'>Lembranças, cuidados e aquela coisa toda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que o meu mundo parou quando eu te conheci. Também, com aquela Lua no céu, aquela coisa de quero-entrar-em-você agora, mil hormônios pulsando ao mesmo tempo, uma força estranha presando o peito sem mencionar/cogitar o amor e todas aquelas certezas súbitas e inexperientes de quem encontrou alguma coisa que já não procurava mais, não dava pra ser diferente.&amp;nbsp;Ainda hoje sinto minha perna tremer quando você me olha de cima a baixo. Ajeito a camisa, acerto o óculos, acendo um cigarro pra me apoiar na sua visão raio laser que diz estou-te-vendo-baby, como se eu fosse seu, ainda que não seja tanto e seja sempre até.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro você&amp;nbsp;sussurrando&amp;nbsp;bobagens no meu ouvido, passando o pé na minha calça jeans e pedindo um carinho de 20 minutos nas costas que eu fazia em 30, sempre; você escrevia e-mails gigantescos pontualmente no outro dia para dizer tanta coisa que sempre acabava com aquele quero-te-dizer-tanta coisa, tanta coisa, que você nunca vai saber.&amp;nbsp;Tudo isso ficou como uma lembrança distante e ainda úmida do tempo em que a gente trepava às quatro da tarde de um domingo normal e caía naquela cama apertada rindo um do outro com ternura, uma palavra que não se usa mais por aí em qualquer lugar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não precisa me dizer como foi que nosso mundo sacudiu, quanto tempo passou e nem por que as respostas para nos livrar do abismo não vieram. A gente remou tanto. O mesmo tanto a favor e o mesmo tanto contra. O não-estar das coisas não é resultado de nada, nem tem explicação em lógica sentimental das previsões de qualquer cigano ou da contra-capa de algum romance expresso na vitrine de uma livraria. Amar machuca, e se a gente tá assim hoje é porque amou pra cacete. Pelo menos disso eu sei, ainda que o erro, se esteve em algum lugar do processo, passou batido enquanto a gente olhava fundo na retina um do outro e dizia: ainda acredito em nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem eu sentia sua falta. Hoje eu sinto sua ausência. É diferente, pode acreditar. Falta é uma necessidade que pode ser preenchida numa casa de strip tease, num flerte dentro do ônibus, numa cantada baixa no meio da rua ou numa dessas em que a gente finge de bobo, prefere não se envolver e infla o ego pra se autoafirmar com qualquer coisa banal demais. Ausência é aquele buraco individual, com carimbo datado e assinatura pessoal que você deixa no lugar sem perceber, e depois que vai embora, fica lá, como a sombra de um móvel velho que você não esperava mudar de lugar. E esse buraco é teu, querida. Tá guardado aqui e é responsabilidade minha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, eu sempre quis descobrir&amp;nbsp;cada pedaço teu. Hoje, que decorei todos os seus caminhos, não penso mais em refazê-los da mesma forma. Sinto tanta coisa, aquelas que não vão mudar nada. É saudade, é vontade, é confusão mental-irracional do coração que acha que pode pensar e uma porrada de coisas que ainda não defini pra mim com esse amor todo que ficou jogado na cama, sem pai nem mãe pra cuidar agora. Ainda sei tua música preferida e todos os pontos sensíveis do teu corpo. Mas, de nós dois mesmo, tô um pouco por fora, olhando de longe e, além de qualquer coisa, sentindo uma saudade passiva que me fez chorar agora.&amp;nbsp; Queria te dizer que eu sei que é&amp;nbsp;amor, mas passou daquela fase de se eu te perder termina aqui. Não tenha medo. Você ainda me fez o cara mais feliz do mundo, mesmo sem saber daquela coisa toda que a gente não entendeu e não segurou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre Teu,&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6786406388069811583?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6786406388069811583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6786406388069811583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/07/lembrancas-cuidados-e-aquela-coisa-toda.html' title='Lembranças, cuidados e aquela coisa toda'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-4208399689545570354</id><published>2011-07-16T14:55:00.003-03:00</published><updated>2011-07-16T14:59:20.052-03:00</updated><title type='text'>os nossos diabos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Parece que foi ontem, parece que chovia (...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;um dia a menos, um dia a mais: são fatais". Humberto G.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tomei um porre, não escrevi uma carta, nem senti doendo direito o lado esquerdo ainda. "Quero chorar muito hoje antes de dormir". Talvez eu também, baby.&amp;nbsp;Dia e noite vim me cobrando posturas objetivas e claras: fica, vai, volta ou recomeça? Decida-se.&amp;nbsp;Deixei rolar um Cazuza agora e fingi virar um Jack Daniel's puro, ambos fazendo o serviço de consolo de quarto.&amp;nbsp;De repente a gente não dá mais conta de amar, foder, brigar e seguir em paz com nossos próprios diabos. Não dá mais conta de olhar olhos nos olhos, tocar as mãos pelas pontas e viver tantos outros pequenos clichês&amp;nbsp;esporádicos&amp;nbsp;para falar que ainda ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo eu sei que o amor não espera, nem dá tempo pra pensar: é morrer ou ficar. Aceitei te deixar como regra natural das coisas, para acabar com aquele blá blá blá de quero-você sendo que nada acontece enquanto o amor está em conserva, cuidado e esperando não sei o quê. É um risco: a gente fingir que não vai embora e esquecer de voltar. Mas, assumimos o perigo e assinamos embaixo fingindo que somos adultos, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Ainda há pouco te assisti bater a porta do carro, enfiei minha língua na sua afoito e sem jeito, disse tchau e, de repente, de longe, você estava lá completamente faminta, em proporções confusas e desnecessárias, querendo me engolir e fugir dali ao mesmo tempo. E eu querendo aceitar sua proposta indecente e te seguir pela rua afora pra depois voltar e me arrepender do que nem foi.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Foi estranho e foi bom. Não sei até quando vou pensar nos porquês e poréns, mas a gente arruma artimanhas para evitar cogitar as reticências e aquilo que poderia ser. Não sei até quando vou me acostumar vendo o tempo fazer escolhas por nós dois. Mas ele fará seu trabalho insuportavelmente paciente e vamos saber depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há pouco lembrei de como você costumava ficar com as costas nuas e&amp;nbsp;a calcinha à mostra, mexendo as pernas, ombros e costelas em movimentos de tiques nervosos durante a madrugada. Que saudade, pequena, puta saudade. Chorei diversas vezes te vendo dormir assim com um baita sorriso na cara, e não soube explicar se eu era feliz ou triste naquele momento.&amp;nbsp;Mas, sei lá, sempre fez muito sentido para minhas confusões mentais sussurrar amo-você entre lágrimas e sorrisos bobos às 2h da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era meu jeito&amp;nbsp;inconsciente&amp;nbsp;de sentir o coração batendo espontaneamente entre tantas mudanças sentimentais que varriam nosso dia-a-dia. Era o meu jeito de gostar de você, sem precisar usar as meias palavras medrosas que escolhia no meio das nossas discussões evitando magoar ou se doar demais. Eu-amo-você, o maior clichê cinematográfico do século XXI tremendo as minhas pernas &amp;nbsp;além dos outdoors, das histórias românticas clássicas e da minha própria dureza. Não vou dizer se deu tempo de sentir falta disso ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só, vou indo agora, então. Mais uma vez, não me leve a mal, não me leve a sério. Deixe as coisas por elas mesmas, porque a gente não dá mais conta de guiar o que ainda chamamos de amor. Não quero pedir mais nada nessas entrelinhas. Acredito que somos capazes de olhar nos olhos um do outro e saber quem tem fome do quê. O resto é uma questão de vontade para matar ou manter as coisas e seguir viagem. Sem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-4208399689545570354?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4208399689545570354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4208399689545570354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/07/os-nossos-diabos.html' title='os nossos diabos'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7382816952047408552</id><published>2011-07-04T23:31:00.008-03:00</published><updated>2011-07-13T01:28:16.356-03:00</updated><title type='text'>Vinho, morangos e outras verdades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Talvez seja apenas um frágil desencanto. Daqueles ruins de se ver passando pelo outro lado da rua, indo embora em um táxi insone, lento e vazio em um dia de chuva comum. Desculpa, mas perdi a compostura, o pique e o salto alto. Nunca tive dessa de me manter em pé a todo custo, viva para re-começar. Inclusive, já desabotoei a sandália e chorei em cima da minha maquiagem de porcaria à prova d'água manchada no espelho. A tequila ardeu, ninguém viu, me finjo de bêbada e as pessoas acreditam&amp;nbsp;&lt;/span&gt;–&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;elas sempre acreditam. Eu digo que amanhã acordo tarde e decido o resto. Talvez ainda não seja tarde demais. Tenho que entender essa coisa de que a vida anda e a gente vai junto&amp;nbsp;– mas pra onde?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mesmo que ninguém compreenda, eu preciso saber porque estou sempre sentido falta de ar e o meu saco nunca está cheio. Quero um olhar que não se esgote, os graus de importância que não mudem com a velocidade da luz, a barra limpa sem forçar. Até o exagero, se der, vem de uma vez porque nada nunca é demais quando a gente anda esgotada de sustentar ausência. Me responde cara, o que é que a gente faz quando não espera mais&lt;/span&gt;&amp;nbsp;atitudes drásticas da vida? Continua e segue esperando um terremoto da natureza sacudir tudo de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei morangos perdidos na geladeira. Isso nunca acontece por acaso ou descuido e eu sei bem que eles estavam lá apodrecendo, e deixei, vi,&amp;nbsp;senti, uma parte boa e bonita indo embora de mim. E eu não posso lhe dizer o que é, porque essas minhas coisas pequenininhas não se explicam, mas são a justificativa para todas as vezes que fugi de você e de outros, porque elas simplesmente deram alarde e disseram que já era tempo de decolar para evitar um choro evidente ou uma felicidade de glace excessiva que ninguém suporta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me preocupo com as não-respostas e o peso do teto do meu quarto sobre a minha cabeça. Eu queria doar um pouco, juro, queria mesmo dividir tudo na cama com alguém, bebendo vinho ou salivando uma vontade vã qualquer. Mas, daí guardo o chumbo apertado entre ossos e coração, espero explodir. Sem dar bom dia à tristeza ou usar qualquer outra fragilidade teatral para me manter. Sem absolutamente nenhum sentimento melodramático o suficiente para ser resolvido com receitas de bolo. É real, ainda que eu não possa pegar, analisar, dissecar e arrumar o que tá fora do lugar, por ora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Sabe, agora me deu vontade de que alguém me percebesse primeiro pelo dedão do pé e depois pelos olhos verdes, tatuagem &amp;amp; estilo, boca carnuda, insensibilidade e essas coisas todas, até chegar na minha alma limpa e sóbria. Pá. Me sinto tão despedaçada, com vontade de me pendurar envolta do pescoço de alguém e dizer: leva, cuida que é teu agora. Como se fosse simples transferir responsabilidades. Já posso substituir o não dar pé das coisas por frases como daqui a pouco vai passar? Me diga, por favor. Pelo menos por um tempo, para que eu redescubra certos prazeres, gostos e sensações que, no fundo, sei que fazem falta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7382816952047408552?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7382816952047408552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7382816952047408552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/07/vazia-com-vinho.html' title='Vinho, morangos e outras verdades'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-4759450035814183447</id><published>2011-07-01T02:40:00.003-03:00</published><updated>2011-07-13T02:03:47.110-03:00</updated><title type='text'>Sonho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um momento eu pensei que você estivesse indo embora. Engraçado como você fica mais bonita, sexy, frágil e dona de si quando vai da porta e sorri dizendo até mais. Eu? Não disse nada, quer dizer... Isso, sua bolsa. Engraçado como eu sinto uma saudade atrofiada e violenta só de te ver voltando para pendurar a bolsa no ombro, segurar as chaves do carro entre os dedos e piscar os olhos sorrindo nesse silêncio ensurdecedor cortado pela minha respiração asmática. Agora de longe, parece que eu sou mais seu. Livre, mas seu. De outra, mas seu. É uma questão de aceitar&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;ainda que essa palavra pareça horrível. Nós dois queríamos alguma coisa nítida na ponta do nariz, pra já. Agora preciso da solidão para pagar dívidas, prestar contas, esvaziar bagagens e arrumar um lugar para você aqui dentro: nem maior nem menor: apenas mais adequado. Você precisa de férias, um bom drink e ter alguém que te acorrente para se soltar depois: faz parte do teu processo. Eu sei que vai soar estranho, mas isso de te ver em pé com a mão na porta, olhos firmes e garganta seca, me diz que ainda vamos voltar ao mesmo ponto para cruzar os dedos embaixo de uma mesa de bar outra vez. Eu posso estar enganado, mas, antes a inquietação desse amor atrofiado, do que a certeza de outro sentimento aberto, compreendido e mensuravelmente completo. Eu quero você, comecei a antecipar a febre e os delírios de ausência. No silêncio à noite, talvez pense a mesma coisa. Eu quero você. Até não se dar conta mais do que isso realmente quer dizer. Não se perca de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas vão chegar, tenho certeza&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;mesmo sem fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-4759450035814183447?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4759450035814183447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4759450035814183447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/07/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2705454884930371041</id><published>2011-06-30T21:03:00.001-03:00</published><updated>2011-06-30T21:34:31.189-03:00</updated><title type='text'>Outros Tempos</title><content type='html'>&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;Tomava uma dose de vodka sempre que possível. Nunca gostei de vodka, mas continuava a me arriscar pelo nunca, para atingir o fundo do copo, do poço e acreditar que logo chegaria uma novidade anunciada abrindo a porta e tomando de assalto aquela coisa toda que eu chamava de nós dois. Eu ainda era você. Te ouvia pelo outro lado do fone três, quatro vezes na semana. Uma rotina precária e rigorosa que encharcava minhas mãos de suor, decodificava minha voz prematura que eu queria esconder e abria mil portas de interpretações para as frases comuns que você dizia vagamente sobre euevocê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No fundo, cada vez mais no fundo, o seu eco se multiplicava como um fantasma onipresente e enfraquecido, sem energia vital, mas ainda de pé por aqui, rondando raspas e restos que deixei para trás – ou dizia que tinha deixado, como se dizer simplesmente se sobrepusesse às fagulhas de sentir.&amp;nbsp;Você é a filha da puta mais linda do mundo, eu te exaltava em lembrança ainda úmida de ontem. Porque te amar sempre foi a minha própria Constituição Brasileira confusa e abrangente demais para interpretações certeiras e objetivas. Deixa estar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Soube  do seu novo boy, dos seus porres de domingo em bares sujos e das suas artimanhas de mulher solta para manter &amp;nbsp;o seu corpo ativo; disfarçando e querendo procurar algo novo  para se alimentar. Se divertiu com os copos cheios de cerveja esquentando em cima da sinuca? E o prazer baixo? Sorrisos amarelos congelados em fotos digitais também podem ser honestos. Eu vi a maioria dos seus tentando ser feliz. Foi, talvez não como a felicidade seja estampada na cabeça despreocupada de uma criança de cinco anos, mas foi. De uma forma ou de outra, foram esses olhos enganados e sorrisos aprisionados que te  moveram por céus e terras e te mantiveram viva – ainda que estar viva significasse tão pouco para você. Mas você sabe, baby: sem essa vontade cínica de ter coisas novas, tudo teria sido pior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pois lembro da tua cara de santa-diabólica-livre-e-&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;renovada&amp;nbsp;quando me disse, ainda sem  dizer literalmente através de palavras ou gestos, que tinha tomado gosto por colecionar pessoas e  mexer em alguma coisa dentro delas – estava ali um saborzinho para viver a vida, ou  isso que chamamos levianamente de viver a vida. Uma maneira de degustar pedacinhos escondidos &amp;nbsp;e fora do lugar em  outros caras por aí, tentando ligar linhas e mapas em direções mais coerentes dentro deles e, quem sabe, dentro de você mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Às vezes amor não serve pra nada, eu escrevi isso numa mensagem de luz várias vezes através dos meus olhos. Pra você, serviram muito bem os novos beijos de chegada e partida do tipo te-ligo-amanhã-ok-tchau,&amp;nbsp;líbidos&amp;nbsp;&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;pulsantes  com outros corpos e risadas descontraídas durante o almoço de sábado que  pareciam mesmo amor. Pareciam? A gente sempre acha que qualquer coisa parece. E é bom quando apenas parecem: sem&amp;nbsp;pretensão&amp;nbsp;de preencher qualquer lugar-comum do coração. Concorda?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Talvez se eu soubesse disso antes, não teria te procurado tanto dentro de mim naqueles tempos de vodka, vômito, sinos na cabeça e mulheres de Vênus passageiras.&amp;nbsp;Havia outras coisas&amp;nbsp;e tantas quantas eu estabeleci na regra do não-dizer, do não-sentir. Quer saber? Acho que faltou um tapa na cara, uma briga de olhos inchados de tanto chorar ou um gosto mais amargo do que aquela complacência de ainda-te-amo antes do adeus. Ainda que aquele ainda-te-amo antes do adeus tivesse dito mais do que qualquer sentimento que pudemos ter vivido um dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2705454884930371041?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2705454884930371041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2705454884930371041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/06/outros-tempos.html' title='Outros Tempos'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2796757853470752040</id><published>2011-06-24T21:54:00.001-03:00</published><updated>2011-07-13T01:48:09.717-03:00</updated><title type='text'>De longe, sem ela</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="border-collapse: collapse; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: #333333; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Primeiro ela se magoa. Mas depois fica indefesa, insegura, insatisfeita e aí vem a anestesia: ela começa a procurar poesia nas paredes, cordas penduradas no céu, buracos no meio das ruas da cidade – qualquer rota de fuga para não se importar. E com tempo ela realmente não se importa mais. Simplesmente liga o ventilador, joga o edredom por cima da cabeça e dorme pelo cansaço de fazer figa para não pensar em nada; acorda, inventa receitas lights em porções únicas para si mesma. Prende o cabelo, olha duas estrias no espelho, espera se sentir bonita enquanto arruma a casa ouvindo playlists vencidas, enrolando o inglês e o coração na ponta da língua. Volta a usar maquiagem, compra calças jeans novas, se sente bonita, enfim. E pensa: "Eu tô viva e não tem jeito. Eu amo pra caramba e não tem jeito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo sabe que ela ainda sonha com casamento, filhos, um AP legal cheio de balagandans e móveis escolhidos a dedo com a sua cara e aquele cara. Mas ela nunca abandona sua ideia frouxa de alugar um bote salva vidas para repensar tudo, atingir o outro lado do mundo sem promessas de voltar. Paris, aos 30, finalmente. Ela compra passagens só de ida e avisa que sua bagagem é de mão: não tem espaço pra nada: e isso incluiu ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí ela observa amigas distantes que aparecem vez ou outra contando dos maridos, das rotinas e do preenchimento vago de uma vida reta – e chora. Troca o esmalte das unhas e prefere não pensar em fugir, nem em ficar. Vive com prazo, data e medida certa para acabar com isso que chamam de amor, Tempo, vontade de viver. Algo tão bonito e inquieto, estendido numa ideia fixa de não conseguir deixar de sentir. E assim eu a vejo levando, encontrando espaços, canções novas, pessoas distintas, gostos amargos e sensações casuais que transtornam suas entranhas e o tum tum tum do peito – necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me disseram que era preciso aprender a reinventá-la todo dia um pouquinho: pegar teus sentimentos na palma da mão e ir moldado tudo aleatoriamente num movimento de algodão doce. Mas ela adora questionar metáforas e revida: “Algodão doce sempre desmancha na boca, meu bem. É previsível, a gente sabe. Eu quero qualquer coisa cedo e palpável, e pode ser só até depois de amanhã, estendendo o passo sem obrigação de chegar lá”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: #333333; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2796757853470752040?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2796757853470752040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2796757853470752040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/06/de-longe-sem-ela.html' title='De longe, sem ela'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7817090016560689913</id><published>2011-06-19T17:12:00.002-03:00</published><updated>2011-06-23T18:31:03.803-03:00</updated><title type='text'>Fuga</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Os meus olhos, só pra registrar, estão arregalados. Ainda doces, posso sentir. Mas alerta demais. Não tenho vontade de descansar e não tenho conseguido bater os cílios e desaparecer ao som da meia-noite. Imagino que sempre a qualquer momento um pássaro preto vá se espatifar no vidro da janela, afogando as asas, trincando o bico e pedindo socorro num voo desgovernando. Estou esperando alguma coisa morrer, e é como se realmente já estivesse morrendo. Uma peça cênica mal escrita e mal interpretada, melodrama de quinta, eu sei. Mas é tudo real.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E penso: quero sim o inexato e a desobrigação da coerência. Uma trepada casual e uma fibra de olhos doces, amêndoas doces, que digam de forma direta: tudo começou de novo. Como se ainda houvesse esperança naquilo que não se vê, e agora, tarde no tempo, não se sente mais.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Então guarde isso com você: livros, bilhetes, recados mentais de força e uma taça limpa de cristal para encher de vinho seco à noite, logo mais. Não tente apagar nada. Beba e durma para não sonhar. Porque o amor, querida, acabou de bater a porta dizendo até mais.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;2010 / sem data certa&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7817090016560689913?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7817090016560689913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7817090016560689913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/06/fuga.html' title='Fuga'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7751784249158267782</id><published>2011-06-01T23:18:00.005-03:00</published><updated>2011-11-26T17:18:09.614-02:00</updated><title type='text'>Teoria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;Olha, só pra constar: eu sei que foi você quem trouxe o mundo aos meus pés. Me apresentou um buquê de girassol e cuidou de todos os meus tiques bipolares sem exigir nada. Você me olha como quem gosta de tudo, absolutamente tudo dentro de mim, mesmo sabendo que não aguenta o peso desse absurdo todo que eu sustento aqui dentro. E isso me dá um desespero, você não imagina. Às vezes penso em você acordando, esquecendo uma camisa branca em casa, deixando as chaves e um bilhete bonito de duas frases pra mim. Me dá um nó no peito, juro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Choro sozinha e lembro você apalpando minhas coxas e me deixando molinha no seu colo naquele colchão grande que a gente sempre dorme grudado, cerceando nossos espaços.