sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Noite

Agora vai arranhar os lençois, torcer as mãos, rolar na cama e soltar baforadas de insatisfação por não conseguir pegar no sono. E quando parar a visão num ponto fixo do quarto, será pra lembrar num suspiro. Bate vontade de pegar o telefone pra ouvir o silêncio do outro lado da linha. Ímpeto de largar a cama quente/fria em que está só, agarrar as chaves do carro e correr pela estrada, com os faróis altos e ronco grave do motor pra avisar que está vindo. É beijo, abraço, aperto, riso contido e respiração acelerada que quer se encontrar com a outra metade. É calor, frio, vento e mormaço que brinca com as sensações e evita o cerrar dos olhos, já em alta madrugada. É você Sou eu, querendo.


p.s.: Desculpe por tentar falar por você.

1 comentários:

d.aguiar disse...

eu optei por ñ te contar os detalhes da viagem. daí vc pode pensar que é irritação ou mágoa. ñ é ñ... é que eu ñ fiz quase nada por lá e o pouco fiz, ficou cheio de buracos. a pior parte era quando as pessoas me perguntavam:
- ué, cadê o namorado?

mas... passou já. foi bom pra gente (re)ver e (re)afirmar coisas simples/pequenas (de coração) que fazem diferença.

 

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