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Me acalma, sempre me acalma pensar em você costurando meu corpo inteiro num aperto forte. Preciso da sua mão esquelética aberta no meu peito, passeando pelas minhas costas, artérias e veias frágeis que nunca sabem ao certo o que sentir. Mas, eu só não posso viver nas grades de um amor que sufoque meus pavores&amp;nbsp;–&amp;nbsp;qualquer amor&amp;nbsp;–&amp;nbsp;que me imponha tempo e tamanho e&amp;nbsp;diagnósticos&amp;nbsp;premeditados. Porque a gente nunca sabe da eternidade ou da simplicidade excessiva do amanhã de manhã bem cedo que amanhece solar, mas pode acabar chovendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;Eu não assino nenhuma garantia, não confio em mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Desculpa, mas eu tô a mil por hora de promessas, pequenas tristezas grandes, sonhos afogados na UTI, essas coisinhas que você já sabe porque sempre repeti como um gravador ambulante de voz rouca e cansada. Olha, eu não sei se quero um amor de fruta mordida a lá Cazuza ou uma dose extra de LSD a lá Lobão pra me libertar de vez dessas promessas e obrigações que ainda alimento sobre nós dois.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Não vá entender nada errado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;Eu amo amar você, é bom que saiba. &amp;nbsp;Às vezes tenho meu senso de fuga ligado no automático, mas não é nada disso. Eu só queria me desprender da sua presença em todos os cantos, santos, baladas clichês, paladares estranhos e atitudes incompreensíveis que eu vejo por aí em tudo no teu reflexo. Queria ser mais minha, abrir um pouco mais asa esquerda e pular do penhasco vez ou outra sem você olhar, sabendo que posso voar. Tratar a gente apenas como dois estranhos: um do lado do outro sem a obrigação de anular ou sufocar nada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Às vezes tenho doses homeopáticas de ilusão e solidão quando te olho do meu &amp;nbsp;lado, calado e apático, como quem nunca vai dizer nada e prefere esperar as coisas esfriarem pra se mudar de vez. Choro caladinha e sinto preguiça do mundo girando e das conspirações da vida acontecendo. E tenho ciuminhos bobos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;– no fundo eu sei que eles são bobos, vá lá...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;– mas tenho, e sinto um ódio televisivo de querer matar e amar você por todas as mulheres do Universo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Dá trabalho juntar toda essa contradição que eu tenho por você: repulsa, tesão, carinho, amor e uma dor avassaladora que eu nunca vou domar. Às vezes o problema é só comigo mesma: que sinto medo, chuto o balde, rodo a baiana e te encho de posturas vagas que prendem seu coração por mim, que sou egoísta demais por você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;Tenho medo de te ferir e me agarrar aqui nas raízes frágeis que sustentam nossas mãos juntas. Mas, no fundo eu sei ninguém é muito fiel a si mesmo, quanto mais aos outros. Ir embora é uma regra natural, acredito nisso mesmo me doendo os ossos só de lembrar de quando te fiz chorar naquela despedida ingrata ano passado. Fica bem e me ama, eu te peço. Pelo menos agora, enquanto eu enxugo o cabelo e gosto de ser admirada pelos seus pequenos olhinhos de coruja que me fazem tão bem. Se um dia as coisas não derem mais pé, sai correndo: aí não dá tempo de nada, nem de doer. É só uma sugestão. Talvez assim eu também consiga ir de um jeito mais simples: com o olhar lá na frente e a coluna mais reta, porque sem você do lado eu não tenho aonde inclinar. Passa a ser mais do que obrigação ficar em pé sozinha.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Sabe, eu casaria com você sem cerimônia, sem sonho de vestido branco, sem uma bênção final ou uma profecia de vidente. Eu te amo, cara. Mas, eu iria embora por bem menos que esse "eu te amo" aí, você sabe.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Eu acredito sim na gente. Mas, muito pouco em mim mesma&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;–&amp;nbsp;o mesmo tanto que passei a acreditar em você, um estranho que me envolveu com o maior amor do mundo e me amargou com a mesma intensidade de um chocolate vicioso que eu guardo no porta-luvas do carro e na segunda prateleira do guarda-roupas pra sempre ter por perto e poder tirar um pedaço e dizer que não consigo ficar sem&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;– talvez seja só uma questão de esforço, não sei&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Não espero que você entenda nada disso. Nem aceite. Tô com saudade de você&amp;nbsp;–&amp;nbsp;sabe, quando digo "saudade" daquele jeito que eu sei que você gosta? Pois então... &amp;nbsp;Queria dormir juntinho, te chamar de meu, simplificar todos os seus processos de ajustar o mundo a sua ótica míope e esvaziar as minhas desilusões amargas de ser-ou-não-ser mutante. Me tornar facilmente decifrável pra nunca mais voltar a te enganar, confundir ou sumir, como antes. Ok, ok. Eu sei o que você vai dizer: "não precisa de nada disso, meu bem, eu gosto assim". Eu amo escutar isso&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;– mas nunca admito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;Tomara que você tenha razão. Porque a essa altura da noite não quero tomar as rédeas de nada, nem decidir coisa alguma, só colar em você e dormir sorrindo como poucas vezes consigo fazer. Me deixa... ou me pega&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; line-height: 18px;"&gt;– como preferir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;Tua,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: inherit; line-height: 18px;"&gt;Ponto Final.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7751784249158267782?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7751784249158267782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7751784249158267782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/06/teoria.html' title='Teoria'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-9094494585825618064</id><published>2011-05-14T23:00:00.056-03:00</published><updated>2011-05-15T19:41:37.331-03:00</updated><title type='text'>eu, você / abril de 2009</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;Voltei pra casa pensando no teu jeito de tratar coisas passageiras, sua maneira de acordar de manhã e como você teria o hábito ou a vontade de segurar uma mão: como quem fica, como quem vai, ou como quem simplesmente não se deixa entender e não consegue dar importância a definições técnicas de ir, voltar, estar, continuar? Fui gangorrando você na cabeça, pra frente e pra trás, com os acordes de Lucy in The Sky brilhando na tela de neon de um comercial da rua em cima do seu reflexo imaginário no vidro do ônibus. "Você fica um dia, se eu pedir com jeito?", não consegui evitar e pensar. E como numa peça de teatro bem ensaiada, me olhei no espelho no dia seguinte, escrevi tuas letras no calor embaçado do chuveiro, recitando em voz alta pra você: "entra, a porta tá aberta".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;Me peguei te chamando de meu bem baixinho, torcendo a boca por você, amarrando os sapatos com a tua influência bem cedo pela manhã&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;antes do café, do bom dia, do primeiro qualquer coisa e de conseguir imaginar o próprio fim de um início que morava apenas em sonhos incompreensíveis que eu esquecia naturalmente antes de abrir os olhos diariamente. Me peguei te flagrando por buracos de fechaduras e lacunas de intervalos fúteis durante o dia: suas tristezas no aperto de olhos e nas bolinhas borradas do lápis preto que você ainda usava na pálpebra superior, suas&amp;nbsp;eferverscências&amp;nbsp;de alegria efusivas e um jeitinho bandido de colocar ordem nas coisas naturalmente, trazer seu perfume dissipado no ambiente a cada dois metros de distância, como quem está sempre presente&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;a um passo de se mudar de vez.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;Tá certo que eu quis mesmo te roubar o tempo e te pedir pra inventar uma desculpa pra me olhar. Dois segundos, vem agora, rapidinho. Eu queria ficar em silêncio com você durante longos quatro ou cinco minutos quaisquer que pudessem nos tratar apenas como dois estranhos: tímidos, ignorantes, resistentes à mudanças, passíveis a aceitar um ao outro apenas nesses quatro ou cinco minutos que eu citei aí, pra matar uma vontade que eu supus por nós dois; onde pudéssemos nos olhar pra concluir: &amp;nbsp;"nada a ver" e continuar a olhar, nos olhar e nos olhar: imaginando achar, quem sabe, um lugar seguro dentro um do outro, ou mesmo uma equação química insolúvel e divertida de brincar justamente por não ter como destrinchar&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;mas ainda achar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;Foi quando um dia fiquei mais perto, tomei a câmera da sua mão: click, click, enquadrei você de pertinho com os dentes cortados, boca rosada. Você riu. Clichê demais o seu sorriso de surpresa. Mas achei aquilo tão único, que fiquei pensando se poderia ser diferente. E foi então que quis te pedir em casamento, organizar minha mudança (pra dentro de você, de uma vez só). E não te perguntei nada, apenas ouvi seus devaneios bipolares de quem não sabe de si pelos próximos vinte minutos, enquanto alguma coisa em nossa volta dizia um mundão de coisas em silêncio. Nada demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;Sim, sim, eu já tinha uma justificativa inaceitável para aquilo tudo de dias estranhos: Eu tô amando você. Amando, simplesmente. Em tudo: nas suas opiniões contraditórias, suas mentiras nervosas, babaquices de mulherzinha decidida, bunda empinada, nariz pra frente, amor passado, frases prontas na ponta da língua, filosofias de que não compensa viver para morrer e o diabo a quatro. Eu tô amando você, e isso não é tudo, ou melhor, não é nada. Porque eu descobri agora, com você na minha frente, com tudo demais e sem nada a perder, que amor é tudo igual, diferente é o que cada um sente. E estou sentindo, como estou sentindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;Entra e fica o quanto quiser&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;pra Sempre, até amanhã de manhã. Pode ser?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;A porta tá aberta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-9094494585825618064?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9094494585825618064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9094494585825618064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/05/eu-voce-abril-de-2009.html' title='eu, você / abril de 2009'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-5457598924664417688</id><published>2011-05-08T20:49:00.000-03:00</published><updated>2011-05-08T20:49:43.037-03:00</updated><title type='text'>P.S.:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu prometo que não erro como hoje, não acerto tanto como antes e fico bem quietinho ajoelhado aos teus pés embaixo do edredon, cuidando dos teus dedos, escutando seu Nirvana e todos os seus outros sons estranhos, marcando seus poros à Bic azul,&amp;nbsp; ligando seus pontos geográficos-corporais em letras imprecisas que só querem chegar ao fim do mundo, ou a qualquer lugar que te deixe finalmente em paz. E apenas isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-5457598924664417688?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5457598924664417688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5457598924664417688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/05/ps.html' title='P.S.:'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2236233123643322905</id><published>2011-05-08T20:36:00.003-03:00</published><updated>2011-05-08T20:48:59.000-03:00</updated><title type='text'>Fragmentos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Olha, desculpa aí: mas eu já passei a mão na sua cabeça e te escrevi minhas vontades prematuras agora, ainda há pouco. Você não sentiu. Mas, logo me recolho no fundo da cama, deixo a porta, abro uma cerveja, te esqueço na frente da parede branca, batendo sentimentos velhos em cinzas quentes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tô nessa de ficar quietinho, chorar pitangas, fazer simpatias e orações para as coisas darem certo etc e tal. Nada que resolva, talvez só uma maneira covarde de respirar. Simplesmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hoje eu tive vontade de te pegar no colo, te plantar em uma ilha, alugar uma solução, sabe?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Por que não pegou, caramba?", eu imagino você se questionando, ou apenas pensando que eu deveria sair do lugar de qualquer forma: parar de apenas olhar o mar: ficar na areia ou me afogar: uma escolha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu sei que mesmo quando nos olhamos e trocamos mil explosões no fundo dos olhos, ainda nos procuramos um dentro do outro&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;uma mão, uma perna, um fio vivo de compreensão que ligue nossas teorias distintas do amor que sentimos, das dores que partimos e da falta que não preenchemos, como se isso pudesse responder ao menos uma ou duas das nossas tantas perguntas. Você olha o painel do carro, finge de muda. Eu dirijo meus pensamentos na poeira do retrovisor, finjo de cego. Falamos grego, mas ainda existe um bejio no final de tudo para dizer "eu te amo, fica bem", um carinho mútuo de quem se gosta e não queria ver dor, suor, pedaços de fotos velhas sobrando na gaveta. Apenas isso, eu penso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Queria muito que aquela nossa vontade toda de anteontem de se agarrar no meio do nada, escorregões pelas pernas, desesperos entre bocas, silêncios desertos entre os estalos dos lábios, desfiles entre superfícies da pele, declarações sinceras de esqueça-as-teorias-e-fica-comigo-agora durassem mais que dez minutos no nosso abraço antes de ir embora&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;porque eu senti mil coisas naquilo tudo aquele dia: um medo filha da puta de que aquela honestidade toda fosse, enfim, uma despedida digna do que não poderemos viver. Mas, não sei por que, na hora fiquei pensando apenas na ênfase da ponta dos teus dedos tocando os fios ralos da minha barba, seu frio apertando meu peito, a textura da sua boca na tremedeira dos meus dos meus tiques nervosos, seus gestos imprevisíveis, uma sequência de declarações do tipo gosto-de-você-de-você-e-de-você completamente gratuitas&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e precisas, diretas, necessárias, quem sabe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como eu te amei, ainda há pouco, nessa fração de minutos em que a gente entrou um no outro para dizer apenas quero-você, ponto. Meu Deus... Acho que no fundo e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;u queria mesmo te pedir desculpas, te beijar a ponta dos dedos outra vez e dizer na sua cara que você não é a tal, nem a primeira, nem a segunda. É simplesmente você&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e isso é mais do que qualquer outra coisa possa ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Olha, eu confesso que não queria te perder&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;nem que seja pra te ter através do egoísmo imaturo pelos anos seguintes, empoeirada num porta retrato &amp;nbsp;do móvel principal da sala, onde as visitas não te reconhecem e eu te alimento &amp;nbsp;apenas pela irracionalidade de dizer "eu te amo, bom dia", e tudo bem porque depois eu dou um jeito nas coisas, te esqueço como digo que vou parar de fumar amanhã e vou levando até o câncer, o fim, o recomeço, talvez, que é somente outra ilusão qualquer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Bobagem, eu sei. Mas eu gosto de imaginar que você estará sempre aqui. Mesmo que se mude, se perca&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;de nós, de você e de sentimentos que eu julgo serem de verdade&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;ainda que eu trate a verdade como pontos inalcançáveis, a exemplo do seu íntimo, do seu medo e do fundo do teu peito que abriga fantasmas e margaridas e escuros e girasóis, tudo ao mesmo tempo e na mesma intensidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tenho escrito mais que pensado, mais do que dormido. Encontrado uma dificuldade montanhosa pra te olhar, abrir a boca e dizer as coisas importantes com palavras simples, escolhidas na hora, sem ensaio ou qualquer tentativa desesperada que implore sentidos e entendimentos nisso tudo que gira as nossas cabeças e espreme o coração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quero te ver amanhã. E ainda não disse a metade das coisas que pretendia&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;é sempre assim. Guardo textos, fragmentos tolos de nós dois, e quando olho minha caixa de entrada, vejo tudo que te escrevi ontem se perdendo nas mutações dos nossos sentimentos de daqui a pouco. No fundo, acho que todas essas palavras não ditas aí em cima só queriam te contar de uma coisa dentro de mim que arde e tá no mesmo lugar. Deixa o seu amor comigo, eu te peço. Por fim, por tudo, por nada. Deixa eu te cultivar aqui dentro sem dever nem explicar nada pra ninguém, como quem acorda cedo de manhã, naturalmente sem perder a hora, apenas para regar um riso teu dentro do peito o mais cedo possível. Pela última vez, deixa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2236233123643322905?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2236233123643322905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2236233123643322905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/05/fragmentos.html' title='Fragmentos'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2031191263549915276</id><published>2011-04-17T12:55:00.004-03:00</published><updated>2011-04-18T09:18:32.950-03:00</updated><title type='text'>Recados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda que eu pense em você como uma Alice no País das Maravilhas perdida entre gente importante e sentimentos irrelevantes, eu não queria te condenar. É difícil balancear as alterações do seu espírito, as frases prontas das suas mentiras, seu gosto musical e seus desvios de olhar, mas eu não queria diminuir tudo isso que fica no caixa-forte do seu peito. Daí reparo enquanto você se distrai com as nuvens, a comida, a manhã cedinho que acabou de chegar dizendo "oi" para os seus olhinhos amassados que se recusam a enxergar os estragos lá fora. Eu gosto dos seus detalhes pequenininhos: é como se eles afirmassem a única coisa de verdade que existe em você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Preste atenção, então: não fique, não hesite, não enjoe com os seus próprios desamores, nem com o doce do café que não te agrada, nem com o amor que não te cabe. Eu já pensei em salvar você do escuro, tirar o seu coelho da cartola. Mas, veja bem, creio que o mais importante é sacar que f&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;requências não são necessidades, hábitos não são irreparáveis, anos são, simplesmente, passados, como o Tempo é uma contagem regressiva para apressar os nossos erros e brincar com nossos acasos. E amor é a maior roubada do mundo, mas não dá pra querer tudo tão certinho nessa vida. Não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vá lá que eu goste de dizer assim: "O amanhã que se dane, acenda seu cigarro, tire sua calcinha, aceite a impermanência das coisas, porque a verdade paira na invisibilidade do&amp;nbsp;ar". Mas, eu sei que faz falta pisar no chão duro, transar sem ter que fazer as pazes, morrer de amor ao invés de sofrer vivendo pela divisão silábica da palavra amor. Não é? Puta a merda, eu vi você me pedindo isso ontem com palavras, olhos, boca, silhueta, desespero: "Pô, fica comigo, eu te amo. Isso não basta por hoje?". Talvez fosse simples assim. Eu te amo, ponto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;No final de tudo estou te mandando ir, te pedindo para ficar, te rejeitando e te amando pelo mesmo motivo o qual deixei você partir e não admiti que não voltasse. E agora, imagino que beijar sua boca seria como estender esse amor pelos cantos, pelos atrasos e pelas despedidas insinceras que só querem um pedido desajeitado para voltar amanhã, sempre amanhã. Nada grave, nada sério, nada normal. É que, como tudo muda, eu estou de mudança de você. Entrando fundo pra (me) perder. Porque agora eu só sei amar assim: dolorosamente sem fim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2031191263549915276?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2031191263549915276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2031191263549915276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/04/recados.html' title='Recados'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-1481250868967530525</id><published>2011-04-12T22:47:00.006-03:00</published><updated>2011-04-12T22:47:40.828-03:00</updated><title type='text'>tantos desencontros</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu sempre escuto as últimas palavras das tuas frases e guardo na cabeça. Mesmo que não entenda tudo, que não ajeite nada, mas daí vou repetindo e matutando os seus significados atoa, pela rua, no travesseiro, em frente a TV. Como uma brincadeira de gravar teu vocabulário para decorar seus erros e nunca te acertar. Porque talvez eu goste de te ver nua e crua e sem sal e destrinchar sua alma inteira da beira da cama, mas eu nunca acerto o ponto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Reflito na frente do espelho, junto a cigarro acesso, algo que te prenda por mais de cinco minutos nas minhas inquietações e previsões de nós dois: você sempre está indo, assim como eu nunca estou vindo – e o tempo acelerando e nossas mãos nos puxando, nossas pernas balançando, risos soluçando. Abro o vidro do teu carro, jogo a fumaça fora, respiro de encontro ao retrovisor: não vejo a gente lá atrás, não vejo a gente lá na frente: te vejo do lado, e exatamente por isso não ser o bastante é que peço para você acelerar – continuamente acelerar, sem pensar em parar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E ainda que eu renda tantos desencontros em folhas brancas de papel impublicáveis por aí, que eu escrache tanto os nossos buracos, amarguras-incertezas-pequenezas-que-crescem-por-todo-lado, ninguém vai imaginar que eu estou só começando, baby. Desde agora e desde antes eu estou só começando a te amar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-1481250868967530525?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1481250868967530525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1481250868967530525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/04/tantos-desencontros.html' title='tantos desencontros'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7965582120188136537</id><published>2011-03-21T09:30:00.001-03:00</published><updated>2011-03-21T09:38:24.845-03:00</updated><title type='text'>eu te vejo fingir que adormeceu quando as noites ficam escuras demais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um cheiro irreparável de Jasmim: janelas, portas e pensamentos abertos na varanda de casa, embaixo do sol mansinho, morno, pequeno, suficientemente amarelo para hoje.&amp;nbsp;Estou escrevendo agora sobre as suas carências&amp;nbsp;inconscientes, seu perfume novo que conheci hoje, suas vontades nítidas de mudanças, milímetros tortos do seu coração que não abri. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Queria te abraçar e dormir segurando sua mão, acordar segurando a sua mão &lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;–&lt;/span&gt; sem que isso significasse nada importante, apenas significasse. Fazer um chá quente no outono próximo, tragar um cigarro te olhando, ouvindo guitarras semi-acústicas solando sem parar entre nossas histórias da madrugada. Olha pra mim, baby: e assim viajar nos pontinhos de interrogação das manchinhas marrons dos seus olhos verdes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Você não sabe de você. E não estou afirmando, só percebendo, talvez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E continuo segurando sua mão, beijando os fios finos da sua sobrancelha, flutuando na tremedeira das suas pálpebras que fingem adormecer nessas madrugadas. "Deixa ela ser passarinho", escuto uma voz de longe, talvez o seu raciocínio pouco lógico, algum subinconsciente delirante, sonhos cinematográficos de ser feliz desesperadamente. E imagino você voando, sem saber o que isso quer dizer, sem saber o que você diria se voasse tão alto que não pudesse descer, sem saber...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vejo nos seus olhos as saudades poucas de coisas que não aconteceram, ansiedade à flor da pele por tudo que pode não acontecer. Dores. Por que dói sofrer assim como você sofre, simplesmente e naturalmente por Viver. Eu sei &lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;digo, eu vejo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E não me pergunte o porquê dessas linhas agora, assim como eu não te pergunto o porquê das suas lágrimas qualquer hora.&amp;nbsp;Existem pontos e mais pontos&amp;nbsp;inalcançáveis na sua língua, na sua arrogância invisível, no seu jeitinho de menininha que tem&amp;nbsp;medo de tudo que nem faz tanto sentido, na sua&amp;nbsp;dor e no seu amor&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;–&lt;/span&gt; que são uma&amp;nbsp;coisa só. Veja bem, suas&amp;nbsp;inconstâncias de ser ou não ser, ficar e não estar.&amp;nbsp;Não dá pra mudar.&amp;nbsp;E eu só sei te amar assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;P.S:. E continuo segurando sua mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7965582120188136537?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7965582120188136537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7965582120188136537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/03/eu-te-vejo-fingir-que-adormeceu-quando.html' title='eu te vejo fingir que adormeceu quando as noites ficam escuras demais'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-4041320207029603706</id><published>2011-03-17T18:10:00.007-03:00</published><updated>2011-03-17T18:14:55.457-03:00</updated><title type='text'>os meus, os seus e os nossos dilemas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O  que eu tenho agora são 112km de distância da cidade, uma casinha que eu  digo ser de sapê no meio do mato e uma vista para as montanhas que  consola e abriga qualquer alma perdida. Preciso morar nas montanhas –  descobri isso enquanto olhava a Lua no meio do mato lá fora, tomando um  chá do qual não gosto por conveniência desse frio ou do vazio, não sei&amp;nbsp;  ao certo, que preenche a gente agora. Depois que eu peguei a  estrada o tempo parou e eu parei junto, sumindo em vontades improváveis  e lembranças mal curadas do que eu não abandonei em porta-retratos do  ano passado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Agora  estou sonhando, acordando suado com flashs de desejos perdidos: preciso  te encontrar de novo. Te encontrar pra gente trocar um olhar, um  suspiro, um dedo de carinho entre as minhas mãos e as suas. Pra que eu  possa te dizer que não tenho orgulho, nem norte, só amor, cigarros,  bilhetes que fiz pra você e um batimento acelarado no peito por&amp;nbsp;te ter  imaginar do lado, e apenas do lado de cá, como uma estranha que não vai  mais me encontrar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quero ouvir gírias novas saindo da sua boca fria,  todos os seus defeitos e conceitos. Preciso que você me olhe e se  denuncie com seus dentes nervosos batendo de cima a baixo porque estamos  ali,&amp;nbsp;um&amp;nbsp;do lado do outro,&amp;nbsp;um dentro do outro, um estudando o outro  enquanto durar nosso encanto de se encontrar, se econtrar sempre pra não voltar e ir embora e hesitar e não ficar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ontem  à noite, antes de dormir, rabisquei todas as respostas para todas as  dúvidas do mundo no meu bloco de anotações.&amp;nbsp;Acordei, arranhei um Dylan  no violão e percebi &amp;nbsp;os mesmos dilemas de nós dois insolúveis na cabeça-coração,  os mesmo sentimentos de preocupação em ser feliz &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; que se dissolvem  logo às seis da manhã, na neblina fria e confortável&amp;nbsp;que nos traz  distância &amp;amp; paz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;P.S.: E agora eu só consigo pensar se você sente, ainda sente, assim como eu sinto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Algum dia / de algum mês perdido / de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-4041320207029603706?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4041320207029603706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4041320207029603706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/03/os-meus-os-seus-e-os-nossos-dilemas.html' title='os meus, os seus e os nossos dilemas'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7853348462677988874</id><published>2011-02-12T18:16:00.001-02:00</published><updated>2011-02-12T18:18:50.363-02:00</updated><title type='text'>eu não vejo a hora de conseguir contar tudo o que estou sentindo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Preciso frisar que hoje, ano de dois mil e onze com fevereiro de carnaval batendo na porta, não sou capaz de prometer nada, absolutamente nada. Mas tenho sentido tanta coisa, tanta coisa que nenhuma bateria de escola de samba jamais sentiu prestes a entrar na Avenida. E é esse o ponto. Hoje eu sou mais simples na intensidade de não precisar entender os sinais do mundo, do acaso, as coincidências e reticências propositais ou eventuais da nossa Vida, do coração, de um raciocínio lógico que nos faz duvidar de toda a conspiração do universo, dos astros, dos signos etc e tal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hoje eu sou mais, simplesmente mais por poder sentir os detalhes de felicidade&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;essa palavra difícil de pronunciar&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;em cada grão de qualquer coisa que faça tanta diferença, colorindo ladrilhos específicos do mosaico confuso que é a nossa história. Estou vivo por uma lista de motivos que eu risco todas as manhãs mentalmente pensando em cumprir, dormindo por acreditar,&amp;nbsp;acordando sem precisar entender.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hoje eu sou um abismo. Eu existo, eu enxergo, eu sinto: no medo e na beleza de um precipício que nos impulsiona sem medo de cair para frente, sempre para frente, mostrando a vertigem na ponta dos nossos pés tortos, um sol cego brilhante no final do horizonte. Aprendi sobre a condição inevitável dos batimentos do meu peito que não prometem nada, apenas me confortam por não deixarem de bater. Consigo pegar no ar, como a&amp;nbsp;chuva em flogos de gelo, essa senção infantil de nadar despreocupadamente no azul, mesmo sendo mal resolvido e sentimental demais com tantas coisas miúdas, ilusórias e pouco expressivas dentro de mim mesmo que vez ou outra eu alimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ai, faz trinta dias que eu comecei a fazer planos secretos no início das manhãs, nos tragos de cigarros desajeitados e no jeito inquieto de olhar os carros na estrada, querendo ir com eles pelas placas que mostram o caminho dos outros lados do País,&amp;nbsp;pelo clichê de um coração que bate por um a justificativa incessante sem explicações desnecessárias. Insisto na liberdade de assinar cartas com aquele "sempre Teu" inevitável no&amp;nbsp;fim, como quem estreita laços e define as coisas, justificando possíveis ausências que às vezes se tornam nítidas, ainda que sejam necessárias. Porque tenho medo, como sempre vou ter, e às vezes fujo,&amp;nbsp;mas nunca vou embora, e expresso saudades e volto a escrever cartas pra lembrar isso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não deixei de ter pressa, não aceitei o destino, mas hoje eu consigo Ser um sorriso aberto por saber que existe um amanhã, uma escolha: imperfeita e incerta&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;mas exsite alguma coisa do outro lado do muro pra gente que vem logo mais&amp;nbsp;aí. E eu quero tudo, absolutamente, e não vejo a hora de poder gritar por todos os alto falantes do mundo isso. De olhar olho no olho, sentir o toque das mãos, os clichês da respiração, só pra dizer que eu não vejo a hora. Não vejo a hora disso tudo, seja lá o que&amp;nbsp;for isso tudo. Não vejo a hora de chegar, explodir a barreira do Tempo e chegar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu não vejo a hora, mas eu sinto. Como eu sinto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7853348462677988874?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7853348462677988874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7853348462677988874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/02/eu-nao-vejo-hora-de-conseguir-te-contar.html' title='eu não vejo a hora de conseguir contar tudo o que estou sentindo'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-5684362634538424976</id><published>2011-01-26T17:26:00.002-02:00</published><updated>2011-01-26T17:33:38.521-02:00</updated><title type='text'>orgulhosa demais, frágil demais II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nada nunca é o suficiente e Tudo sempre vai ser muito pouco. Não é? Pra início de conversa, ela é oito ou oitenta – tá sempre faltando dois dedos na contagem pra chegar ao dez ou ao cem, sempre pelas metades sentido medos infantis, nunca é o extremo. Por mais que ela goste de gritar por aí que é decidida. Porque ela não é capaz de saber como começou, nem como vai terminar, nem se vai dar certo. Ela não pode amar um cara que faz tudo por ela, nem levar uma Vida firme encontrada em si mesma, nem abusar de palavrões como sempre e nunca. Ela é desencontro, constante desencontro, arrependimento, felicidade instântanea, personalidade e idade não identificadas em mutação variável. E nunca vai estar correta num lugar específico para poder respirar em paz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua paz são as doses homeopáticas de adrenalina que recebe do mundo: uma coisa forte batendo no peito, umas borboletas sacanas no estômago, uns nós de marinheiro na garganta que sempre vão enrolar suas maiores vontades de gritar. Ela sempre abre um sorriso e se acha numa estrada que segue pra roça ou para o litoral, na falta de gasolina que seu carro manifesta no meio BR lembrando sua futilidade de não ligar pra certas coisas. É que ela vive a impermanência de não saber estar e ainda sim poder constar que a Vida é bonita pra caramba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É daí que te falo daquela coisa de sentir, e apenas sentir – que é o que faz a diferença, afinal. Porque ela gosta de fogos de artifício explodindo no peito, que alguém fique vendo-a dormir na madrugada, tire sua calça jeans, contorne seus tornozelos e abrace-a no meio da rua soltando pinceladas de carinhos nos sussuros dos seu ouvidos. Ela não quer um amor. Ela quer sentir amor, e pode ser só de vez em quando, em ocasiões como a que os filmes hollywodianos pedem no meio do cinema com a luz baixa, sugerindo aquela palavrinha mágica de quatro letras só pra entrar no clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ela precisa mesmo são dos detalhes, das pequenas coisas grandes escondidas no fundo dos olhos, na ponta dos dedos e na simplicidade de tocar o céu apenas por dividir uma escova de dentes ou trocar dedos embaixo da mesa de um bar sentindo calafrios despretensiosos de ser feliz. Completamente feliz nessa coisa momentânea de acreditar pra sempre apenas agora. Ela pensa em casamento como quem quer ter alguém pra poder dividir um lugar pequeno que agora chama de Lar, pendurar quadros na parede, ver o tempo escorrer pelos filetes de um domingo comum na companhia de alguém que possa comer rúcula, brócolis e agrião no meio da comida nova que ela tá inventando agora na cozinha, enquanto assiste novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa criança que todo mundo vê como mulher carrega desafetos, usa um all star branco, short jeans curto e uma blusa soltinha sem estampa pra ir pro rock. Ela lê livros de trás pra frente, como quem sempre escolhe o caminho mais incomum pra começar, e aceita as futilidades da sua vida que dão a ela um ar blasé de tô-nem-aí-e-muito-menos-aqui. Ela, que detesta o Caetano e gostaria de ter visto ao vivo a guitarra mal feita do Kurt Cobain, tem medo de que a Vida lhe puxe pra trás e negue todos seus sonhos contidos em latas de rosas que ela não conta pra ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes ela usa um lápis forte no olho, aprendeu a sussurrar vez ou outra algo como "desculpa", sai sem batom nenhum na boca e comporta um milhão de coisas fotografadas nas raízes do seu rosto, contando da sua história e do futuro que ela guarda na boca entreaberta de quem nunca está em cima do muro, mas às vezes simplesmente não sabe o que dizer – apesar de sempre esperar por qualquer coisa que esteja no tecido fundo das suas vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que ela precisa de carinho &amp;amp; cuidado, mas não pode deixar de bater as asas, não pode evitar de fugir, comprar passagens só de ida, usar o termo insegurança. Ela precisa conviver com seus fantasmas, encarar uma necessária solidão, virar tequilas pra arder a garganta e eviar mensagens de madrugada se declarando pra alguém que está do outro lado, avisando que amanhã cedo precisa daquele tal amor, ouvindo palavras bobas de carinho, se encontrando naquela coisa toda de ser clichê independente do resto do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela gosta de ser sozinha, mas não quer ser sozinha, não pode. Precisa do paradoxo de um respeito que a entenda como uma mulher que sempre vai ser criança e necessita de uma mão pra segurar, porque ela também tem febre pra alguém abaixar e sorrisos que não podem ser arquivados na sua máquina fotográfica pessoal, precisa compartilhar. Sim, ela tem um mundo inteiro pra mostrar. E contudo, contudo, ela merece ter aquela coisa sincera que lhe faça acreditar que ela nasceu pra ser feliz também, despretensiosamente feliz, ainda que doa, ainda que nada faça sentindo ora dessas, ainda que tudo sempre seja pouco demais – sim, nunca é o suficiente, mas taí a graça de Viver. Eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-5684362634538424976?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5684362634538424976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5684362634538424976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/01/orgulhosa-demais-fragil-demais-ii.html' title='orgulhosa demais, frágil demais II'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-9096718696067486480</id><published>2011-01-13T12:45:00.003-02:00</published><updated>2011-01-13T13:26:37.383-02:00</updated><title type='text'>sobre impermanência, saudade e coisas sem nome</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aí eu vejo o Verão irracional derramando uma chuva fria que não é desse tempo. Ninguém pode prever certas coisas. De repente apareceu tanta coisa no ar, uma pieguice irrensponsável na ponta das nossas palavras, uma coisa brava nas nossas faltas de perspectivas. Seria burrice eu dizer que tudo isso é bonito e que não precisamos de explicações. Assumo que busco adjetivos, mas essas coisas qualificadas fazem sentidos tão certos, que não servem. Acho que eu e você estamos apenas desmedindo essas coisas grandes, essas pequenas coisas grandes que te falei e que aconteceram numa classificação rara dentre uma das melhores sensações da Vida: sinceridade. Uma puta palavra bonita. E que nasceu daquele jeito que você questionou ontem: casualidade&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;– uma bobeira que não levo a sério, mas me faz rir. Foi assim: pá. Não lembramos do antes, da porquê certo: só da sua respiração ofegante no canto da minha boca, aqueles apertos na calça jeans, abraços de quem se gosta e beijos de despedida que falam de uma saudade risonha, resguardada. Bobeiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É fumaça na invisibilidade do ar. Estão suspensos no varal os fins de tardes, vez ou outra uma mensagem de madrugada, sumiços esporádicos no meio do dia, encontros repentinos depois do depois. Coisas gostosas. Ouso dizer que sinto medo, ouso dizer que sinto uma felicidade despretensiosa. Sinto coisas que não te escrevo, leios as linhazinhas do seu globo ocular e não te conto.&amp;nbsp; Mais quente, mais quente, mais quente.&amp;nbsp;Cada vez mais quente. Longe, longe, longe aqui do lado.&amp;nbsp;Pensei em te olhar uma tarde dessas e ficar procurando coisas bonitas nas manchinhas da sua pele, te comprar canecas novas, ressaltar as pausas intermináveis das nossas conversas, ir embora mais tarde, não voltar tão cedo. Sabe, quando você pergunta: estamos complicando ou descomplicando? Creio que não estamos decidindo, baby, não é questão de escolha entre cara ou coroa. Te conto que nossa música tocou de novo. E tudo isso se resume, levianamente, apenas na nossa música tocando de novo em algum lugar que não conseguimos enxergar,&amp;nbsp;apenas sentir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-9096718696067486480?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9096718696067486480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9096718696067486480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/01/sobre-impermanencia-saudade-e-coisas.html' title='sobre impermanência, saudade e coisas sem nome'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-1004281815645750478</id><published>2011-01-04T14:07:00.003-02:00</published><updated>2011-01-04T21:34:33.570-02:00</updated><title type='text'>não precisava, mas eu menti</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Porque simplesmente não havia mais motivo. O Renato Russo rodava há horas naquele som baixinho, você estava perdida há horas fitando o escuro da varanda lá fora. Sem sexo, sem desculpas, sem frases desesperadas, com um muro de Berlim enorme sendo construído minuto a minuto na nossa frente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu vi você chorando depois de algum tempo, aconchegando aquele edredon enorme até a cabeça, coçando o nariz, se negando a aceitar o frio, todos os flocos de gelo que cobriam nossas palavras congeladas no ar. Eu não queria resolver, apesar de ter visto você olhando de esgelha sete ou oito vezes, batendo as pernas incontrolavelmente, respirando fundo, tentando mudar toda a situação na espera do que você achava que eu deveria fazer. Eu queria muito te contar que a gente não precisava se afirmar, não precisava procurar explicações, nem jurar uma salvação um pro outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Levanta, abraça ela, diz que a hora é agora e que ela pode ir". Pensei. Não era fácil sair da cama, te pegar por trás, concertar seu cabelo desembaraçado e te oferecer uma saída, ainda que doída. Não era, definitivamente. Você não ia entender que a Vida tinha brincado com a gente, que o nosso íntimo estava estranho e as nossas vontades contraditórias. Não ia entender que alguma coisa entre nossos abraços forçados dizia não para qualquer sim do nosso vocabulário. Mas, principalmente, você não ia entender que isso podia ser nada. Absolutamente nada. Foi por isso que apelei pelo caminho mais fácil. Disse que a gente não sabia mais se amar, que alguém tinha que assumir o ponto final, arrumar as malas, deixar um bilhete em cima da cama e todas essas coisas de rotina. Foi por isso que fui seco, cortei suas frases programadas de interrogação, fugi daquele seu grito de "olha no meu olho!" e não demorei pra fechar a porta meia hora depois.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu te fiz chorar naquela noite porque você não entendeu que a gente ainda tinha por quê sorrir. Que a gente estava apenas confuso numa bipolaridade de ausências pessoais e faltas sentimentais inexplicáveis. "O amor ainda está no ar", te escrevi arrependido numa mensagem de celular mais tarde. "Isso nunca foi o suficiente", você bateu na minha cara, acertando naquilo que eu nunca percebi pra poder cuidar. Logo eu que enchia a boca pra falar de amor, que nunca me preocupei com o depois, que sempre assumi as rédeas pra achar o nosso norte vivo de ser feliz aleatoriamente. Te digo, hoje, que assumo minha responsabilidade depois desse tempo todo. Eu sei, você sabe: nosso fim tinha data. Mas, me doeu tentar acertar o nosso Tempo, te fazer ir embora antes da hora, acreditando em mentiras que até hoje não sei como pude contar. A gente ia embora sim, só que não desse jeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-1004281815645750478?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1004281815645750478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1004281815645750478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2011/01/nao-precisava-mas-eu-menti.html' title='não precisava, mas eu menti'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-8676569664798653970</id><published>2010-12-31T10:03:00.000-02:00</published><updated>2010-12-31T10:03:54.423-02:00</updated><title type='text'>sobre sonhos de janeiro que nos permitem acreditar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu costumava acender um cigarro na janela e ficar observado o semáforo da esquina mudar passivamente de verde para amarelo e vermelho, sem propósito nenhum na rua vazia que marcava três da madrugada. Fumaça vai, fumaça vem e a verdade é que eu sempre me perdia matutando esses tantos amores&amp;nbsp;impermanentes, resistentes e contraditórios, vencidos e mal nascidos, sustentados naquele clichê natural da beleza espontânea, sem se importar com sua mera e óbvia incerteza&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;. Bonito essa coisa de viver acreditando, simplesmente acreditando. Bonito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Fitando o horizonte eu percebi tardiamente que dezembro já foi e já já chega o amanhã aí, quem sabe nascendo&amp;nbsp;ao som daquelas rimas sem sentido do Djavan que todo mundo já viveu ou espera viver um dia. Quem sabe nessa beleza de simplesmente acreditar. É, um sonho &amp;nbsp;onde possamos abrir os braços junto do Sol em lençóis amassados, dando o primeiro beijo de bom dia antes mesmo de abrir os olhos pra Vida, dividindo uma escova de dentes, olhando demoradamente dentro dos olhos um do outro no compasso da respiração alternada. Estudando pele, pelos finos do braço e o tempo preciso do piscar dos cílios. Duas almas que não sustentam peso algum simplesmente por saírem juntas para comprar pão de chinelos trocados e mãos dadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Fica uma TV ligada, luz apagada, amantes silenciosos dividindo um balde de pipoca às duas da manhã no sofá da sala, entre as sacanagens do zíper aberto da calça jeans e a sinceridade de um beijo de esquimó selando uma coisa que ninguém se preocupou em rotular como amor. Desaguam cenas de ciúmes, um "eu te amo" consentido no silêncio, e a mesa da cozinha bem disposta com maças verdes, jornal do dia, café preto e uma mulher bonita de pijama te olhando por trás da chícara de leite como se fosse sua&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;–&amp;nbsp;e apenas sua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aí vem o clímax do sexo bom que só acontece na vontade do sem-querer-querendo, já dando, rasgando, abrindo na borda da pia do banheiro do jeito que der, sem pensar na pílula do dia seguinte. Sobra uma calcinha abandonada no chão do quarto, o barulho contínuo do chuveiro frio no azulejo e aquelas conversas tímidas forradas em cima da cama posteriormente, com pernas cruzadas, seios à mostra, barba mal feita, carinhos espontâneos e abraços de quem se gosta. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Tempo fica num detalhe tão perdido, que nem faz diferença a Cássia Eller esticar seu vocal no som da sala para dizer que o pra sempre sempre acaba. Porque sorrisos que se correspondem sem marcar hora certa para se encontrar não precisam de promessas, preocupações com o depois, nem com o ser e estar amanhã cedo. Precisam só daqueles dedos se raspando embaixo da mesa do bar, carinhos sinceros no meio da rua para dizer "gosto de você", uma música em comum para cantar junto e uma verdade pairando no ar para confirmar isso que se vive despreocupadamente sem definir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É, eu penso nessas doses homeopáticas de uma felicidade livre que paira despretensiosamente por aí, pelos cantos de todos os nossos sorrisos e pretextos bobos de querer ser feliz. Nessa vontade resguardada de esperar a próxima primavera trazer um vento fácil no nosso rosto, uma coisa que a gente possa tratar com amor inconsequentemente-despreocupadamente, se olhando num&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;reflexo vivo de um espelho sereno em paz. Aí então vamos dormir pensando em tudo isso, com o coração na boca, inevitavelmente batendo no compasso desses tempos que prometem chegar&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;ou pelo menos nos permitem acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-8676569664798653970?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8676569664798653970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8676569664798653970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/12/sobre-sonhos-de-janeiro-que-nos.html' title='sobre sonhos de janeiro que nos permitem acreditar'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3708454228700321653</id><published>2010-12-28T23:26:00.000-02:00</published><updated>2010-12-28T23:26:59.988-02:00</updated><title type='text'>cá entre nós</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não sei por onde começar. Saiba apenas que eu pensei em você.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Seu cabelo preto escorrido no meio peito, sua boca rosa entreaberta me pedindo: "Não solta da minha mão, meu bem. Não solta da minha mão". Nunca concordei com seu argumentos, mas eu sorria e tocava seus poros e passeava pelas suas expressões entregues e entorpecidas pelo bastante que a gente tinha numa cama de solteiro amarrotada. Eu só queria dizer das&amp;nbsp;minhas vontades de te fazer um café, um carinho nas coxas, te escrever um poema embaixo do Sol, te lambuzar de sorvete e todas as coisas mais que são explícitas quando a gente finge que é criança e acredita no amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu sei que você queria um cara pra mostrar nas festas mornas de família, apresentar aos amigos no sábado à noite, dormir com carinhos espontâneos nos domingos sem propósito, confessar que odeia cerveja e ama as rimas do Roberto Carlos; um cara pra transar gostoso no sofá da sua casa, pra rodar com você atrás de roupas novas pelas lojas de departamento, pra te presentear diariamente com um "gosto de você" que faz tanta diferença pra você, pra olhar nos seus olhos, colocar uma mecha de cabelo pra trás da sua orelha dizendo ora que você está errada, ora que vai ficar tudo bem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Um cara pra pegar na sua mão embaixo de um sol de &amp;nbsp;33° sem se importar com o suor entre os dedos, pra coçar a sua cabeça até você dormir, pra deixar você rodar o volume do som do seu carro até onde você quiser, pra te aceitar embaixo do chuveiro lavando o cabelo sem disfarces; um cara pra enroscar os pés nos teus sem você pedir, pra colocar a mão no seu coração e (des)acelerar os batimentos por você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas, eu também queria alguém para sustentar um andar de mãos dadas, chorar pra ouvir sem falar nada, mostrar que o mundo é cruel mas a gente pode zombar dele, alguém pra beijar apertado debaixo da roda gigante e confiar amarguras sem nexo enquanto o carro segue pela estrada. Alguém pra implicar com a minha necessária solidão sem soltar da minha mão, pra ler meus poemas, beijar meus olhos e não se importar tanto com a minha mania de fugir volta e meia por aí. Alguém que lesse o meu "eu te amo" no silêncio, que reparasse a mudança de cor do meu olhar junto com as estações do ano, que me ligasse &amp;nbsp;sem sentir saudade, apenas lembrando presença. Alguém pra acreditar comigo no Paipai Noel e no tudo e qualquer coisa que fica tão mais bonito no mês de dezembro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sabe, o mais importante nunca foi você desabotoar seu short jeans, ficar feliz em vinte minutos, levantar da cama, me surpreender com uma receita de macarrão inventada na hora e me selar um beijo de promessa eterna e prematura. Eu&amp;nbsp;sempre gostei e preferi aquela sensação de ver o amor saindo pela porta da frente, entrando no elevador sem olhar pra trás. Como quando eu assistia você secando os cabelos na frente do espelho, vestindo uma blusa nova que eu tinha acabado de te dar sem você se quer me dizer obrigado, sustentando o orgulho de querer tanta coisa sem saber o que queria da gente.&amp;nbsp;Ou quando eu decretava que estava indo embora sem mais poréns, sabendo que você ia ficar sozinha, ameaçando romper a última lágrima de insatisfação.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É, eu nunca desejei que a gente se pertencesse num contrato vitalício de sinceridade&amp;nbsp;–&amp;nbsp;porra, a gente mentiu tanto um pro outro e lambeu tanto as feridas um do outro e confessou tantos segredos fundos um pro outro e cuidou tanto um do outro, que não tinha espaço para cobrar qualquer coisa do tipo "não me esconda nada". Caramba, eu sempre te amei nas resistências,&amp;nbsp;cadências&amp;nbsp;e inconstâncias das nossas diferenças em comum que um dia você conseguiu prever. Eu quis o inverso, o corpo nu dissecado sem censuras, que é a única forma de a gente se encontrar e se descobrir numa sinceridade espontânea. É, eu também&amp;nbsp;te amei no seu lado B&amp;nbsp;–&amp;nbsp;aquele que ninguém nunca gostou de escutar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sei lá, eu queria sentir aquela coisa toda de te perder e te ganhar, não te entender e te respeitar, poder conjugar no sereno o verbo torto de amar assim. Porque o amor precisa daquele desequilíbrio perfeito, o lugar-comum onde nenhum dois dois consegue acessar, o frio na barriga constante-clichê que é o combustível pra gente andar. É de pirar, eu sei. Agora, não me leve a mal, não me leve a sério. Preciso de um final para este texto e já apaguei dezenas de linhas de despedidas com frases de efeito e mensagens consentidas de incertezas. Não colou. Não por acaso, a gente fica assim mesmo: pelas metades, como de praxe. Pra não perder o costume e o que quer que seja que exista entre a gente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3708454228700321653?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3708454228700321653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3708454228700321653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/12/ca-entre-nos.html' title='cá entre nós'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6937151986031780093</id><published>2010-12-20T10:45:00.002-02:00</published><updated>2010-12-20T10:53:03.256-02:00</updated><title type='text'>declaração pública sobre você e o tudo mais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu te imagino se arriscando de novo em um &lt;i&gt;fettuccine&lt;/i&gt; ao molho branco, mordendo o lábio inferior e sussurrando baixinho as promessas que me fez há sete, oito meses atrás, enquanto agora cozinha sozinha pra dois num domingo à noite. E depois que você serve os pratos, põe o pé sobre a cadeira daquele jeito desleixado pouco importante de quem não deseja ser importante, tomando o segundo gole de vinho, lembra que era pra garrafa estar mais vazia comigo do lado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu sei, nossas noites não são mais as mesmas desde que a gente desencontrou nossas almas daqueles planos e nossas cabeças daquele seu travesseiro ralo que servia pra dois.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E é olhando lá pra frente, na ponta da última curva da BR-381, de onde eu saia &amp;nbsp;todos os sábados, domingos, feriados e quartas-feiras improváveis, que você consegue sentir o coração apertado de verdade. Eu posso ver seu olhar assumido de quem ainda chora escondido e fecha os olhos pra suspirar sozinha na cozinha vazia de casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Você, que fita o próprio reflexo no espelho estreito do seu quarto, acertando o pó de arroz no nariz e conferindo a modelagem dos seus cílios. Olhando perdidamente e tardiamente no fundo dos seus olhos verdes desbotados para tentar achar a si mesma num brilho qualquer ali dentro. É quando consegue se encontrar na fumaça da minha lembrança, escorado na borda sua cama, sem me importar com seu short jeans curto, dizendo que seu cabelo fica muito mais bonito partido contraditoriamente de lado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aí você lembra que é bonita, fica bem de arquinho, pode repetir aquela bota de couro cano alto três vezes na semana sem sair de moda e usar maquiagem até para ir à padaria, se quiser. E isso é tudo pra você se decidir de vez, passar a mão nas chaves do carro e abrir um sorriso honesto de felicidade de quem não precisa de disfarces pra Viver agora. É quando você consegue ser bonita deixando de lado aquela personagem que precisa ser fingida rotineiramente sabe-se lá por quê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ah, você tem tantos truques, manias e vontades que esconde do mundo pra ninguém reparar que você só quer ser você mesma, apenas você mesma sem todos esses por menores que as pessoas usam para ficar bem. Eu te encontro e vejo todos os buracos falhos do seu rosto, todos os cantos onde a sua maquiagem nova não conseguiu preencher.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Suas unhas pintadas em cores estranhas, descascando propositalmente pelas beiradas, dizendo que você é incompleta, imperfeita e infeliz, mas pode continuar sorrindo assim mesmo. Seus dentes pouco amarelados pelos cigarros de anos atrás.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Suas mão frias, que não sabem o que é carinho &amp;amp; calor espontâneo de ter alguém do lado pra te ouvir sem censura há um bom tempo. Seu jeito de morder a boca ora para o lado direito, ora para o lado esquerdo, balançar a cabeça, suspirar uma desculpa mal arrumada e dizer que agora já tem que ir embora por qualquer motivo banal. Veja bem, meu bem. Eu sei de todos os seus disfarces.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu decorei a pronúncia de todos os seus fonemas e todas as expressões faciais displicentes que você reproduz quando a gente se vê. Eu sei o tempo certo que seu sorriso vai abrindo, abrindo e abrindo aos pouquinhos enquanto eu te conto um caso. Eu sei a forma perfeita do seu nariz e o jeito certo que seu piercing se encaixa ali, todas as gírias novas que você começou a usar, quantos dedos o seu cabelo preto escorrido já cresceu nesses dez meses e quantas histórias pouco convincentes você ainda vai contar pra me distrair e se auto-afirmar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 19px;"&gt;Eu sei de cor as suas desculpas esfarrapadas e mentiras, suas resistências bobas em negar os 220 volts que existem entre a gente. &amp;nbsp;Todas as suas manias e teorias da Vida, sua filosofia de quem nasceu apenas pra fingir, seu descaso com o amor e suas negociações com o destino para conseguir levar uma vida de mais sorrisos fáceis e menos fronhas molhadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E, agora, exatamente agora, enquanto você vai comendo essas linhas, engolindo esses nós da garganta e endireitando o seu corpo desconcertado na cadeira, eu sei o que você está pensando. "Não é possível que você me invada assim, não é possível". Não tô nem aí para o que sei de você. Agora eu só estou esperando você assumir baixinho pra si mesma que não aguenta mais essa ausência e essas falsas aparências.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 19px;"&gt;Estou esperando você olhar para os lados, tirar o celular do bolso apertado da sua calça jeans, discar meu número e soltar qualquer uma das suas frases de efeito, qualquer sim engasgado de supetão&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;–&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e eu nem me importo se logo depois vier aquele tu tu tu do outro lado da linha para evitar nossa vergonha de se assumir. Porque eu cansei das minhas entrelinhas e das suas mensagens de madrugada que só afinam nossas vontades de longe.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 19px;"&gt;Eu só quero que você assuma neste exato instante, de uma vez por todas, que aceita sim o nosso destino torto: ficar junto pra sempre até amanhã de manhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E então?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6937151986031780093?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6937151986031780093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6937151986031780093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/12/declaracao-publica-sobre-voce-e-o-tudo.html' title='declaração pública sobre você e o tudo mais'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-4968365555356873070</id><published>2010-12-17T15:54:00.000-02:00</published><updated>2010-12-17T15:54:51.935-02:00</updated><title type='text'>eu te encontro e não preciso pensar no depois</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Então vens e me invades e me tomas pelo braço, pela camisa e pelos seus cílios nervosos que falam rápido demais nessas entrelinhas estranhas que existem entre a gente. Então me calo, me viro de costas, acendo outro cigarro, fito o horizonte enquanto você me olha de esguelha, esperando resposta daquilo que nem teve a coragem de perguntar. Te ignoro aqui dentro de mim, te dissolvo em pedaços tortos para distribuir tudo isso por veias, artérias, pulmão, pele, olhos cheios d’água – a maneira mais simples de levar as coisas. Reparo nossas conversas marcadas pelos mesmos anseios e galanteios de sempre, sem me surpreender com as nossas mesmas promessas descumpridas pouco convincentes que fazemos volta e meia um ao outro. Hoje tudo é mais fácil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esse amor que é displicentemente reduzido a amor mesmo não sendo simplesmente amor. Essas mentiras escritas num pretérito-imperfeito que contradizem o suor das nossas mãos, as interrogações de expressões faciais que não conseguimos evitar, nem descrever – sabe, aquelas coisas que ficam desenhadas involuntariamente nos nossos rostos dizendo tudo aquilo que a gente queria? Pois é. Você soletra palavras difíceis de saudade, como se isso pudesse reagir ou substituir o que existe de verdade nos nossos olhos quando a gente se encontra e se perde e vai embora e hesita nas mensagens de madrugada e chora e põe reticências no silêncio. Tá tudo muito além disso tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na nossa história não existe aquele “fica?” antes de ir embora. A nossa hora sempre está passada da demora. Carinhos de partida, abraços de quem não se encontrou: é quando vejo que a cada encontro dos nossos desencontros existe a condição de estarmos infinitamente longe, separados pelo buraco do freio de mão do seu carro, distantes pelo filete de tempo certo que temos para olhar fundo dentro dos olhos um do outro dizendo um bilhão de coisas subentendidas. Creio que longe é o nosso lugar de bem, ainda que nosso destino seja, inevitavelmente, outro.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-4968365555356873070?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4968365555356873070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4968365555356873070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/12/eu-te-encontro-e-nao-preciso-pensar-no.html' title='eu te encontro e não preciso pensar no depois'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-5411494840352385375</id><published>2010-12-13T15:00:00.000-02:00</published><updated>2010-12-13T15:00:25.067-02:00</updated><title type='text'>como dois estranhos num lugar comum</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não é estranho: ter uma conversa dessas assim atravessadas no meio da tarde, com tantas coisas ainda escondidas nas pontas dos dedos, tantas vontades contidas na saliva, essa infelicidade despreocupante assumida e o desejo maior de afirmar que estamos bem? Mesmo antes de te ver eu pude perceber que seus olhos estão da cor do mar – um verde-azul fácil de gostar. Seu gosto tá tão doce, mesmo que agora venha acompanhado de uma folhinha de hortelã pra amargar um pouquinho o final. Eu estava com muitos disfarces da última vez que você me tocou, da última vez que você conseguiu entrar em mim, acender a luz e dizer olá naquele eco infindável&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;– faz tanto tempo&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. Ai, &lt;i&gt;baby&lt;/i&gt;, você nunca sabe de nada. Nunca. E eu nunca me importo. Nunca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nas duas tardes seguintes da nossa conversa atípica eu passei o dia pintando vitrais de cores vivas jogados ao sol, botando Vida nas coisas. Sorrindo e sorrindo e sorrindo despretensiosamente, arrumando armários, fitando uma faixa de luz estirada num canto estático do meu quarto, assobiando pra moças dispersas na calçada. Não sei te explicar nada do que você, de repente, quiser descobrir da gente. Sei apenas desse seu ar de mulher resolvida que se desmancha toda vez que eu bato olhos nos olhos com você, toda vez que a gente esbarra mãos, um ou dois fios de pelo do braço ou ainda quando a gente se propõe a ouvir palavras certas um do outro, transtornando as escolhas vagas que ainda não fizemos. Sei do Cazuza que fica soletrando rouco no meu ouvido essas bombas atômicas que você insiste em jogar na minha cama pra tentar me acordar. E também dos desejos que sua mente infantil alimenta e o seu hálito de mulher exala com um medo explícito de querer Viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Às vezes me dá pena da gente, que mal mal sabemos do mundo que estamos dentro, mas insistimos no melodrama agudo, instalado em canções batidas que ouvimos com cara de nada indo do trabalho pra casa, de casa pro trabalho. Às vezes me dá alegria da gente: que sorrimos anteontem um pro outro dizendo pelo fundo dos olhos "eu te amo, fica bem". Ninguém viu e não precisou daquelas mensagens e declarações escondidas de força-amor depois que você pegou seu carro e eu o meu caminho. Foi, como o vento que dançou entre os nossos risos e apertos de olhos desconfiados antes do "beijo, tchau".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 150%;"&gt;Fiz uma pausa agora pro café/cigarro e não deu pra passar mais dessa linha. Cursor piscando na tela, quinze pras três da madrugada. Ai, palavras. Sabe, essas coisas que não saem do lugar, que se perdem e insistem em se ligar por uma inevitável linha de costura desfiada, por marcações cerradas no papel. &amp;nbsp;Essas coisas, que feito eu e você, se dividem em hiatos, se afirmam em rimas e em buracos brancos subliminares entre os parágrafos. No final das contas, essas coisas acabam em gavetas, páginas viradas e livros encaixotados que a gente revira de tempos em tempos procurando um marcador de texto velho, talvez um trevo de quatro folhas, ou um bilhete amassado de meses que ainda sirva pra hoje. Sim, essas coisas todas que nunca morrem. Apenas passam sem obrigação de voltar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 150%;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 150%;"&gt;Você procura, eu sei. Porque eu te guardei, mas não fiquei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-5411494840352385375?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5411494840352385375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5411494840352385375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/12/como-dois-estranhos-num-lugar-comum.html' title='como dois estranhos num lugar comum'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-5208936358124209547</id><published>2010-12-09T00:28:00.000-02:00</published><updated>2010-12-09T00:28:15.487-02:00</updated><title type='text'>muito além das montanhas e dos gritos do mar</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pensei em subir a serra, contornar o litoral e descer as montanhas para ver o mar. Preciso chorar na praia, com nuvens cinzas me abençoando, o sol se afastando e todos os pensamentos tênues entre fazer a escolha certa e não saber qual é a escolha certa dançando nas nossas emoções. Eu prefiro acreditar que esse ato urgente não demora, chega logo mais sem necessidade de pedidos desesperados para Deus ou insanidades sentimentais transtornando nosso raciocínio. Eu não sei há quanto tempo não consigo ter uma noite de sono decente, há quanto tempo me sinto alheio a essa coisa toda que vocês tratam com tanta beleza nos olhos, há quanto tempo não tenho um puto no bolso, nenhum troféu na estante pra lustrar, nenhuma carta sincera da semana passada pra responder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E também não sei explicar como não dei falta de nada disso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sigo escrevendo ao vento e ao léu para me manter vivo. Como quem não interpreta sentimentos, não ajeita estragos e não se preocupa com alternativas para se manter são. Coloco vírgulas, porens, porquês e verdades veladas, acrescentando p.s’s de palavras frágeis de força que eu imagino serem capazes de arrancar sorrisos da alma. Duas, três da madrugada: eu abrindo a geladeira pra pensar e questionar se existe serenidade sincera nesse mundo. Ninguém que dorme com espinhos no peito pode estar em paz lá fora, meu amigo. Ninguém. Vivemos todos entre suspiros e fantasias vãs de conceitos passageiros, sustendo um fio gasto de esperança de querer ser feliz. A graça de tudo isso é que amanhã de manhã poderemos realmente estar subindo a serra, contornando o litoral e descendo as montanhas para então conseguirmos sorrir de frente ao mar. Sorrir...pra nunca mais chorar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-5208936358124209547?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5208936358124209547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5208936358124209547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/12/muito-alem-das-montanhas-e-dos-gritos.html' title='muito além das montanhas e dos gritos do mar'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-9020730812663161419</id><published>2010-12-05T21:52:00.000-02:00</published><updated>2010-12-05T21:52:03.317-02:00</updated><title type='text'>não haverá mais outro ontem</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-size: small; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já não temos mais coragem de voltar e pedir para ficar como se ontem não tivesse chovido, como se a gente não tivesse fugido de casa tão certo de ir de vez. Não pensamos mais em maças quando sentimos saudades, não damos telefonemas de madrugada quando o calor incomoda, não pedimos colo, nem rezemos para Deus.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Nos auto-proclamamos tão livres, sem chorar pelo tempo que começa a apagar rostos, gestos e marcas que eram para durar – assim como aquele gosto doce que a gente jurou estar preso entre nossos lábios sedados, &amp;nbsp;enganados e ingênuos demais pra provar o depois. Já não temos mais compreensões infantis de simplificar discussões em “sim” e “não”, em usar justificativas como a razão e o coração. Nunca mais usamos reticências para falar de amor, nem sentimos mais o medo da falta de precisar esquecer. Sonhamos sim, com tudo diferente, com tudo igual como talvez não tenha acontecido, com tudo que não é mais meu&amp;nbsp;–&amp;nbsp;e nem seu. Sorrimos agora porque mesmo perdidos nos meandros de vagar por caminhos indecisos, ainda sonhamos em Ser e Ter.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sim, nós temos muita vontade de Viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-9020730812663161419?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9020730812663161419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9020730812663161419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/12/nao-havera-mais-outro-ontem.html' title='não haverá mais outro ontem'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-8871283381911201501</id><published>2010-12-01T11:22:00.000-02:00</published><updated>2010-12-01T11:22:20.670-02:00</updated><title type='text'>é sempre cedo para dizer adeus</title><content type='html'>&lt;div style="margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Continuo relembrando os últimos acordes de “Yestarday”, os gritos, as lágrimas e os isqueiros levantados para o céu. Talvez seja por isso que ainda não voltei pra casa, não&amp;nbsp;dei um telefonema&amp;nbsp;honesto, não escrevi um postal para dar notícias e ainda estou estirado no gramado do Morumbi, vendo a madrugada passar, escrevendo versos soltos num rascunho qualquer. Acho que perdi meu bilhete de ônibus marcado para as sete horas da manhã seguinte – uma passagem de volta&amp;nbsp;praticamente vencida pelo tempo que eu não sinto mais passar. Não sei como meus cabelos chegaram a esse ponto de se perderem pelas bordas, quando minha barba começou a enrolar e quando meu coração começou a pensar mais do que simplesmente bater.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vejo os vendedores de água, as adolescentes de calças pretas justas, os cinqüentões de jaquetas de couro, a juventude vanguardista: todos os&amp;nbsp;que cantaram juntos aquele “nana nananana nananana hey jude” simplesmente lindo. Agora vai todo mundo sentado em&amp;nbsp;algum canto em que é possível&amp;nbsp;reparar a Lua envelhecida brilhando no céu, atravessando conversas e olhares extasiados, sorrindo e sorrindo e sorrindo sem pretensões. Pouco a pouco&amp;nbsp;aparecem as&amp;nbsp;camisas nos ombros, braços dados, mãos nas cinturas, os últimos goles de cerveja: pessoas indo embora.&amp;nbsp;Me deu um aperto contido no peito quando finalmente ouvi&amp;nbsp;o chamado de&amp;nbsp;“vamos partir agora, meu velho?”. Fitei o céu mais uma vez procurando estrelas ou&amp;nbsp;algum outro sinal qualquer que eu pudesse me apegar. Levantei, enfiei os dedos pelas&amp;nbsp;entradas dos meu cabelos, vesti&amp;nbsp;uma camisa e dei bom dia para Sampa esperando que ela me pedisse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;– Fica?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-8871283381911201501?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8871283381911201501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8871283381911201501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/12/e-sempre-cedo-para-dizer-adeus.html' title='é sempre cedo para dizer adeus'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-392978975930506152</id><published>2010-11-26T14:16:00.000-02:00</published><updated>2010-11-26T14:16:58.017-02:00</updated><title type='text'>entre delírios &amp; dilúvios imaginários</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Agora me enxergo em todos os espelhos das minhas lembranças,&amp;nbsp;nos reflexos das verdades sentimentais que não aguento ouvir. No suor e&amp;nbsp;no calor que não deixam a gente dormir; na ducha fria, com minha face&amp;nbsp;embaçada nos azulejos do banheiro ao som de uma música que fala tanto de mim...e penso que de você também. Apesar dos tormentos e das noites insones, digo que agora finalmente posso me pertencer&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;ainda que parte de mim seja você.&amp;nbsp;É que&amp;nbsp;hoje&amp;nbsp;posso cantar, arranhar meu violão, chorar na multidão e escrever todas as cartas de amor que a Clarice insiste em ridicularizar. Não tenho mais&amp;nbsp;coração pra perder, nem medo de errar. Eu posso sambar e sorrir, sabendo que o&amp;nbsp;eu tenho no peito não passa no carnaval que você faz aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-392978975930506152?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/392978975930506152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/392978975930506152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/11/entre-delirios-diluvios-imaginarios.html' title='entre delírios &amp; dilúvios imaginários'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3730279424614028657</id><published>2010-11-23T17:56:00.000-02:00</published><updated>2010-11-23T17:56:44.392-02:00</updated><title type='text'>essa não é mais uma carta de amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É mentira que você se perdeu da gente, como quem se esquece de propósito de lembrar para dizer que agora vive em paz&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. Devo contar que eu não sei de absolutamente nada do que se passa em mim, nem tão pouco em você. Mas sei que você mente, talvez como eu também faça, apenas para se afirmar, para não pensar tanto, mesmo que reviva às vezes coisinhas particulares que fazem a gente sorrir e chorar ao mesmo tempo. Acontece que entre um lance e outro dos nossos encontros eu vejo saudade. E saudade passa num abraço, num beijo na bochecha, num carinho de dez minutos&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;que é exatamente o que a gente faz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É mentira que você consegue se esquecer das visões psicodélicas de nós dois quando se embebeda com cerveja e tequila. Blá, blá, blá esse papo de ficar bêbado. Você bebe para que aconteça alguma coisa&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e invariavelmente é a gente que acontece em flashbacks estranhos e imprecisos de recortes que vivemos, tentamos e almejamos ser. Estamos ali: nas curvas da 381, nas gramas de todos os parques da cidade, nas letras de todas as músicas piegas que nem falam mais da gente, nos postais de paisagens bonitas que não compramos nas lojas de presentes das rodoviárias e na Lua que um dia apontamos juntos nas madrugadas escuras de uma esquina suja da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É mentira que fomos a história mais bonita que mereceu um filme, um livro ou um disco inteiro de rimas pra todo mundo cantar junto. Fomos a coisa mais imprecisa que esse mundo já viu, o incerto tão torto que nem era pra acontecer, a loucura mais insana de amor que alguém um dia cometeu. Não é exagero, é que vivemos literalmente de mãos dadas a espontânea fe-li-ci-da-de, uma palavra que não se encontra mais por aí em qualquer lugar. Amamos a gosto e contragosto, com dor, calor, verdades e mentiras mal contadas entre os mais sinceros beijos e abraços de partidas e chegadas. Cuidamos um do outro como quem não espera o outro dia acontecer. E realmente, não vimos o sol do próximo dia nascer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Te digo então que é mentira essa coisa toda de "não deu", esse resquício de foi-mas-não-foi, as perguntas do tipo: como é mesmo que isso se deu, &lt;i&gt;baby&lt;/i&gt;? Não faz diferença o que aconteceu, nem pra onde a gente foi no depois que passou. Porque eu sei que pra vida toda é o que a gente carrega no peito, e não simplesmente no andar junto de mãos dadas pra sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3730279424614028657?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3730279424614028657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3730279424614028657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/11/essa-nao-e-mais-uma-carta-de-amor.html' title='essa não é mais uma carta de amor'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-664871480544841333</id><published>2010-11-19T19:25:00.000-02:00</published><updated>2010-11-19T19:25:33.086-02:00</updated><title type='text'>não existe a hora certa de partir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Preciso ir embora, eu sei. Não simplesmente fugir, como um artifício vago e pouco criativo que pratico de forma ilusória todas as vezes que me afogo na cerveja ou quando esqueço o telefone. Preciso da liberdade, da sinceridade espontânea nos nossos sorrisos que só querem viajar: sem lar, sem comida, sem porquê – carregando uma lembrança que ora chamamos de amor, ora de dor. Sim, estou errando. Errando como nunca pude acertar antes, acredito. Levo minha vida em porta-retratos empoeirados e em horizontes verdes de novidade. Em contradições, em medos, voltas e reviravoltas. Sem crença ou fé, sempre rindo como um palhaço de Soleil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não acredito em cartomantes, ciganos, astrologia, nem destino, não é nada disso. Esse zum zum zum no nosso ouvido e esse tum tum tum no nosso coração é só o medo de ir embora, não é nenhuma profecia de que as coisas vão dar certo ou errado. É um medo que até sente pena da gente e acha um jeito de nos confortar, no meu caso, através de um cachorro que dorme ao pé da cama e por meio de algumas cartas bonitas que chegam em guardanapos de bar. Penso que uma hora ou outra tudo muda, os relógios param, as árvores crescem, alguém te escreve uma mensagem no espelho ou num pensamento de saudade no meio da noite. Imagina?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E é por isso então que acordo todos os dias pensando em alguma coisa real que vive do outro lado do muro, do lado de lá que a gente se permite acreditar. "Eu acredito, eu acredito, eu acredito", susurro baixinho fazendo figa. Tenho vivido de uma paciência que nunca tive, acreditando no sentido fiel da palavra de verdade. Acho que é porque ouço o Vento soprando e o Tempo passando rápido demais, sentindo que uma hora ou outra eles levam a gente sem a necessidade de se encontrar, aí então sem pressa de um dia ter que voltar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-664871480544841333?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/664871480544841333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/664871480544841333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/11/nao-existe-hora-certa-de-partir.html' title='não existe a hora certa de partir'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-8989294854286164684</id><published>2010-11-10T21:22:00.000-02:00</published><updated>2010-11-10T21:22:07.341-02:00</updated><title type='text'>carta para os domingos em que não houver sol</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ventos de fim de tarde, cinza indeciso no céu. Tudo bem piegas como o restinho da primavera que trouxe um beija-flor dançando na minha janela. Você do outro lado da cidade, vivendo seus transtornos de Amélie Poulain, delirando frágeis teorias de felicidade em mil divãs. Eu te percebo. E te escrevo porque uma coisa dentro de mim me tira da cama, pega na minha mão, me mostra os papéis em branco sobre a minha mesa e reflete sua imagem ora sorrindo, ora chorando, ora pensando em morrer. É como se pela ponta dos dedos, batendo à máquina, eu viesse te dizer: ei, &lt;em&gt;baby&lt;/em&gt;, como eu gosto de você. Simples. Veja que hoje não tem sol e nem faz frio, hoje faz um dia que faz falta alguma coisa. E eu sei muito bem que isso te traz aquele nada profundo &amp;amp; clichê de querer desistir do mundo – ou seria o mundo desistir de você? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ah, você lá com suas incertezas, suas novelas na TV, sua cuba libre&amp;nbsp;pela metade&amp;nbsp;e seu amor próprio tão impróprio pra você mesma. É tudo distração para o buraco fundo que você tem aí no peito. Mas, saiba que não há mal nenhum em se afundar, em se perder, em desistir, em não conseguir gritar pra se salvar e jamais se encontrar. E é por isso que estou aqui, sorrindo e abrindo os braços pra te acolher num abraço de silêncio, sem você precisar entender bem o porquê. Enchendo suas tardes de domingo, te sussurrando ao pé ouvido: “fica feliz, fica feliz que vai funcionar”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porque é isso que importa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tá tudo bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-8989294854286164684?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8989294854286164684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8989294854286164684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/11/carta-para-os-domingos-em-que-nao.html' title='carta para os domingos em que não houver sol'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2109214449302490107</id><published>2010-11-08T13:09:00.000-02:00</published><updated>2010-11-08T13:09:49.849-02:00</updated><title type='text'>pergunte ao pó</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana;"&gt;Me acostumei a escrever cartas de longe e fazer ligações em datas aleatórias ao invés de estar ali do lado o tempo todo numa batalha contínua para conquistar carinho e afeto e presença de palco. Não sei regar jardins para ganhar a Vida. Mas não me esqueço de mandar lembranças singelas &amp;amp; sinceras dizendo: “gosto de você”. Eu fico com a memória, com a saudade e com o&amp;nbsp;abraço apertado posterior. Veja bem, estou mais longe do que perto em todas as ocasiões, e a distância é mais que o Tempo, é mais que esse Deus que a gente nem sabe onde encontrar, é mais do que aquele Nós Dois de fé, tão bonito &amp;amp; perdido nos meus blocos de anotações envelhecidos. É que a distância bate na sua cara dizendo "já foi", e aperta o seu peito em noites improváveis sussurrando "ficou".&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;Talvez faça diferença,&amp;nbsp;então &lt;/span&gt;saiba que eu sempre rabisco a mesma palavra no inverno&amp;nbsp;– sete letras começando pelo "S". Sorrindo, sempre sorrindo por tudo que um dia pintou meus dias de azul ou doeu o bastante porque tinha de doer mesmo.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana;"&gt;Eu vivo&amp;nbsp;no vento, no pensamento e nos bilhetes amassados que&amp;nbsp;ficaram esquecidos e permitidos&amp;nbsp;numa caixa de sapatos bem no fundo de um guarda-roupa.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana;"&gt;Vou escrevendo junto a um céu nublado,&amp;nbsp;chateado e&amp;nbsp;resguardado&amp;nbsp;num choro que volta e meia desce pelas nuvens cansadas de segurar a pressão.&amp;nbsp;Mordo o lábio inferior, reparo o&amp;nbsp;violão na cama,&amp;nbsp;os livros na estante. Tenho o meu lugar – penso eu. Ah, sim. Mas me ocorre desabafar – porque é verdade – que por um suspiro de segundo sinto falta de ficar. Sinto falta da demora, da conversa sem pressa de voar e do sentimento marcado de saber a hora de entrar pela porta da frente sem hesitar. Mas assumo, e talvez entenda, não sei bem, que toda vez que venta bate uma coisa forte dentro da gente querendo levar. E leva, sempre leva pensando em não voltar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2109214449302490107?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2109214449302490107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2109214449302490107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/11/pergunte-ao-po.html' title='pergunte ao pó'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7247525015538817693</id><published>2010-10-22T14:23:00.000-02:00</published><updated>2010-10-22T14:23:08.633-02:00</updated><title type='text'>como os versos de um certo Chico</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu lá naquela fase bossa nova, violão no colo, banquinho à meia luz no palco, olhando pessoas estranhas e dispersas na plateia. Rabiscando versinhos sobre as reticências do meu peito: parágrafos após parágrafos seguidos de um-dois-três-pontinhos de silêncio. Ai, uma vontade imensa de compor um samba bonito que fale do Sol, das pernas bambas de andar sumido e de um par de olhos doces sempre lembrados em fins de tardes quentes de verão. Tenho fotos 3x4 na carteira, histórias vivas pra imaginar &amp;amp; repassar e sim, uma tristeza inacessível que acho-que-quase-sempre modulou&amp;nbsp;o meu jeito de andar. Falei em amor na semana passada, mas preciso mesmo é de dividir uma coisa de verdade, entregar uma puta carta bem escrita, botar olhos nos olhos, abrir um vinho tinto e ver que existe verdade-de-verdade no íntimo dessas almas cansadas de buscas pessoais. É nessa de assumir nossos pontos fracos, amarrar os sapatos para sair de casa e sorrir contando alguma coisa boa do mês passado que nós conseguimos sobreviver.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;gente acorda, arruma a cama, fuma um cigarro e prega no espelho um bilhete escrito “vá pra frente”. Funciona. Tenho a impressão de que vez ou outra e&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ncontramos lá dentro da gente um sentimento de sinto-uma-coisa-boa-que-não-dá-pra-explicar, coisa a toa e boba que faz a gente caminhar. Eu sinto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7247525015538817693?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7247525015538817693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7247525015538817693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/10/como-os-versos-de-um-certo-chico.html' title='como os versos de um certo Chico'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7347125613772126098</id><published>2010-10-14T21:15:00.000-03:00</published><updated>2010-10-14T21:15:13.717-03:00</updated><title type='text'>orgulhosa demais, frágil demais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Toda sexta-feira ela tira a calça jeans, põe uma regata preta básica e dorme de maquiagem. Fecha a cortina blackout do seu quarto e chora vez ou outra sozinha, sempre sozinha, pensando nos sonhos &amp;amp; planos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;que ficaram mal amarrados nessa vida continuamente desfeita por acasos e destinos, encontros e desencontros embaralhados em sentimentos doces &amp;amp; amargos. Ela rabisca versos na agenda, toma sorvete nas tardes de domingo e&amp;nbsp;tira do varal seu short azul, um par de meias, algumas fotografias amareladas e outras dores desnecessárias. Guarda tudo num báu velho e fundo e olha pela varanda o mormaço do horizonte que dança no mesmo compasso cansado do seu coração. Ela não admite nada, bate a porta, chora e grita pela janela de casa todas as vontades e desvontades absurdas presas no seu seio apertado. O tempo passa e ela continua correndo&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;porque desde que nasceu desaprendeu a andar com passos lentos e&amp;nbsp;normais de quem espera a vida te encontrar. Gosta de carinho na cabeça e abraços apertados que&amp;nbsp;confortam mais do que as&amp;nbsp;frases-feitas que ela&amp;nbsp;gosta de usar. Está sempre se doando, entregando seus beijos e botões de rosa a amigos-amantes que encontra&amp;nbsp;nas suas noites perfeitas, logo desfeitas pela ressaca moral do sábado de manhã. Ela não&amp;nbsp;gosta de&amp;nbsp;cerveja e dá dois tragos no cigarro de palha antes de dizer alguma coisa. Pensa no amanhã, sem esperar que o outro dia nasça, sem se arrepender das feridas do ontem&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;ainda que possa desejar ter feito coisas diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Espera então, vendo lágrimas de chuva na janela, que o mundo se desmanche daqui a pouco e a carregue para um lugar em que ela se sinta leve e possa dizer "sim". Abre os olhos, cerra os pulsos e percebe mais uma vez que não conseguiu morrer. É porque v&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;olta e meia ela esquece que tem olhos verdes e chora&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&amp;nbsp;por miudezas que arranham seu coração. Talvez um dia ela fuja, com o braço apoiado na janela do seu carro e uma mão descansando no volante, olhos firmes no horizonte. Se descubra do outro lado do Atlântico, quem sabe? Não se sabe. Mas,&amp;nbsp;a verdade é que agora ela&amp;nbsp;só&amp;nbsp;quer tomar um chá quente e adormecer sem medo de sorrir. Ela quer acordar amanhã e poder dizer que&amp;nbsp;gosta de Viver.&amp;nbsp;E que sim, ela pode ouvir suas baladas romântias, usar seus argumentos repetitivos, sentir medos e angústias e continuar. Porque eu sei que&amp;nbsp;ela pode ser ela mesma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7347125613772126098?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7347125613772126098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7347125613772126098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/10/orgulhosa-demais-fragil-demais.html' title='orgulhosa demais, frágil demais'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6222563148461333247</id><published>2010-10-06T16:45:00.043-03:00</published><updated>2010-10-07T08:35:45.001-03:00</updated><title type='text'>sobre fugas, blues, segredos e sorrisos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Páginas, páginas e páginas. Todos os textos da madrugada continuam enchendo gavetas, guardados por sentimentos avulsos da semana passada e pelo &lt;i&gt;pra sempre&lt;/i&gt; que não acaba, apenas envelhece assim como tudo que sobra. Tum-tum-tum de coração sem parar no meio da noite.&amp;nbsp;Soa um B.B. King na gaita pouco desafinada, acende um cigarro e se esquece de tudo que foi prometido até ontem e também do que está por vir nas topadas das próximas esquinas. Não interessa e não compensa aceitar convites. Observo pela janela a noite que segue vazia, sempre quietinha, chorando e tentando dormir. Continuo acordado, pensando em tragédias teatrais, rotas de fuga e palavras doces que aparecem como alternativas bonitas &amp;amp; pouco prováveis. Quero dizer que não estou mais me enganando, nem mentido, nem (des)acreditando no tudo o tempo todo, assim como quem precisa encontrar a beleza de Viver ou então pagar pra ver a morte acontecer. Acho que já estão fora de moda as escolhas extremas de ser ou não ser. Minha urgência maior tem sido a verdade, assumir as saudades vez-em-quando-e-quase-sempre e dizer a mim mesmo que chorar é um indício de fraqueza muito saudável. Aí então vou vivendo e sorrindo sempre que dá, principalmente antes de sair de casa. Não falo nomes, não faço escolhas, não rotulo sentimentos,&amp;nbsp;não uso metáforas, não explico saudades. A verdade é que&amp;nbsp;estou lembrando, ah,&amp;nbsp;toda&amp;nbsp;noite&amp;nbsp;lembrando, não me importando tanto e seguindo. Nunca esperando, sempre acelerando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6222563148461333247?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6222563148461333247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6222563148461333247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/10/sobre-fugas-blues-segredos-e-sorrisos.html' title='sobre fugas, blues, segredos e sorrisos'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3073680204994789853</id><published>2010-10-01T14:21:00.002-03:00</published><updated>2010-10-01T14:40:42.077-03:00</updated><title type='text'>para não ter mais medo de acordar amanhã</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Olha, está passando das cinco da tarde e eu tô voltando pra casa com um vento frio no rosto, as mãos inquietas de vontades&amp;nbsp;volúveis e um sorriso absolutamente fácil desenhado nos lábios. Não sei o que aconteceu nos últimos dias, semanas, meses. Não fiz escolha alguma nesse meio tempo em que olhar para o céu foi a única coisa que arrancou da gente suspiros e delírios e calafrios. Cheguei a acreditar em Deus,&amp;nbsp;me embebedei&amp;nbsp;em lugares estranhos e corri contra um tempo que não existe mais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Pensei em alguém. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Agora, exatamente agora, vou filosofando pela janela do ônibus e pedindo para que o sol que enfileira os últimos fios de luz amarela pelo horizonte não vá embora ainda. Quero ter por perto essa boa sensação estranha-e-casual-e-quem-sabe-ilusória de sentir que as coisas estão flutuando sem esbarrar em nada&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 9pt;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;tudo certo em algum lugar que deveria mesmo estar. É bonito ser feliz, embora às vezes eu prefira deitar numa grama morna com o único objetivo de fechar os olhos&amp;nbsp;e ficar em silêncio, sem pedir ou querer nada. Eu sei que amanhã o mundo vai dar pelo menos umas duas voltas e pouca coisa estará neste mesmo lugar confortável de agora. Afinal, também carregamos pesos que não dão para disfarçar e volta e meia somos submetidos a acasos que reviram nossas vidas e nos ameaçam em precipícios. Mas, podemos combinar assim: ser felizes, por mais que doa e por mais que os cosmos não conspirem a favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3073680204994789853?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3073680204994789853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3073680204994789853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/10/para-nao-ter-mais-medo-de-acordar.html' title='para não ter mais medo de acordar amanhã'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6713218327842935611</id><published>2010-09-28T13:30:00.000-03:00</published><updated>2010-09-28T13:30:50.814-03:00</updated><title type='text'>todas as horas do fim</title><content type='html'>&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Veja bem, eu creio que o mundo não está acabando, mas talvez esteja desandando, desencontrando o lugar das nossas almas que agora vivem vagando por caminhos de excessos, acordando de ressaca nessas manhãs embaralhadas por angústias infantis. Ah, mas antes que o melodrama se anuncie, já adianto: eu-sou-feliz.&amp;nbsp;Só&amp;nbsp;que do meu jeito, andando de banda, carregando um amor insensato no peito, uma lembrança dissolvida em algum cheiro e uma vontade irreparável de ganhar o mundo inteiro amanhã de manhã, bem cedo. Você sabe como é: todo mundo tem buracos na alma e medo de encarar a Vida vez em quando. Daí às vezes desejo ter para onde voltar, porque acredito que todo mundo deve ter um lugar para chamar de Seu e poder chegar quando as coisas não dão pé. Ai, o tempo passando. Veja que é final de setembro e&amp;nbsp;tardiamente começou a chover.&amp;nbsp;Eu&amp;nbsp;não acredito mais em chuva na janela pra fazer a gente dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Me abraça forte pra gente acreditar que o amanhã vai nascer bonito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6713218327842935611?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6713218327842935611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6713218327842935611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/09/todas-as-horas-do-fim.html' title='todas as horas do fim'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3294067831015182509</id><published>2010-09-24T15:49:00.000-03:00</published><updated>2010-09-24T15:49:34.128-03:00</updated><title type='text'>depois dos ventos da serra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi uma&amp;nbsp;daquelas tardes em&amp;nbsp;que nós passamos olhando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;a Praça, o céu e&amp;nbsp;toda a&amp;nbsp;cidade cinza lá embaixo, imaginando o próximo passo e&amp;nbsp;o próximo laço que viveríamos adiante. Não estou preparado para nada, avisei de antemão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;vamos-e-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;seguimos-e-tratamos-de-viver, com o coração na boca e as mãos no bolso, assim como é certo do nosso jeito de Ser.&amp;nbsp;As&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;inúmeras&amp;nbsp;bitucas jogadas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;na grama&amp;nbsp;contavam quantas vidas&amp;nbsp;tinham passado&amp;nbsp;por&amp;nbsp;ali algumas horas ou semanas antes,&amp;nbsp;vidas que&amp;nbsp;se&amp;nbsp;afirmavam&amp;nbsp;na&amp;nbsp;companhia de cigarros baratos e vinhos amargos &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;– &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;talvez&amp;nbsp;uma&amp;nbsp;forma&amp;nbsp;passageira&amp;nbsp;de dizer&amp;nbsp;"estamos vivos e&amp;nbsp;é isso aí, meu velho".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Lá do alto insistíamos em ressaltar os ares de liberdade, cabelos ao vento e sorrisos espontâneos em rostos leves de serenidade. Tudo fazia um pouco mais de sentido sem precisar esquecer que existia uma dor.&amp;nbsp;Amávamos na verdade&amp;nbsp;de saber que amor acaba, sonhávamos na poesia de&amp;nbsp;lembrar que estávamos acordados e escrevíamos nossa história em moleskines que não seriam publicados mais tarde.&amp;nbsp;Ali, mais perto das nuvens, e&amp;nbsp;quem&amp;nbsp;sabe de algum Deus, existia a paz de finalmente experimentar a sensação de paz.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Sinta", alguém disse&amp;nbsp;através do&amp;nbsp;sussurro&amp;nbsp;de&amp;nbsp;alguma onda do vento&amp;nbsp;frio que dançava por entre as&amp;nbsp;nossas camisas. "Sinto", respondi nas entrelinhas de um arrepio. E sem pensar demais, ou esperar&amp;nbsp;o encontro que&amp;nbsp;volta&amp;nbsp;e meia procuramos por aí, foi possível&amp;nbsp;abrir os olhos &amp;nbsp;e dizer:&amp;nbsp;estou indo embora&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;– &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;au revoir.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sem escrever bilhetes, sem deixar saudades. Acordando para o tempo à medida que os&amp;nbsp;nossos corações batiam, simplesmente batiam lembrando de agradecer&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;– &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;e Viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3294067831015182509?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3294067831015182509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3294067831015182509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/09/depois-dos-ventos-da-serra.html' title='depois dos ventos da serra'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3381073720343973740</id><published>2010-09-18T11:55:00.003-03:00</published><updated>2010-09-18T13:05:28.863-03:00</updated><title type='text'>nossas insinceras despedidas II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda não encontrei. Nem nas bocas que não beijei, nem nos olhares que pouco desvendei, nem nas pernas, nos perfumes, nas entradas e entranhas de sexos e corações diversos. Nada que me machucasse tanto e me cuidasse tanto como você. Já senti um puta medo de acordar daqui &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;há dez anos descobrindo que a noite passada eu sonhei contigo. Mas, hoje eu&amp;nbsp;já não procuro mais&amp;nbsp;as respostas de ontem.&amp;nbsp;Não sei quando vou estar em paz, mas enfim&amp;nbsp;eu vi que você sabe negar, dizer não com a sua razão &lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;– &lt;/span&gt;e isso é o que importa. Escolher o caminho, independente do destino. Digo que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;meu sentimento mais urgente tem sido a verdade, ainda que eu peque irreparavelmente em atender essa necessidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Continuo metindo, enganando, desviando e afugentando minhas visões paranormais de nós dois. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, agora eu te deixo, como você pediu em súplica de verdade e como eu não soube fazer antes que fosse tarde.&amp;nbsp;Eu te deixo&amp;nbsp;para que todos os outros amanhãs possam acontecer sem esses resquícios de saudade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim, você vai cada vez mais longe. Primeiro da minha vida, depois das minhas vontades loucas e por último das linhas frágeis do meu coração. E isso significa que um dia, um dia realmente eu vou desaparecer. Por mais que eu queira Viver, e por mais que eu tenha aquela vontade&amp;nbsp;errada de não querer&amp;nbsp;morrer, não querer&amp;nbsp;morrer aí dentro de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"É preciso", alguém disse antes de partir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3381073720343973740?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3381073720343973740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3381073720343973740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/09/nossas-insinceras-despedidas-ii.html' title='nossas insinceras despedidas II'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3680811624050173800</id><published>2010-08-26T11:52:00.000-03:00</published><updated>2010-08-26T11:52:36.527-03:00</updated><title type='text'>nossas insinceras despedidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estou escrevendo para dizer que agora eu posso deixar você ir. Deve ser bonito isso: partir para Paris, Cuba, Veneza,&amp;nbsp;&amp;nbsp;para os horizontes distantes daqui&amp;nbsp;que prometem tantas&amp;nbsp;seduções desconhecidas. Ir para não hesitar em ficar, ir para não mais voltar. Estou escrevendo para dizer que apesar de todas as minhas vontades apaixonadas, das minhas líricas exaltadas e das minhas palavras desencontradas, eu acabei ficando&amp;nbsp;para trás com&amp;nbsp;um choro&amp;nbsp;engasgado&amp;nbsp;de quem não&amp;nbsp;quer entender&amp;nbsp;as coisas como elas realmente são,&amp;nbsp;mas&amp;nbsp;no&amp;nbsp;final das contas&amp;nbsp;acaba abrindo mão.&amp;nbsp;Estou escrevendo para dizer que apesar de negar,&amp;nbsp;eu&amp;nbsp;senti nossa despedida&amp;nbsp;acontecendo enquanto ainda&amp;nbsp;nos beijávamos e já suspirávamos por coisas diferentes no desagarrar dos lábios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estou escrevendo para dizer que sei que&amp;nbsp;temos tanto medo quanto uma vontade subentendida de&amp;nbsp;sermos sozinhos.&amp;nbsp;E não conseguimos evitar o desejo de&amp;nbsp;partir, sorrir e ir&amp;nbsp;ao encontro do desconhecido nesse mundo bandido que nos dá tanto medo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&amp;nbsp;Ah, como vamos sentir medo quando estivermos sós, vendo a Vida se despedaçar pela falta de sentido que não conseguimos lhe dar às vezes.&amp;nbsp;Sabendo que&amp;nbsp;cartas, lembranças e aquela ânsia de uma ligação no final da noite não serão suficientes, porque&amp;nbsp;nada&amp;nbsp;substitui o toque das mãos e a brisa&amp;nbsp;confortável&amp;nbsp;de um simples olhar.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por isso, estou escrevendo também&amp;nbsp;para dizer&amp;nbsp;que sinto muito, e que o muito que eu sinto&amp;nbsp;consiste em&amp;nbsp;não conseguir deixar de sentir tanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nesse ponto, segure o seu pranto se for o caso, porque eu não posso&amp;nbsp;conter o meu e alguém aqui deve sorrir quando a última palavra for adeus.&amp;nbsp;Portanto e por fim,&amp;nbsp;estou escrevendo para dizer que&amp;nbsp;aos poucos&amp;nbsp;estou me libertando, ainda que cada vez mais te amando, mas&amp;nbsp;aceitando o paradoxo de não poder te ter, nessa vontade desmedida de te querer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3680811624050173800?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3680811624050173800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3680811624050173800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/08/nossas-insinceras-despedidas.html' title='nossas insinceras despedidas'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6565638099079229261</id><published>2010-08-20T08:12:00.007-03:00</published><updated>2010-08-20T08:20:39.882-03:00</updated><title type='text'>sétimo andar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Lá de cima eu reparei a cidade inteira dormindo ao som&amp;nbsp;de uma&amp;nbsp;garoa fina que&amp;nbsp;caía nos telhados&amp;nbsp;vizinhos desejando boa noite.&amp;nbsp;Eu também desejei boa noite com um sorriso contido e fechei a janela ainda olhando alguns poucos taxistas insones que insistiam em vagar pelos principais cruzamentos do centro da cidade. Parecia que eles&amp;nbsp;consentiam um sentimento de empatia comigo,&amp;nbsp;como quem&amp;nbsp;segue dizendo&amp;nbsp;“é isso aí, meu caro, é isso aí”. Ri novamente e pensei que se felicidade era aquela boa sensação estranha de estar em paz com tudo que nem fazia tanto sentido assim, então eu era feliz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Fiquei&amp;nbsp;olhando você&amp;nbsp;fingir que dormia enquanto as pontas dos meus dedos passeavam pelas curvas tortas da sua&amp;nbsp;tatuagem inacabada nas costas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Segui subindo&amp;nbsp;pela sua nuca, orelha, ponta do nariz, boca; desci pelas suas pernas e pés, brincando com os lençóis brancos enrolados-desajeitados no seu corpo. Eu não sabia quanto tempo o Sol iria demorar para aparecer pelas frestas da nossa janela, mas parecia que a Lua que havia se posto imponente céu afora não iria embora tão cedo. Na verdade, não me lembro de muita coisa daquela noite. Só sei que eu poderia ficar ali, te desenhando com as mãos, te descobrindo e te completando à medida que eu percorria mais um pedacinho seu sem pretenção de chegar a algum lugar. Senti o arrepio desconstrolado de cada pêlo da sua nuca e vi&amp;nbsp;um longo sorriso esquecido na sua boca cor-de-rosa displicente. Do quarto 704 daquele hotel eu não queria te entender, só te proteger.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6565638099079229261?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6565638099079229261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6565638099079229261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/08/setimo-andar.html' title='sétimo andar'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6859796598522924261</id><published>2010-08-13T15:25:00.000-03:00</published><updated>2010-08-13T15:25:47.898-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De verdade? Eu quero borboletas no estômago mais uma vez. Pernas bambas, boca seca e balançar de passos bêbados na beira do viaduto. Quero correr perigo e sentir medo de perder tudo o que tenho novamente, ao invés&amp;nbsp;desse sentimento&amp;nbsp;branco de&amp;nbsp;não saber mais o que é meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6859796598522924261?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6859796598522924261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6859796598522924261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/08/blog-post.html' title='...'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-5238403476613271580</id><published>2010-08-09T01:30:00.001-03:00</published><updated>2010-08-16T11:13:14.204-03:00</updated><title type='text'>de você em mim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não posso mais regar o que sobrou.&amp;nbsp;Eu&amp;nbsp;ainda falo em amor.&amp;nbsp;E isso&amp;nbsp;significa tão pouco agora, que&amp;nbsp;já pede para&amp;nbsp;ir embora. Ninguém vai reparar quando você não estiver mais aqui. Exceto eu,&amp;nbsp;que não vou mais precisar me adaptar em driblar o que sinto por você. Você – que segue aparecendo em sonhos malucos, paisagens&amp;nbsp;batidas e&amp;nbsp;músicas repetidas por playlists aleatórias sem intenção.&amp;nbsp;Rezo sem fé para que Deus interfira em nós e&amp;nbsp;me deixe a sós.&amp;nbsp;Não quero mais morfina,&amp;nbsp;não quero anestesia, quero a cura definitiva&amp;nbsp;que&amp;nbsp;a gente pode chamar de&amp;nbsp;fim.&amp;nbsp;Eu&amp;nbsp;sei&amp;nbsp;que acabou, mas ainda&amp;nbsp;escrevo pela necessidade de expulsar o que sobrou. Porque sobrou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-5238403476613271580?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5238403476613271580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5238403476613271580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/08/de-voce-em-mim.html' title='de você em mim'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-793318677092859655</id><published>2010-07-26T08:46:00.000-03:00</published><updated>2010-07-26T08:47:40.884-03:00</updated><title type='text'>eu só sei que é preciso paixão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu não sou do Rio de Janeiro.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas&amp;nbsp;hoje me apaixonei três ou quatro vezes, como se estivesse em Ipanema, me perdendo nas beiras de saias sedutoras-encantadoras&amp;nbsp;que dançam&amp;nbsp;pra lá e pra cá no calçadão,&amp;nbsp;ao som&amp;nbsp;da bossa nova que o&amp;nbsp;mar (en)canta. Eu estava em outro lugar – quase lá.&amp;nbsp;No meio de cabelos loiros, bocas vermelhas, ray-bans estilosos, sandálias hippies, peles branquinhas,&amp;nbsp;&amp;nbsp;sorrisos abertos e olhares libertos pela percusão daquele samba de alegria iluminado de sol. Uma alegria tão grande, que só poderia&amp;nbsp;acabar em&amp;nbsp;paixão. Foi inevitável.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Me perdi nas fitas coloridas da cintura de uma menina que quebrava os quadris no compasso natural dos breques e caticundus do violão. Me envolvi por longos&amp;nbsp;segundos&amp;nbsp;nas sílabas&amp;nbsp;precisas que a garota de cachos desarrumados no cabelo&amp;nbsp;recitava&amp;nbsp;distraída para o céu. Olhei para o chão e me seduzi pelos pés descalços da moça sambando de ser feliz&amp;nbsp;naquela grama verde coberta de sol. E acabei por me&amp;nbsp;perder na falta de jeito da piscadela rápida que aquela loirinha deu para alguém que estava na minha direção. Alguém... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segui no batuque que eu fazia no peito com as mãos, rimando versos de paixão e&amp;nbsp;me encantando nos porquês de curvas, essências e carências. Feito um pobre diabo, me deixei levar pelos contornos sedutores daquelas cores, um vai-e-vem ligeiro de amores. Só ouvia a poesia do Chico dizendo, "deixe o barco correr; deixe o dia raiar; que hoje eu sou da maneira que você me quer".&amp;nbsp;Fui embora&amp;nbsp;ainda com&amp;nbsp;aqueles versos&amp;nbsp;de sorrisos fáceis na&amp;nbsp;cabeça, e com&amp;nbsp;uma sensação de liberdade que só a paixão pode te dar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-793318677092859655?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/793318677092859655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/793318677092859655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/07/eu-so-sei-que-e-preciso-paixao.html' title='eu só sei que é preciso paixão'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6702048966164893929</id><published>2010-07-12T16:24:00.001-03:00</published><updated>2010-08-14T21:03:27.906-03:00</updated><title type='text'>viajo porque preciso, não volto porque ainda te amo*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Fechei os olhos e me entreguei a um sertanejo brega, cantado por um rádio velho de carro em vozes berrantes de saudade batida. Na minha frente, uma estrada longa e quente, desocupada de gente e cheia de sentimento ausente. Que saudade da porra. Rabisquei seu nome na primeira linha de mais um envelope e só me dei conta de que eu não sabia escrever cartas de amor, na metade de uma das mais de mil respostas que eu escrevia às cartas que você nunca mandou. Estou perdido. Fudido nesse destino que virou a minha mesa pro alto, sem pedir licença. Angústia. Aperta bem apertado as minhas desvontades de tudo. Me joguei no meio da multidão. Precisava ver gente, misturar minha solidão infindável naquele mar de gente estranha que me fazia rir e distrair de alguma coisa, levando meu caminho indefinido para a incerteza de sua liberdade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É a boa sensação estranha que se instalou: a incerteza da liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tinha uma vontade louca de voltar, implorar e fantasiar qualquer história de vida confortável, mas a liberdade que me foi imposta trouxe incertezas vagas de nada. Um nada tão desprendido de tudo, que consegue fazer um sentido de vontade no mundo por si só – e unicamente por si só. Eu posso esquecer qualquer coisa por 24h num quarto de motel barato de beira de estrada. Mas, não é minha intenção. Eu tenho fome, sede e vontade de saltar no mar lá de cima daquelas rochas altas que cerceiam as águas de Acapulco. Desafiar as rochas e as águas salgadas dos mares de Acapulco, como aqueles homens fortes e corajosos fazem. Não, não estou em Acapulco, mas tenho muita vontade de Viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;*Texto completamente inspirado no longa “Viajo porque preciso, volto porque te amo”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6702048966164893929?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6702048966164893929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6702048966164893929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/07/viajo-porque-amo-volto-porque-preciso.html' title='viajo porque preciso, não volto porque ainda te amo*'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-371202451312131700</id><published>2010-06-25T15:24:00.000-03:00</published><updated>2010-06-25T17:16:51.468-03:00</updated><title type='text'>reticências</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não estou mais confuso, só não estou tão certo do que estou fazendo. Bom dia! Desejo alegremente à sua voz contida do outro lado da linha. É um alívio triste. Dormir sem me preocupar em ter que te conquistar e te pedir para ficar. Uma tranqüilidade, ainda que doída. Olhei pelo retrovisor do carro estranho que entrei outro dia e não te encontrei. Eu precisava de explicações, confissões, promessas e alguns argumentos de verdade. Você ficou pela metade. E eu acho que mesmo assim isso tem driblado, sem muita habilidade, é verdade, os porquês que eu não consigo entender. Não consigo me esquecer de te questionar todos os dias, só que tenho me perguntando também&amp;nbsp;até quando isso vai fazer diferença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tudo bem? Você vai perguntar sempre, eu sei. Querendo ir além, saber de alguma coisa nova que mantenha esse fio fino de cabelo forte ligando a gente. Não sei como funciona o desejo para não deixar você ir (de vez) de mim. Eu também quero um abraço forte e um norte. Mas isso é só uma vontade que eu posso viver sem. "Solução é a solidão de nós", como diria seu poeta preferido. Ainda que solução seja uma palavra com tão pouco significado agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-371202451312131700?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/371202451312131700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/371202451312131700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/06/reticencias.html' title='reticências'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3467763413791399936</id><published>2010-06-23T16:08:00.000-03:00</published><updated>2010-06-23T16:08:14.349-03:00</updated><title type='text'>por enquanto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu só não queria ficar só no inverno. No inverno é muito pior. De manhã, moletom nenhum dá conta desse frio que enche a gente de vazio. E o sol que dá as caras&amp;nbsp;à tarde é a nostalgia dos dias bons e bonitos que passaram. Poderia lhe pedir para voltar por algumas semanas, para acalmar o vento gelado de Julho que se anuncia desesperadamente na minha janela. Depois você poderia seguir por Agosto, a seu gosto. Mas, eu sei que não faz sentido a rima desse pedido, que no fundo não passa de uma vontade mal ressolvida. Por isso, esqueça a poesia e viva o seu dia-a-dia – que de uma forma ou de outra, também é meu ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3467763413791399936?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3467763413791399936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3467763413791399936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/06/por-enquanto.html' title='por enquanto'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2342091315362736328</id><published>2010-06-18T20:54:00.000-03:00</published><updated>2010-06-20T12:31:28.956-03:00</updated><title type='text'>rumos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Me perdi de tudo que guardei nos bolsos, na garganta e nos papeizinhos amassados de caderno com datas vencidas. Meu programa preferido tem sido sair de casa, errar endereços marcados, estar distante das coisas que estão próximas e demorar para voltar. Como eu gosto de demorar para voltar, seja lá para qual lugar eu deva estar. Eu poderia fechar os olhos mais uma vez e deixar aquele taxista da semana passada se perder duas, três, quatro vezes do caminho longe que ele tinha que me levar. É que rotineiramente estou me embebedando de coisas sem juízo e sentido, saindo perdido pelos becos loucos da cidade afora,&amp;nbsp;dormindo ao vento&amp;nbsp;na grama&amp;nbsp;morna de parques vazios, procurando sabe-se lá o que, sabe-se lá em quem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Os tempos estranhos estão aí. Nem pra explicar, nem pra confundir. Só pra sacudir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2342091315362736328?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2342091315362736328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2342091315362736328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/06/rumos.html' title='rumos'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7477524533760456686</id><published>2010-06-13T17:30:00.000-03:00</published><updated>2010-06-14T22:04:44.947-03:00</updated><title type='text'>mentiras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Você tem&amp;nbsp;me obrigado a recitar essa oração&amp;nbsp;todos os dias:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Quero que você arrume um emprego na&amp;nbsp;Nova&amp;nbsp;Zelândia, esqueça tudo, e não lembre de mim quando for comprar cartões&amp;nbsp;postais. Quero continuar sentindo a falta do calor dos seus pés embaixo dos meus lençois (é tão melhor assim). Quero de uma vez por todas um ponto final para isso tudo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Eu sei, não tem dado resultado algum. Eu penso em você do outro lado do mundo e tenho vontade de gastar o dinheiro que não tenho para pegar um avião e dizer que você tem que voltar comigo&amp;nbsp;– independente do argumento que eu tenha (ou não) para isso. Sinto o frio da ausência dos teus pés à noite&amp;nbsp;e caio no lugar-comum de te mandar uma&amp;nbsp;mensagem clichê de saudade. É que sempre que rasbico nosso ponto final, dou um jeitinho de ajeitar a perninha de uma vírgula por cima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7477524533760456686?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7477524533760456686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7477524533760456686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/06/mentiras.html' title='mentiras'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3710487702592386020</id><published>2010-06-13T16:42:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T16:45:59.383-03:00</updated><title type='text'>meio-termo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De repente nós não cabemos mais simplesmente em verdades e mentiras da nossa história&amp;nbsp;(in) definida. Choramos,&amp;nbsp;falamos, nos agarramos&amp;nbsp;e&amp;nbsp;não explicamos nada.&amp;nbsp;Apenas sentimos... e sentimos tudo.&amp;nbsp;E, assim, sem muita explicação e com muita emoção, ficamos com&amp;nbsp;o que podemos ser, apenas: distantes e ausentes, ainda que pra sempre presentes – um no outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3710487702592386020?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3710487702592386020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3710487702592386020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/06/meio-termo.html' title='meio-termo'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-5424130155595872952</id><published>2010-06-11T15:47:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T20:10:09.346-03:00</updated><title type='text'>caminhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E agora você sempre diz “se cuida” quando está se despedindo, partindo sem eu saber&amp;nbsp;ao certo o&amp;nbsp;dia que não voltará mais. Acho que é sua maneira de expressar carinho, me dizendo&amp;nbsp;para ficar bem – já&amp;nbsp;que só eu mesmo devo e posso&amp;nbsp;cuidar de mim&amp;nbsp;depois que sua ausência&amp;nbsp;se alargou em buracos&amp;nbsp;doídos&amp;nbsp;no meu peito apertado. E sem saber direito o significado completo da sua postura e dos seus dizeres, eu gostaria, antes de tudo, de saciar essa vontade compulsiva diária e inevitável que tenho de&amp;nbsp;experimentar sua boca de novo, arrancando seu fôlego e alma pra fora. Aí, sim. Depois procuro qualquer coisa que me faça te esquecer. Ainda que eu nunca pare de procurar e me iludir com algo tão impossível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-5424130155595872952?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5424130155595872952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5424130155595872952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/06/pedidos.html' title='caminhos'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7397121766480651978</id><published>2010-06-09T13:05:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T16:16:16.549-03:00</updated><title type='text'>ponto .</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Então, ficaram divididos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;pela necessidade, partidos&amp;nbsp;na cumplicidade, opostos por razões que não se explicam em rimas de sacanagem. Esquecidos pelas lembranças que hão de ficar, sempre remoendo folhas de algum canto de caderno pra rabiscar. Perdidos, velhos&amp;nbsp;amigos distantes do peito que choram em comum&amp;nbsp;um sentimento desprendido de sentido. E sobre tudo o&amp;nbsp;que não convém dizer, ainda foram escritos engasgos, medos,&amp;nbsp;anseios e velhos galanteios.&amp;nbsp;E subliminarmente, no meio das (in)verdades, as quebras de linha expressavam saudades. Foi-se o tempo, a carta e o alento.&amp;nbsp;Restou o que não conseguiu se explicar em todo&amp;nbsp;esse tempo em que essas duas mãos conjugaram o verbo amar. Restou no meu peito esse cantar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7397121766480651978?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7397121766480651978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7397121766480651978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/06/ponto.html' title='ponto .'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-4501468898126015913</id><published>2010-06-01T21:58:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T16:16:27.835-03:00</updated><title type='text'>as linhas estreitas entre querer e poder</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu sei que preciso evoluir: não me importar, não pensar, parar de escrever tanto, parar de entender tanto as coisas que não entendo, te esquecer alguns dias e&amp;nbsp;deixar que você se vá&amp;nbsp;–&amp;nbsp;como você já&amp;nbsp;me deixou tantas vezes.&amp;nbsp;Às vezes acho que é&amp;nbsp;mais necessário&amp;nbsp;te perder, do que te querer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-4501468898126015913?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4501468898126015913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4501468898126015913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/06/as-linhas-estreitas-entre-querer-e.html' title='as linhas estreitas entre querer e poder'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-1904405854948676903</id><published>2010-05-18T22:10:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T16:16:40.293-03:00</updated><title type='text'>aparências</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ela disse &lt;strong&gt;não...!&lt;/strong&gt; Assim, em rodeios, na contramão.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E&amp;nbsp;o pior de tudo é que ela ainda&amp;nbsp;duvidou de mim quando eu disse as verdades. "Que verdades, cara?" As verdades, oras.&amp;nbsp;O que eu sinto, o que eu quero, o que eu desejo, o que eu vejo, o amor! "É isso&amp;nbsp;o que você sente..?" Sim, sim&amp;nbsp;por quê? "Por nada não.&amp;nbsp;É que você&amp;nbsp;acha que sabe de prontidão que &lt;strong&gt;sim.&lt;/strong&gt; E ela acha que descobriu sem exatidão que&amp;nbsp;não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-1904405854948676903?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1904405854948676903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1904405854948676903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/05/aparencias.html' title='aparências'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6739145249299889949</id><published>2010-05-16T23:10:00.000-03:00</published><updated>2010-06-25T17:50:29.696-03:00</updated><title type='text'>lembranças de fim de noite</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todas as mulheres de nomes estranhos daquele lugar lembravam ela. No final da noite&amp;nbsp;a voz&amp;nbsp;embriagada-sacana que achava graça em qualquer mulher sem graça bacana, me falou. &amp;nbsp;"Preciso da Ana!". Eu não sei quem é&amp;nbsp;Ana, nem&amp;nbsp; o que ela fez com seu&amp;nbsp;coração, irmão. Agora, presta'tenção&amp;nbsp;que coração morre em vão gritando muitas vezes sem razão. "Velho,&amp;nbsp;não existe&amp;nbsp;razão em coração. Existe Ana!". Foi a frase mais bonita que eu&amp;nbsp;não li nos últimos livros de poesia que não comprei.&amp;nbsp;É que&amp;nbsp;o sujeito tinha deixado a beleza e a poesia na&amp;nbsp;mulher&amp;nbsp;perdida que ficou de ida, mas&amp;nbsp;não&amp;nbsp;conseguia abandonar&amp;nbsp;a carta de despedida&amp;nbsp;&amp;nbsp;mil vezes&amp;nbsp;relida. Procurou-a de novo,&amp;nbsp;mas acabou encontrando de sacanagem&amp;nbsp;uma tal de&amp;nbsp;Alana, numa quebrada de&amp;nbsp;mesa bacana. Trocou letras de lugar, beijos de azar&amp;nbsp;e ficou se iludindo&amp;nbsp;com&amp;nbsp;a imaginação daquela dama, que se confundia com o jeito&amp;nbsp;inconfundível de ser&amp;nbsp;sacAna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6739145249299889949?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6739145249299889949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6739145249299889949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/05/lembrancas-de-fim-de-noite.html' title='lembranças de fim de noite'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-8712651247350758618</id><published>2010-04-22T22:19:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T16:18:52.786-03:00</updated><title type='text'>"amor, amor... fiel me trai, me azeda, me adoça, e me faz viver"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acho que nunca entrou na minha cabeça o signifado desse tal amor, que vive pelas tabelas da vida num cartaz de "procurado", precisando ser encontrado.&amp;nbsp;Mas entendo bem&amp;nbsp;o uso e abuso de Tom, Vinícius, os poetas do rock de Brasília e&amp;nbsp;tantas outras poesias perdidas que referenciam o "amor" em rimas exageradas, prometendo o mundo do pra Sempre e as verdades incontestáveis desse sentimento quente. Entendo, como também sinto e grito esse exagero passageiro que dá toda hora, volta e meia, de meia em meia hora -- e como é bom sentir isso constantemente, como agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, eu preciso de mais do que isso.&amp;nbsp;Preciso que você me mande pra merda, sem qualquer razão --&amp;nbsp;e não peça perdão. É que eu amo na raiva e no jogar tudo pro alto, na mentira de não amar mais (lembra?), e no ainda quase sem querer, aceitar mais. Eu amo na dor, na falta de calor e no jeitinho falso de dizer que gostou. Amo na dúvida desse amor, que volta e e meia&amp;nbsp;pensa em me deixar,&amp;nbsp;e esquecer o que sou. Amo, amo, amo.&amp;nbsp; Amo nesse amor de cartaz procuradíssimo, e nesse dia-a-dia de brigas complicadíssimo. Eu amo no sentido vivo do amor... ou, no sentido que o amor estiver, seja lá qual for...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #eeeeee; font-family: Trebuchet MS;"&gt;eu amo você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-8712651247350758618?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8712651247350758618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8712651247350758618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/04/amor-amor-fiel-me-trai-me-azeda-me.html' title='&quot;amor, amor... fiel me trai, me azeda, me adoça, e me faz viver&quot;'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2340318835333234209</id><published>2010-04-18T16:09:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T16:17:53.884-03:00</updated><title type='text'>da vida que a gente vive, pra poesia que a gente canta</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu&amp;nbsp;tinha caneta e guardanapos limpos à disposição, mas não consegui escrever nada. Fui vítima de todas as canções de amor, e exclusivamente canções de amor tocadas ali, que sufocaram minha voz pobre e rouca de expressão.&amp;nbsp;Toda aquela onda de amor vivido,&amp;nbsp;consentido, atribuído,&amp;nbsp;esquecido&amp;nbsp;ou abastecido até hoje dizia mais do que meus gritos mudos soltos no meio da multidão. Eu só consegui imitar os&amp;nbsp;versos, rimas, e levadas desentonantes de guitarra e bateria das poesias rebeldes e perdidas da década de oitenta. E no meio de todo mundo que tomava tanto álcool pra cantar/extravassar, e se abraçava tanto para se encontrar, me embebedei de Coca-Cola e abri cada vez mais espaço com minha presença solitária e minha guitarra imaginária.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Eu me tornei a multidão.&amp;nbsp;Uma mulidão&amp;nbsp;de calor que podia compor todas as canções de amor, e exclusivamente canções de amor.&amp;nbsp;Incondicinalmente, no mesmo ritmo e&amp;nbsp;rouquidão de um poeta exagerado, que apesar de não dever nada pra ningém,&amp;nbsp;vai mendigar, robar,&amp;nbsp;matar, pede desculpas e traz todas as rosas roubadas para um amor exagerado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2340318835333234209?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2340318835333234209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2340318835333234209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/04/da-vida-que-gente-vive-pra-poesia-que.html' title='da vida que a gente vive, pra poesia que a gente canta'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6004208948677693953</id><published>2010-04-03T20:29:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T16:18:22.755-03:00</updated><title type='text'>transtornos I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;la prometeu ficar pro resto da vida. Me deu comida, mordeu meu corpo, beijou minha ferida.&amp;nbsp;Desceu de um disco voador vestida de noiva e pediu minha mão. Me embebedou de luz de Marte&amp;nbsp;e me levou pelas estradas do seu planeta, me contando histórias mirabolantes da vida que sabia/queria.&amp;nbsp;Adormeci nos seus braços.&amp;nbsp;Acordei e ela estava me esperando na beira da cama, com um cigarro pela metade. Me drogou, me beijou mais outras tantas vezes, e me jogou dentro do seu carro semi-novo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;Eu viajei no seu disco voador.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ela roubou meus óculos, pendurou nas estrelas embaçadas da janela do meu quarto e disse "se cuida". Invadiu minhas madrugadas pesadas de sono, aumentou o som&amp;nbsp;pro máximo e dançou até se ferir. Foi quando subitamente ela roubou minhas chaves, trancou meus pensamentos e disse "foda-se" antes de partir.&amp;nbsp;E no bilhete que ela não deixou, o endereço da sua estadia agora&amp;nbsp;era inválido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;Eu me perdi do seu disco voador.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sem sinal da sua antena parabólica, me afoguei em cartas perdidas que ela lia à distância. Eu morria duas vezes por dia - por mim e por ela. E, sem explicar,&amp;nbsp;ela simplesmente voltou num milagre&amp;nbsp;e eu ressucitei ao terceiro dia.&amp;nbsp;Chegou, trocou meu tênis furado, e me abraçou. Me fez um carinho, reparou nos meus cabelos mal cortados,&amp;nbsp;me agarrou pelo rosto, e não prometeu nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;Eu me (re) encontrei no seu disco voador.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;Enfim, ela&amp;nbsp;se abriu pela primeira vez e me pediu: "me deixa ficar".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6004208948677693953?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6004208948677693953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6004208948677693953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/04/transtornos-i.html' title='transtornos I'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-781827978232952327</id><published>2010-03-30T20:46:00.000-03:00</published><updated>2010-12-06T12:27:04.670-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meu coração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sophia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resposta'/><title type='text'>Bilhete</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Entenda que eu não espero resposta de nada. Sabe aquele papo&amp;nbsp;de Cuba, Paris, perder calotas na estrada, conversar sobre drogas com nossa filha...? Pois bem, é&amp;nbsp;o que eu fico rabiscando nas paredes, carteiras, calendários, papéis avulsos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É coisa do meu coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-781827978232952327?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/781827978232952327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/781827978232952327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/03/bilhete.html' title='Bilhete'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-782811444709815111</id><published>2010-03-01T21:23:00.000-03:00</published><updated>2010-04-18T16:13:08.877-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jack johson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cobertas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banana pancakes'/><title type='text'>Hoje não, Johnson</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu só conseguia pensar em “Banana Pancakes - Jack Johnson” enquanto você fazia uma curva leve, a tantos quilômetros por hora o&amp;nbsp;meu corpo conseguia sentir que era o suficiente para me largar no banco do carona, com pés pra cima, e cabeça lá fora, na chuva que&amp;nbsp;dizia pra ficarmos em casa (&lt;em&gt;“Você não consegue ver que está chovendo? / Não há necessidade de ir lá fora”&lt;/em&gt;). Deu vontade de engrossar os acordes praianos do Johnson com aquele violão de nylon desafinado que há uns cinco ou seis meses não sinto vibrar. Meus cabelos rebeldes sem causa lembravam que a gente podia ter ficado pra tomar café ("&lt;em&gt;Fazer panquecas de banana / Fazer de conta que é fim de semana"&lt;/em&gt;). Devíamos ter ficado com as cobertas, fingindo que o telefone não estava incomodando. Devíamos ter ficado no abraço que divide uma cama de solteiro, onde temos tudo o que pedimos e nada do que imaginamos (&lt;em&gt;"A gente realmente precisa prestar atenção no despertador? / Acorde devagarzinho..."&lt;/em&gt;). Mas, toda a pressa pra botar os pés no asfalto, esquecer de ligar o som, cumprir a agenda do dia, e ainda se entreter com o engarrafamento, trouxeram risadas do que nem lembro mais de tão engraçado. Pois é, Johnson. Não ficamos para as panquecas, nem com as cobertas. Ficamos com nós dois mesmo, apenas, e nada mais. Tá de bom tamanho. (&lt;em&gt;"É tão fácil / Quando o mundo inteiro se encaixa&amp;nbsp;em seus braços"&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tomo café mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-782811444709815111?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/782811444709815111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/782811444709815111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/03/hoje-nao-johson.html' title='Hoje não, Johnson'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7358368713542429548</id><published>2010-02-20T22:54:00.000-02:00</published><updated>2010-12-06T12:26:52.607-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dúvida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogo'/><title type='text'>Tiro no escuro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;– Eu só disse "eu te amo", cara. Não entendi a dela, não entendi nada.&amp;nbsp;Matei alguém? Me diz, matei alguém?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;– Cara, ela não&amp;nbsp;sentiu. Taí seu crime.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7358368713542429548?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7358368713542429548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7358368713542429548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/02/tiro-no-escuro.html' title='Tiro no escuro'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-6191204044581145786</id><published>2010-02-11T22:08:00.000-02:00</published><updated>2010-04-21T18:13:43.114-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='madrugadas'/><title type='text'>Toda noite fica tarde demais quando você chega</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ainda guardo aquela boa sensação&amp;nbsp;angustiante de que a qualquer momento você vai soltar num tropeço de impulso que quer sim&amp;nbsp;dividir toalha e roupa de cama comigo. Cultivo agora&amp;nbsp;uma nova boa sensação aliviante de que eu não sou o que você sempre sonhou, e que você jamais seria como eu não consegui sonhar um dia. Rabisco palavras como "amor" e "dor" e vejo numa grafia inconstante que muita coisa faz parte, e tantas outras são uma parte. E que a gente continua num detalhe a parte.&amp;nbsp;Silenciosamente você me beija em todo início de madrugada e eu barro sua ida,&amp;nbsp;peço pra você dormir aqui porque já está tarde pra voltar pra casa. Fica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-6191204044581145786?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6191204044581145786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/6191204044581145786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/02/toda-noite-fica-tarde-demais-quando.html' title='Toda noite fica tarde demais quando você chega'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-5758471238593174113</id><published>2010-02-06T17:03:00.000-02:00</published><updated>2010-02-10T19:21:52.081-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drama'/><title type='text'>Dalva de Oliveira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Não me abandona, não me abandona. Me beija, me ama, me leva pra cama. Fica, volta, me abraça,&amp;nbsp;me aperta, ai, me doa sua força, e sua vontade toda. Fica, fecha essa mala, me dá essas roupas, que eu passo de novo, bem como tu gostas, e recoloco no cabide ao lado das minhas, bem ao lado das minhas. Vem que eu sou tua, e somente tua, e sem ti eu esqueço como é que se respira. Eu te dou tudo, absolutamente tudo. Não! Silêncio, por favor. Não diga nada, porque não vou pedir nada. Apenas não me abandona...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Mal sabe ela que "ser tua" não faz a mínima diferença, que as roupas&amp;nbsp;passadas do jeito&amp;nbsp;certo não conquistam, e que o Tudo que ela tem já virou nada.&amp;nbsp;E doar nada, sem querer nada, leva a nada. Exatamente onde estão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-5758471238593174113?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5758471238593174113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5758471238593174113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/02/drama.html' title='Dalva de Oliveira'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-1823225432785870447</id><published>2010-01-30T00:58:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:56:34.427-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='boa sensação estranha'/><title type='text'>Dois pontos:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Te vi numa foto antiga agora. Dessas que fazem percorrer uma coisa forte pelo corpo. Dessas que balançam a gente e&amp;nbsp;dão vontade de pegar no telefone. Você tá queimando aqui dentro. Queimando num ritmo de final de filme, em que é hora de bater na sua porta, pedir pra ficar, e ganhar um beijo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-1823225432785870447?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1823225432785870447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1823225432785870447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/01/dois-pontos.html' title='Dois pontos:'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7118902757478518141</id><published>2010-01-30T00:20:00.000-02:00</published><updated>2010-01-30T00:24:52.270-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>São seus olhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ei, garota. Brinca comigo, me chama pra jantar, me conta suas revoltas com a família e sim, me informa com carinho que tem melancia na geladeira. Deixa que eu te ajudo com as sacolas de compras. Senta aí e me convida pr'uma cerveja que eu nunca aceito. As pernas morreram, não é mesmo? Cansada de andar o dia todo, cansada de ir e vir da cidade pra casa. Cansada. Braços, pernas e lições da vida,&amp;nbsp;completamente cansada. Mas, ainda assim, não diga que pretende se mudar para Manaus, ou algum lugar longe demais até para o telefone. Não deixe de me acarinhar no rosto, gritar pela casa inteira&amp;nbsp;que necessito de cortar os cabelos, e&amp;nbsp;de reparar no meu emagrecimento e estatura. Siga com suas ignorâncias e truculências sinceras sobre política, religião,&amp;nbsp;bandas inglesas, fones de ouvido, celulares e paulistas&amp;nbsp;&amp;nbsp;- morra com elas, porque a verdade "sensata" do mundo moderno não está muito longe do seu resumo de mundo. Siga com sua falta de grana, que me&amp;nbsp;valeu&amp;nbsp;ainda sim roupas bacanas e boas risadas no meio da rua.&amp;nbsp;Ah, aproveita e ensina a minha mãe a simplicidade do sexo e das drogas também. Ouça o meu boa noite do fundo do quarto, e não repita jamais que está vazia por dentro. Seus olhos exalam o que vi de mais bonito no mundo e vai guardado bem aí dentro há quase sete décadas. Que amor é esse, minha querida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7118902757478518141?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7118902757478518141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7118902757478518141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/01/sao-seus-olhos.html' title='São seus olhos'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7542729762398809093</id><published>2010-01-21T21:02:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:57:07.870-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de mim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='boa sensação estranha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quieto'/><title type='text'>Do Litoral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vim sentar um pouquinho, descançar as pernas, enquanto o horizonte me entretem com promessas de acalmar os olhos.&amp;nbsp;Sentir o calor da areia e o frio do vento brincalhão que zoa meus cabelos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Só quero sentar um pouquinho, com braços para baixo, ombros murchos e cabeça pesada, enquanto&amp;nbsp;lembro as promessas do horizonte que esqueceu meus olhos. Vou atirar pedrinhas ao mar, ouvir as respostas do mar. Quero apenas ouvir enquanto espero o horizonte lembrar meus olhos que estão a esperar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7542729762398809093?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7542729762398809093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7542729762398809093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/01/do-litoral.html' title='Do Litoral'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-448901633557112913</id><published>2010-01-18T21:05:00.000-02:00</published><updated>2010-05-28T17:30:23.890-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Carlos Pinto Ferreira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WHVknDSOqzg/S1Tixm6BOkI/AAAAAAAAAQw/YwAZHr7Gjs4/s1600-h/img240.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_WHVknDSOqzg/S1Tixm6BOkI/AAAAAAAAAQw/YwAZHr7Gjs4/s320/img240.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Bom dia pro senhor.&amp;nbsp; Não vou me importar&amp;nbsp;se confundir meu nome, ou mesmo se esquecer de mim. Afinal, já fazem mais de cem anos que&amp;nbsp;o senhor decora nomes, guarda fisionomias e tantas outras coisas&amp;nbsp;numa memória que&amp;nbsp;já está no ponto da traição&amp;nbsp;involuntária. Já não tem muito lugar para tudo.&amp;nbsp;Vim mesmo pra escutar os velhos vinis de Orlando Silva e companhia, que trazem uma boa sensação estranha familiar para a casa, enquanto a gente toma uma Coca-Cola com um bolo de anteontem. Vim pegar na sua mão calejada de erros, piedade, mentiras e verdades e ouvir suas perguntas genéricas sobre a minha vida – se é que esta que o senhor indaga vagarosamente é mesmo minha vida.&amp;nbsp;E vim escutar também as suas teorias sobre a Vida, baseada numa escolaridade que não ultrapassou a 4ª série do ensino fundamental, e se formou em linhas, agulhas e pontos precisos&amp;nbsp;de ternos importantes de muita gente importante (ou não).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Às vezes eu tenho medo de acabar chorando na sua frente, e o senhor rir, com olhos azuis birlhantes,&amp;nbsp;perguntado o que foi. Eu não vou ter o que dizer, muito menos o que explicar.&amp;nbsp;Não sei falar de morte com o senhor. Não nesse voo de sinceridade. Fala da morte como se fosse um passarinho. Espera a morte como se&amp;nbsp;espera um passarinho, que um dia vem pousar na janela baixinha do quarto do senhor&amp;nbsp;pra dizer que a Vida aqui já foi, já foi...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E sempre parece que é a última vez. O senhor agradecendo piadosamente, carinhosamente, alegremente, com carência excessiva que me dá nó no peito&amp;nbsp;ao passar pelo portão e ver que o senhor não consegue chegar até o jardim para se despedir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por favor, não fale de morte, nem ria pra mim. Não&amp;nbsp;desse jeito sincero que erro nenhum do passado consegue aparecer. Não faça assim porque eu sinto mais vontade dos vinis do Orlando Silva, e do bolo com Coca-Cola de tardes que não sei até quando vão existir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-448901633557112913?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/448901633557112913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/448901633557112913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/01/carlos-pinto-ferreira.html' title='Carlos Pinto Ferreira'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WHVknDSOqzg/S1Tixm6BOkI/AAAAAAAAAQw/YwAZHr7Gjs4/s72-c/img240.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-515451890936246940</id><published>2010-01-18T17:17:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T19:57:37.038-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='boa sensação estranha'/><title type='text'>Gerson,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu não sei seu sobrenome, cara. E isso faz uma tremenda diferença pra mim. Bem, na verdade nem tanta assim. É que você tá sempre aparecendo pelas vielas de bairros próximos, praças, passarelas de metrô e esquinas por aí. Com dreads, moicanos, piercings que exploram seu rosto em lugares que talvez não sejam "permitidos", e algumas tatuagens novas, que talvez nem saiba muito bem o sentido que elas têm - se é que têm, devem ter. Falando&amp;nbsp;em trampar em tal lugar, de esquecer a garota perfeita de anteontem, e de querer dar um jeito na Vida, com o skate embaixo do braço. As coisas estão sempre se ajeitando pra você, e sempre saindo do lugar em que você não queria muito mesmo estar. O certo é um caminho não muito confiável. Às vezes o certo tá errado demais, e não por ser careta demais, ou comum demais. Só por ser preso demais pra você. Preso a conceitos certos demais, demais, demais... Pois é Gerson, tem mais ou menos uns quatro anos que eu me esbarro contigo por aí, te chamando de "Gersin" - como todo mundo faz. Nunca fomos amigos, talvez nem precisemos, bom, é que não tem nada a ver mesmo.&amp;nbsp;Mas, é bom te ver com dreads, moicanos, e piercings que exploram seu rosto em lugares que talvez não sejam "permitidos" - só talvez. Me faz lembrar que a Vida é um pouco mais do que metas.&amp;nbsp;Faz parte&amp;nbsp;roles de skate na praça 7, algumas tatuagens sem sentido e toda a falta de sentido, ao menos por um dia. Ah, o sobrenome... Deixa pra lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-515451890936246940?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/515451890936246940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/515451890936246940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/01/gerson.html' title='Gerson,'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-1727310346804857213</id><published>2010-01-17T18:59:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T19:54:26.097-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><title type='text'>Highway 381</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Você se enganou, meu bem. A estrada para a sua casa não é reta. A BR 381 se perde do seu caminho original umas duas ou três vezes neste trajeto. E a gente tenta ver pelo vidro da janela para onde ela vai, mesmo sabendo que deve&amp;nbsp; retornar ao seu percurso. E é assim que tem que ser.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Algumas voltas, e frios na barriga que às vezes podem parecer sem direção/sentido - e talvez realmente sejam - falta de gasolina, penus carecas, e&amp;nbsp;engasgos de motor. Faz parte.&amp;nbsp;Importa é que a highway sempre vá em frente, invevitavelmente. Importa é que a highway vá, simplesmente, seja para o invevitavelmente, seja para o descrente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-1727310346804857213?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1727310346804857213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1727310346804857213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/01/highway-381.html' title='Highway 381'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7258201665679874179</id><published>2010-01-16T00:08:00.001-02:00</published><updated>2010-09-07T20:55:33.980-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><title type='text'>Verde</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E te vi descer do ônibus com a cara amassada de quem custou para chegar até aqui. Passos lentos de quem talvez não queira ir até&amp;nbsp;muito ali na esquina, e olhos de fotofobia que não gostam dessa intimidade toda do sol. Segurei sua mão e olhei para ver se seus dedos estavam meio soltos ou bem juntos. Vi suas unhas coloridas de verde menta e me bastou saber que elas estavam coloridas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7258201665679874179?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7258201665679874179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7258201665679874179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/01/e-te-vi-descer-do-onibus-com-cara.html' title='Verde'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-1271900815853623737</id><published>2010-01-15T23:32:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T19:59:01.016-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de mim'/><title type='text'>Volver</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Decidi ficar mais essa semana. Precisava dizer mais alguma coisa, sei lá. Ver como é que estava a casa que deixei já faz alguns eternos quatro dias.&amp;nbsp;Fui na pressa e acho que esqueci umas palavras, deixei outras. Não sei se vim buscar ou entregar.&amp;nbsp;Afinal, enfim, eu só precisava voltar mesmo. Sem muito porquê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-1271900815853623737?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1271900815853623737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1271900815853623737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/01/volver.html' title='Volver'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-7758900237478095286</id><published>2010-01-02T21:38:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:00:39.225-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='declame'/><title type='text'>Você, Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Você perde a razão fácil, meu bem. Na verdade, você não dá a mínima para a razão, por isso não&amp;nbsp;faz questão de tê-la em mãos. Você chora por pessoas avulsas do seu convívio. Não guarda no peito nada que te incomoda, bota pra fora, em forma de lágrima ou marimbondo berrante o que não te faz bem.&amp;nbsp;Tem um&amp;nbsp;orgulho&amp;nbsp;forte demais para cochichar qualquer tipo de&amp;nbsp;"desculpa";&amp;nbsp;e um&amp;nbsp;amor grande demais para dizer que errou num abraço forte de preocupação. Você pinta as unhas de vermelho para dizer que é bonita, não penteia o cabelo para lembrar que está sempre bonita. Tem medos, faltas de ar, olhos arregalados e uma armadura que se desmonta&amp;nbsp;por qualquer verdade que você jamais vai assumir. Você é sincera, e convence nas mentiras. Arranha seu coração por pequenas coisas, é feliz nos pequenos detalhes. Você perde subitamente a vontade de tomar para si&amp;nbsp;qualquer coisa&amp;nbsp;que sempre exigiu da vida, mas nunca deixa de correr atrás do passarinho dos seus sonhos, que canta alto e bonito para todas as suas manhãs.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-7758900237478095286?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7758900237478095286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/7758900237478095286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2010/01/voce-parte-ii.html' title='Você, Parte II'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-1795829834790849440</id><published>2009-12-21T19:12:00.001-02:00</published><updated>2010-02-04T19:42:33.705-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em uma linha'/><title type='text'>Porquê</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Escrevo porque te devo. Estou sempre devendo, escrevendo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-1795829834790849440?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1795829834790849440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/1795829834790849440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/12/porque.html' title='Porquê'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-4924955307917224027</id><published>2009-12-21T19:07:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T19:53:52.049-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><title type='text'>Céu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;- Não te dá vontade de bater as asas às vezes? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não tenho jeito de passarinho, já tenho ninho. Eu nunca tive pretensão de te deixar. Nem no olho do furacão eu quis te largar&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É que eu sempre quis voltar pra casa, bater na sua porta em toda noite de chuva só pra respirar o mesmo ar que você e ficar no mesmo teto que te cobre. Abri mão da razão, perdi razão, tive razão, te mostrei a razão no coração e fora do sermão. Eu sempre quis estar, ainda sabendo que você quis se mandar. Fico para que um dia, se você voar, também&amp;nbsp; possa me levar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-4924955307917224027?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4924955307917224027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4924955307917224027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/12/ceu.html' title='Céu'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-4168325959106329393</id><published>2009-12-15T22:35:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T19:54:26.101-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><title type='text'>Nessa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Sinto como se você tivesse jogado minha mesa pro alto, sem me oferecer nada, sem me pedir nada &lt;/span&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;—  &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; se quer licença. E desde então, tens me arrastado por aí, me carregado no colo e descansado nos meus ombros em fins de noite que conhecemos o mundo juntos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-4168325959106329393?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4168325959106329393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4168325959106329393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/12/nessa.html' title='Nessa'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2438696801566734767</id><published>2009-12-14T22:19:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:01:35.425-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><title type='text'>Espírito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nesses tempos estranhos em que todos os amigos da 8ª série sumiram, e os do ano passado não vão ressucitar, não espero retorno de ninguém.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Encomendei cartões de Natal para escrever-lhes. Sem delongas, sem anseios, motivos específi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;cos ou espera de re&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;sposta. Quero lembranças, futilidades, saudades e todas as palvras, ainda que genéricas, mas bem sinceras. Nesse espírito de bom velhinho e novo ano que promete sempre tudo diferente. Preciso que os leiam, e os guardem em qualquer gaveta sem importância. Preciso apenas que os leiam. E me digam, em qualquer ano novo ou velho, o que acharam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2438696801566734767?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2438696801566734767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2438696801566734767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/12/espirito.html' title='Espírito'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-5991155507042735753</id><published>2009-12-14T11:10:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:01:51.730-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='declame'/><title type='text'>Você, Parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu gosto do seu jeito mulher decidida de exalar, gritar aos quatro ventos, e não admitir nada jamais. Gosto da liberdade que mora em você, dos seus conceitos tortos e das suas verdades-mentiras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; Você não tem muitas certezas, na verdade, tavez nem saiba bem o que é certeza. Mas, eu nunca te vi em cima do muro. Sinto seu furação vir de longe, sua presença se aconchegar no bom dia de todas as manhãs, e nos declames de todas as madrugadas. Seu rosto pintado não esconde simplesmente um choro da noite passada, como eu imaginava. É que às vezes você deseja, simplesmente, estar mais bonita. Não consigo lembrar de você em nenhum sonho, mas acordo com seu gosto, e sei que esteve aqui. Sei que está aqui, o tempo todo. E, acredite, isso pra mim é tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-5991155507042735753?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5991155507042735753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/5991155507042735753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/12/voce-parte-i.html' title='Você, Parte I'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-4638840518287265129</id><published>2009-12-07T22:18:00.000-02:00</published><updated>2010-05-22T16:59:36.333-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><title type='text'>Votos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Gostei da carta, amigo. Chamo de carta mesmo sabendo que não havia nada na minha caixa de correios. Obrigado pelo seu verbo consiso e ligeiro de pontos fortes, dizendo em meias palavras que a distância é grande entre nossos papos. Obrigado pela ligação que não pude atender e pelos seus bons votos atrasados de vida para mim. Continue atrasando, rascunhando e-mails velozes e passando para o papel, em períodos genéricos, sua consideração. Pois, sei o tom da sua voz mesmo após meio século. Sei em qual voltagem seu coração bate. É que qualquer ligação de socorro ou de banalidade minha seria bem recebida com seu "alô" de ontem, tão recente como há dez anos que já se foram. Muito obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-4638840518287265129?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4638840518287265129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/4638840518287265129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/12/votos.html' title='Votos'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2974327528634829304</id><published>2009-12-05T23:47:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T19:54:26.104-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><title type='text'>Conceitos I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É destino ou desatino. Nó que prende as pernas e solta as mãos, para voarem juntas, com os dedos bem soltos no ar, no nosso ar. É troca de hálito quente&amp;nbsp;em beijo ardente que invade pulmão e toma coração. São frases feitas, ditas em momentos desfeitos por uma falta de romance&amp;nbsp;num momento em&amp;nbsp;que não faz a menor&amp;nbsp;diferença&amp;nbsp;romance algum. É romance demais, sobrando pelas bordas. Trilogia de cinema americano que não se cansa de passar na TV. É falta do que fazer que&amp;nbsp;acaba em risada alta, gargalhata acima de todos os decibéis permitidos pelas regras que nunca vamos conhecer. É você, sou eu. Somos nós, em olhares demorados, sobrancelhas apaixonadas, que dançam no riso solto da nossa face. Somos um de dois, feito para dois. Somos o que queremos ser, nada que vamos conhecer. Apenas tudo que quisermos, eu e você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2974327528634829304?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2974327528634829304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2974327528634829304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/12/conceitos.html' title='Conceitos I'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-9132245379929594865</id><published>2009-12-03T00:01:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:03:40.842-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de mim'/><title type='text'>03/12/1990</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Me olhei no espelho e realmente nada mudou. Na verdade, minha barba já está voltando a crescer.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Passou um ano rapidinho&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;sinto cheiro de Natal e vontade de não atender nenhum telefonema de um parente estranho que deve ligar. Cheguei aqui com uns colegas a mais, uns amigos mortos, e outros que não vejo há mais de dez anos, mas que devem enviar uma ou outra carta. Estou na beirada dos 20, querendo estradas pra mastigar, degraus pra subir, cheiros de mato pra respirar&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;acordes pra soar, amigos pra perder, sorrisos pra eternizar. Na verdade, estou querendo apenas que você não se vá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-9132245379929594865?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9132245379929594865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9132245379929594865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/12/03121990.html' title='03/12/1990'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2692212899175424861</id><published>2009-12-02T22:28:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:04:13.048-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='declame'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia ou não'/><title type='text'>Demais</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Você é tudo&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que em nada cabe&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Transborda sempre pelas beiradas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2692212899175424861?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2692212899175424861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2692212899175424861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/12/demais.html' title='Demais'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-3923006236131167102</id><published>2009-11-18T09:57:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T19:54:59.729-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><title type='text'>Saudades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Senti, e como senti. Precisei apertar forte teu rosto de volta, no ponto imundo do teu ônibus. Ouvir você dizendo que já está indo, pra lhe sufocar de abraço e não querer findar os beijos de despedida que te levam em casa toda noite. Como se sente agora? Ah, por favor não diga. Qualquer resposta que me traga é pouca diante como me sinto com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-3923006236131167102?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3923006236131167102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/3923006236131167102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/11/saudades.html' title='Saudades'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-9115705904908132569</id><published>2009-11-13T21:51:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:06:50.584-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='declame'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia ou não'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em uma linha'/><title type='text'>Buraco</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Muita falta sobra. É que falta você e sobra falta. Muita.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-9115705904908132569?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9115705904908132569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/9115705904908132569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/11/buraco.html' title='Buraco'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-2139840173016242271</id><published>2009-11-10T23:10:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:07:52.614-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pai'/><title type='text'>Volta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Velho, por que tem feito assim? Esqueceu teu sapato no banheiro pra eu me lembrar que você já não volta. Não basta o teu cheiro forte ter ficado brincando com minha lembrança pelos ares da tarde toda de hoje? Senti vontade de conversar com seu jeito bronco, mesmo sabendo que você não é a pessoa mais indicada para tato com a fala e palavras gentis. Queria ao menos a pizza de sempre, com as perguntas de sempre, os papos de sempre, e os convites de fim de ano de sempre.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É saudade do seu aperto desconfortável no ombro bem do jeito que eu detestava, só pra me sentir com você novamente. Sinto sua falta, velho. Muita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-2139840173016242271?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2139840173016242271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/2139840173016242271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/11/volta.html' title='Volta'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776347292803053092.post-8969987090145809127</id><published>2009-11-10T16:24:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T20:08:09.968-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Meu Velho,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hoje eu percorri corredores estreitos e iguais, cheios de pessoas estranhas, que certamente deviam trocar bons dias com você. Andei num labirinto de saudade, imaginando que você pudesse sair de algum gabinte ou surgir da sala do café, com um abraço de surpresa. Peguei o elevador pensando se aquela assessorista seria sua conhecida, e em qual andar você desceria. Uma faxineira me falou de Deus, botou um copo d’água na minha mão, e, até aquele gosto neutro se apropriou de um cheiro natural seu que eu não conseguia deixar de sentir. As portas, poltronas, mesas, roupas, a tv ligada e o cheiro ambiente gelado, tudo, absolutamente tudo me trouxe você, arranhando coração. Chorei num banheiro limpo e bonito, recordando o Mineirão que conheci com você. Lembrei que há quase três anos meu telefone não toca com sua chamada. Pois bem, parei de escrever agora com medo dos soluços e olhos vermelhos voltarem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776347292803053092-8969987090145809127?l=mechamanopalco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8969987090145809127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776347292803053092/posts/default/8969987090145809127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mechamanopalco.blogspot.com/2009/11/meu-velho.html' title='Meu Velho,'/><author><name>Lucas Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04236276137861153110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-x-PmGz5eB_w/TX7CpvnwG1I/AAAAAAAAAdQ/39Bo1QqvPU0/s220/P210111_11.10.jpg'/></author></entry></feed>
